Pesquisar este blog

domingo, 7 de julho de 2024

Chespirito - Análise

INTRODUÇÃO

Vale ressaltar que até o momento que estou escrevendo isto ainda falta assistir vários episódios do programa Chespirito, desenho do Chapolin, Chaves animado, séries pararelas. E também terminar de ler livros (os que foram publicados no Brasil).

Portanto conforme eu for concluindo o material pendente, posso ir atualizando.

E é claro essa é uma visão minha, análise minha, portanto não é uma verdade universal e nem igual para todos.


ANÁLISE - OBRAS EM GERAL

Chespirito era roteirista e contador de histórias. Então seus episódios eram isso, uma história com começo, meio e fim.

Mas não de qualquer jeito.

O roteiro flui. Ele não utiliza aqueles efeitos de transição (quando acontece uma cena aí aparece um efeito na tela e já muda para outro ambiente). Bom, uma vez ou outra tem, mas é irrelevante.

Usar efeitos de transição faz parecer que o capítulo é dividido por capítulos. Sem os efeitos torna tudo mais dinâmico e coeso.

A história ali gira, cada personagem encerra seu quadro, e a válvula para isso é sempre alguém sair ou entrar em cena, seja de uma casa, da rua, ou do outro pátio.

Também, além dos personagens, a história segue e muitas vezes vemos algo que acontece no início voltando no meio ou fim do episódio, conectando. Um exemplo disso é o episódio do Chapolin, do bandido Luva Negra.

Nele há uma fala "ele está armado e parapetado", daí acontece várias coisas no episódio, (inclusive Chapolin "tomar" tiros), que nos faz esquecer e aí vem a frase do Chapolin como último pedido querendo saber o significado de parapetado.

O quadro dos "Los Chifladitos" (Pancada Bonaparte). Dois malucos conversando, coisas bem viajadas, e adivinha? Fazia sentido. Todo aquele contexto sem noção tinha segmento com começo meio e fim.

E o programa não é um programa infantil, apesar de no Brasil, na época, qualquer coisa semelhante era classificado assim. O programa era feito para a família. Haviam piadas simples, bobas, de duplo sentido, história, gestos (muitos deles circenses), etc.

Os roteiros possuem humor leve, não fazem inimigos. Engloba a todos. Vale lembrar que você só ri de uma piada quando a entende ou seja, você viveu aquilo, ou faz parte daquele grupo, ou parte daquele tempo. Ou seja, se você não faz parte de algo você não entende a piada, ou, se entender, ela não faz o mesmo efeito em você, justamente por não fazer parte daquele grupo da piada.

E as piadas de Chespirito são assim, atemporais e universais. De modo que qualquer pessoa de diversas classe, cultura, tempo ou lugar, as compreenda.

Claro, isso de acordo com aquela época. Hoje sim temos uma grande distância devido a tanta tecnologia e mudança de hábitos. Mas pelo menos até o início dos anos 2000 quem nunca se identificou com alguma cena, piada ou personagem de Chespirito?!

Ele também trabalha temas sérios como a fome, o abandono e a pobreza. Mas nada disso de forma panfletária. Retrata os personagens e os temas de forma cômica.

Por ser feito para família, seus programas nunca foram com intenção de educar (ainda que tenhamos alguns ensinamentos), sempre foi de nos fazer rir, com seu humor leve, de fácil entendimento e simples.

Por isso, que quando algo é feito de forma natural, sem pretensão de tal, gravamos melhor. Por exemplo diversos desenhos ou programas COM INTENÇÃO de educar as crianças ou de nos ensinar algo se torna chato, monótono, cansativo e logo o esquecemos. MAS nunca vamos esquecer um ensinamento do tipo "a vingança nunca é plena mata a alma e a envenena", porque foi sem intenção de nos ensinar e de nos educar. Foi natural.

Outro ponto: "O estilo Chespirito é muito pesado. Muito bullyng, violência e maus exemplos"

Eu não discordo disso. No roteiro de Chespirito nós temos uns zoando os defeitos dos outros (magro, gordo, alto, baixo, velho, bochecha, etc). Temos também atores fumando. Temos muita pancada, violência corre solta. E também muitas armas. Tem até um episódio que Seu Madruga mata um gato com uma espada, enquanto o gato gritava (pra mim esse foi o mais pesado). Temos até episódio que tem sangue.

Hoje isso não seria permitido, mas devemos levar em consideração a época que foi feita. Nela isso era comum, tanto que se passar hoje em dia, ninguém questiona.

Naquela época tínhamos esses elementos em diversas outras obras. Tínhamos em Chaplin, nos Três Patetas, Ultraman, Marvel, DC, entre outros.

Lembro até hoje atores da patrulha do Ultraman, fumando. Ou o Sr. Fantástico, Wolverine, Nick Fury, Coisa, e muitos outros, fumando também.

Então isso na época era comum, até porque o Roberto se preocupava muito com o público e sempre pensava em não ofender ninguém.


PROPAGANDAS

Até as propagandas são bem feitas. Tanto dos produtos de Chespirito quanto de outros. Vou citar alguns exemplos, que lembro.

Existe aquela famosa propaganda que passa nos intervalos e essa nem ligamos, mas quando são inseridas de forma sutil, subliminar e dentro do contexto da história, nós adoramos, passamos a querer e nem percebemos.

Mas nós temos diversos episódios, muitos deles clássicos, que tem propagandas. Há alguns episódios de Chaves que ele está lendo revista do Chapolin.

O episódio do "extra 14 pessoas enganadas", o do Chaves falando em inglês na fonte, do Seu Madruga sentado em frente a sua casa.

E nos episódios de Chapolin ele falava das revista do Chaves, era o inverso.


Pode reparar que juntando os episódios citados acima (e talvez até outros) nós temos:

- Chaves, mesmo sendo bem pobre, tem a revista.

- Chaves mesmo sem saber ler direito entende a revista

- Seu madruga, um adulto, tem a revista

- Kiko, com boas condições financeiras, tem a revista.

- Chaves trabalhando de jornaleiro e explicando nos mínimos detalhes o tipo de jornaleiro que é e o que vende.


Conclusão: As revista Chaves e Chapolin são acessíveis até para os mais pobres, por serem bem baratas. São de fácil entendimento. Tanto as crianças quanto os adultos gostam. E onde você acha pra comprar.

Olha o contexto de forma sutil. Tanto que muitos de nós, naquela época, queria os gibis. Isso fez com que lançassem aqui (mas eram outros, faz parte).

Aí nós temos outros né, aqueles bonecos que a Bruxa joga no caldeirão e também a criança atira por cima do muro.

Chaves usando camisa do Chapolin, com a marca do canal 8, mostrando sobre o programa e onde passa para assistirem.

Episódio do Chapolin, do Chimpandolfo, que o herói coloca uns discos dele mesmo pra tocar.

O episódio da caixa de garrafas que tem a marca da pepsi.


O de Acapulco então? Mano... 

Lá nós temos a fachada do hotel que é grande, mostrando a porta giratória. O serviço descarregando as bagagens direto do carro. O quarto do Sr. Barriga mostrando toda aquela paisagem. A piscina mostrando a parte de mergulho e também a rasa, podendo ser para adultos e crianças. A comida mostrando ser boa, por falarem do restaurante no meio da piscina, mostra eles comendo (no Chapolin, o ator não emagrece por causa da comida boa). Nos lugares de lá mostra que você pode ir a praia, se reunir com família e amigos, ou um lugar mais sossegado para ler livro ou jogar xadrez.

E aquela música no final, Chespirito já havia feito ela,e aproveitou para divulgar.

Conclusão, o hotel tem de tudo, bom atendimento, boa comida, boa paisagem, lugares mais agitados e mais calmos, piscina, entre outras coisas. Servindo para todos os públicos.

Daquela época, até hoje, muita gente queria e quer ir para Acapulco.


PERSONAGENS

E os personagens, vamos falar deles um pouco.

Chespirito sempre deixou claro que nunca quis convencer o público de que eram crianças, mas sim que são adultos interpretando crianças. Talvez essa sinceridade tenha ajudado muito, porque aí compramos a série de uma forma diferente.

O segundo ponto são os atores, eles não eram qualquer um. Tinham bagagem, realmente vestiam o personagem e um completava o outro.

Por isso que quando o personagem saía nós sentíamos a falta, por mais que o que substituísse fosse bom, ainda sim não era a mesma coisa.

Podia até ser o mesmo personagem, mas com característica mudada, que já perdia um pouco a graça.

Tipo, quando o Seu Madruga saiu do elenco, e o Professor passou a substituí-lo. Muita regravação e/ou cena que cairiam bem no Seu Madruga não deu certo. E isso foi acertando depois que o Jaiminho passou a morar na vila. Mas ainda sim o Professor mudou muito.

O Nhonho que era o mais inteligente teve que ser burro após a saída do Kiko. E depois que a Pópis foi tomando o lugar do Kiko o Nhonho foi voltando as origens do personagem, de ser o mais inteligente.

A Dona Florinda deixando de ser quem é para ser a endividada do Sr. Barriga.

Pode até não se ligar no primeiro momento, mas essas mudanças afetam o subconsciente, já que estamos acostumados ao personagem ser "daquele jeito" e aí estranhamos.

Quer ver como os atores são bons e como cada personagem está enraizado em nós? A Dona Florinda.

Isso mesmo, é um exemplo. Não é difícil achar alguém que odeia a personagem. Ou é a personagem que é menos gostada de todos os fãs.

E isso é ótimo. Porque a atriz transpareceu tudo aquilo que era para transparecer da personagem Dona Florinda. Ela captou a essência da personagem, fez passar todos aqueles sentimentos da personagem (raiva, orgulho, etc).

E o "ódio" é pela atriz? Não. A Florinda interpreta diversos outros personagens em Chapolin (idosa, atriz, dona de casa, empregada, vilã, etc) e você não odeia nenhum.

E isso foi só um exemplo, todos os outros interpretam diversos personagens.

Nós podemos ter a idéia de que o grupo principal é tão coeso e se completam que quando um sai, desequilibra o cenário.

Quando a Chiquinha saiu, por uma ou meia temporada, Chaves e Kiko até que se mantiveram bem, temos vários episódios só eles. Só que ainda sim a ausência dela foi sentida e para suprir isso foi preciso criar um novo cenário, a escola, e com ele vieram outros personagens (Nhonho, Pópis, Godinez, Malicha, entre outros).

A Malicha então tentaram fazer dela uma nova Chiquiinha. A Louca da Escadaria uma Bruxa do 71. Seu Madroga e Jaiminho um Seu Madruga.

E nada convenceu. Então a importância do elenco em serem bons e dar vida aos tais personagens é ponto fundamental para o sucesso.


Ainda falando de personagens, nós achamos que sabemos tudo sobre eles, basicamente chamando eles de rasos, de simples. Mas não, eles possuem mistério, mesmo que pouco, mas possuem.

Ou talvez nem seja mistério, seja analisarmos mais afundo do que só o que está ali na nossa frente.

Chaves é o modelo de uma criança da época, ele apronta, briga, bate, apanha.

É o menino que foi abandonado e não tem aonde morar nem o que comer, mas nunca perde o otimismo, nem a bondade e nem a inocência.

Outra coisa Não da pra sabermos se chaves é burro mesmo. Ele já citou mais de uma vez que não consegue se concentrar porque sente muita fome. Então talvez ele seja inteligente, apenas não consegue se concentrar.

Diferentemente do Quico, que é burro mesmo. pois ele tem condições e não passa fome.

Seu Madruga é o falso malandro. Ele sempre quer dar uma de esperto mas acaba tropeçando em sua própria consciência. Acaba se auto-sabotando por tentar ajudar alguém.

É o cara que não quer trabalhar, mas está sempre trabalhando. É o cara que não estudou, mas incentiva a estudar.

Então seu madruga, "o malandro" é o que da bom exemplo, bons conselhos, o vizinho prestativo, pai solo, lutador (pois com toda suas adversidades sempre carrega um sorriso consigo).

A Bruxa do 71 está sempre de mal humor, a questão é, porque? Esse apelido se deve por ela ser mal humorada ou ela ficou mal humorada após ganhar esse apelido?

E inda falando sobre época, Chespirito, na maioria das vezes, retrata personagens marginalizados pela sociedade. O pobre, o órfão, a viúva, o "vagabundo", o idoso.

Lá não existem personagens bons ou ruins, heróis ou vilões. Apenas humanos. Que agem de acordo com dia-a-dia. Uma hora estão de bom humor, outra de mal-humor. Uma hora dão bons conselhos, boas atitudes, outra fazem desdém ou usam de violência. Enfiam, variam.

Podemos ver também que Chespirito pega esses personagens marginalizados e ainda sim eleva eles, indo de encontro com o que a sociedade exigia na época.

Por exemplo: "mulher dona de casa, cuidando de tudo e homem trabalhando fora e sustentando a casa. Além de que o homem manda a mulher obedece."

Por muito tempo esse foi o segmento padrão da sociedade. Daí Chespirito vem e faz o que? Muda algumas coisas.

Por exemplo, Seu madruga não manda em ninguém, basicamente nem sua filha o obedece. Ele apanha de qualquer mulher. E ele faz serviços domésticos como lavar roupas.

As mulheres lá são independentes, vivem sozinhas, se viram sozinhas. Além disso as mulheres é que chegam no homem, como vemos Dona Clotilde e Chiquinha.

Ou inversão de idades, por exemplo, nós vemos muitas vezes a Chiquinha sendo mais madura e calma que seu pai. Em contra-partida Seu Madruga tem atitudes infantis fazendo birra do tipo jogando seu chapéu no chão e pisando em cima, ou ficar imitando debochadamente outra pessoa.

Ou seja, são comportamentos não aceitáveis da sociedade na época. Tal para qual.

domingo, 23 de junho de 2024

Filme - Série YuYu Hakusho

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Sabe aquela série boa? Boa para não ser assistida...

Sabe porque falam que a série é boa? Porque gostam? Só por causa da memória afetiva.

Você vê a série e automaticamente já lembra do anime e preenche as lacunas.

Porque a série em si, ela por si só, é ruim.

Temos bons atores e caracterização. Mas é uma série que tipo assim você pega um livro e copia uma página, de tão cortada e corrida que a série é.

YuYu é uma obra intercalada: missão - torneio - missão - torneio. E o que fizeram? Tiraram o torneio.

É óbvio que é uma adaptação e muita coisa será mudada. Mas o básico tem que estar ali.

- Koenma criança não tem, o Jorge (parceiro do Koenma) não tem.

- Hiei não usa o olho pra nada, só mostra aquela vez da pérola depois coberto a série toda.

- Não tem a luta com a Genkai.

- Não tem o torneio

O treinamento com a Genkai foi roteiro preguiçoso, tanto para o Yusuke quanto Kuwabara, que não mudava.

Não tem explicação nenhuma do limite de poder e disparos do Yusuke.

Enfim, falta muita coisa.

E como disse, a nostalgia e memória afetiva te ajudam completar a série e a gostar.

Automaticamente você imagina toda a saga da mansão Tarukane e o Torneio das Trevas, que complementa o final da série.

Pra ter uma idéia, aquela cena que Kuwabara está enfrentando o monstro e chuta a Keiko me lembrou a Genkai chutando o Yusuke contra o time Dr. Ichigaki.

Viu como a memória vai completando e automaticamente nos fazendo gostar.

Filme - Fúria Sobre Rodas

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Mano...

Que filme ruim.

Tem tantos elementos ali, tantas histórias paralelas, e nada se conversa. Parece que pegaram tudo  jogaram no liquidificador e o que saiu foi o filme.

O principal, que é o Nicholas Cage, foge do inferno com arma de outro mundo. E por ele já estar morto, não morre.

Não tem explicação nenhuma de como no inferno ele ficou sabendo sobre a seita satânica e nem como fugiu de lá.

O emissário do inferno, que precisa levá-lo de volta é mais bonzinho que ele. Acaba ajudando ele e ajuda a acabar com a seita satânica. Voltam para o inferno conversando, como amigos.

A seita satânica está lá e só está. Quer fazer o ritual, com sangue puro e etc.

A parceira dele simplesmente decide acompanhar ele, mesmo vendo essa bizarrice.

Todos os personagens ali não tem aprofundamento, nem passado explorado.

Na real nem sei bem o que falar, de tão raso e bagunçado que é esse filme. Não tem nada que se aproveita ali.

Filme - Os Mercenarios 4

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Foi um filme tão ruim que eu acabei esquecendo dele bem rápido. Normalmente não esqueço das coisas...

A franquia deu o que tinha que dar. Se for para seguir esse estilo aí...

De toda franquia sempre entendi que a franquia era para parodiar o estilo anos 80/90 onde brucutus destruíam exércitos, sozinhos. Com muita bala, mortes e explosões. também é claro fazendo a mesclagem de atores antigos com os novos.

Mas, tudo tem que ser legal, e não ser por ser.

E uma coisa que nunca gostei foi o sumiço personagens e adição de outros, de filme para filme. Ta, entendemos que existe contrato, valores, agenda disponível, etc...

Só que o filme poderia haver explicação. Morreu, aposentou, viajou, etc... É simples.

Falando desse filme, aquele roteiro simples e manjado. Stallone é dado como morto e só reaparece no final, porque tudo fazia parte do plano.

A franquia já estava ficando na mesmice e aí inventam de tirar o Stallone, só piorou.

O roteiro é simples. É tipo uma bomba nuclear e blá blá blá. E isso ok, porque naquela época era simples também.

Só que sei lá. Foi monótono. Chato. Maçante. Esses atores não cativam. Os diálogos são ruins. Se o objetivo é ter atores antigos, coloca alguns antigos. Simples.

Stallone passar o bastão pro outro lá que nem lembro nome. Ok é normal hoje em dia. Temos isso em animes, filmes, séries e tokusatsu. Mas tudo é feito dentro de contexto e com dramatização certa.

Aqui é algo forçado, artificial.

E sei lá mais o que, porque não sei como consegui esquecer boa parte do filme após assisti-lo.

Filme - Shazam 2 (Fúria dos Deuses)

 

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

O primeiro era ruim, o segundo parece que é o primeiro.

Novamente um filme raso, onde não conseguem captar e transpassar a essência de personagens.

Shazam é um personagem que faz frente ao Super-Homem. E nesse universo da DC ele é um idiota.

A família Shazam, quem são? Tudo tão raso que é normal esquecer os nomes. Por serem um grupo, e tão diferentes, seria normal as pessoas se identificarem. Seria normal nós público nos conectarmos com os personagens. Mas nada disso acontece.

Não souberam trabalhar cada um, a essência, história, plano de fundo. Parece aqueles filmes de adolescentes bobos.

Nem os poderes dos heróis e vilões são bem explorados e explicados.

O roteiro ele tenta seguir uma narrativa que se perde. Adicionam vários pontos e vários elementos apenas momentâneos e depois esquecidos.

O objetivo das vilãs era plantar a árvore da vida na terra delas e uma queria que fosse na Terra. Mas o plano inicial não era nela, então aquela redoma é pra nada.

Os poderes da deusa de controlar os elementos, pra nada. Ela transforma geral em areia. Controla o mago igual fantoche, entre outras coisas. mas só isso, são fatos isolados que parece que os poderes foram esquecidos.

Do nada as vilãs brigam entre si.

O esconderijo dos heróis cheio de luzes, instalações e TV grande. Sendo que a família está com problemas financeiros.

Aquelas portas, a biblioteca, tudo jogado só para criar piada.

Nada de luta empolgante. Momento empolgante. Algo para chocar ou sensibilizar.

Nada de nada. Um filme raso.

Filme - Capitã Marvel

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

O filme da Capitã Marvel é mais fraco do que o Yancha desnutrido.

01 - É um filme de apresentação, de origem e portanto é óbvio que não vai ter ação do começo ao fim. Mas pô única ação que teve deve ser uns 10 min de filme.

02 - Trilha sonora alguns momentos ruins, a letra pode até fazer sentido mas o ritmo não condiz com a cena em questão.

03 - Única "ação de verdade" é no final que demora uns 5 min apenas ela batendo em meia dúzia de zé ruela em uma cena rápida e escura.

04 - Mais poderosa do universo marvel? O que ela fez? Bateu em meia dúzia de personagem B e C ¬¬ Destruiu naves? Ok, isso o Thor com martelo antigo já fez em Vingadores 1

05 - Ela recuperar a memória que coisa mais simples, nem teve conflito consigo mesma. "Você é Carol Danvers" "Ah ta obrigada por me avisar, ou seus Kree vocês são os bandidos"

06 - Que merda é aquilo que fizeram com a Inteligência Suprema?!

07 - O filme não teve nada, absolutamente nada. Ah ta Nick perdeu olho de forma besta. Tesseract veio pra terra, etc.. Um filme de 2 horas pra responder 3 ou 4 questões simples.

Não teve história trabalhada, nem batalhas trabalhadas, nem a pessoa dela trabalhada, nada. É praticamente assim "oi sou Carol hoje amo Kree e odeio Skrull amanhã amo Skrull e odeio Kree"

08 - Quiseram colocar tudo em um filme só. Apresentação da heroina, guerra Kree-Skrull, Inteligência Suprema, Nick Fury, Como surgiu os Vingadores, "lutas", Estalar de dedos do Thanos....

E o resultado é isso aí um amontoado de coisas rasas, pouco exploradas.

Filme - Ultraman A Ascensão

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Ta aí uma coisa que eu não dava nada. Já fui assistir reclamando "pqp estragaram o Ultraman, deve ta uma merda". Mas, fui assistir apenas por ser Ultraman.

E mano, que filme ótimo.

Sabe esses filmes - desenho da Disney, Pixar, etc. Então é igual, só que estão usando o Ultraman.

Todo mundo conhece o Ultraman, mesmo sem nunca ter assistido. É daquelas séries japonesas que aparece o monstro, aí vem herói de armadura solta raios, mata o monstro e salva o mundo.

Ok, aqui não é assim. Tem uma ou outra lutinha, mas é bem simples e leve.

Aqui Ultraman também é babá. E putz, só risada.

Esse filme tem um roteiro bem construído. Ótimo desenvolvimento dos personagens. Ótima animação.

Tomaram todo o cuidado com o legado o personagem. Fizeram um filme para todas as idades, em que o pai vai ver com o filho e ambos vão gostar.

Conseguiram fazer algo novo, que respeitasse o legado Ultra, e para todas as idades. Sem ser algo bobo nem algo pesado.