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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Campeonatos de Futebol

Como curiosidade tentarei explicar um pouco sobre os torneios de futebol disputados por clubes brasileiros.


Copa São Paulo de Futebol Júnior (Copinha)

É organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF) e inclui clubes de todo o Brasil. Realizada no início do ano, de modo que a final seja disputada em 25 de janeiro (dia do aniversário da cidade de São Paulo).

Por ser disputada por jogadores Sub-20 é um torneio muito observado pela imprensa, torcida, empresários e clubes, uma vez que é considerada a principal oportunidade para se descobrir futuros craques.


Florida Cup

Um torneio amistoso realizado no estado da Flórida. Não sei qual critério é utilizado para chamar os times e o formato do evento costuma variar, mas é um torneio simples.

Normalmente com apenas 4 clubes, de federações mistas, é realizado por pontos corridos.


Estaduais

São competições entre clubes do mesmo estado. Dura em média 4 meses.

Cada federação, ou seja, cada estado tem variações, como números de divisões e o número de clubes em cada uma delas, também o número de promovidos e rebaixados.

É a partir deles que outros campeonatos são compostos.

Campeonato Paulista, usado como exemplo:

É disputado por 16 equipes, divididos em 04 grupos.

Cada equipe não enfrenta os outros três da mesma chave e sim enfrentam todos os outros. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam para as quartas de final, e aí é eliminação com turno e returno, o famoso "mata-mata".

Os campeões e vice-campeões, e em alguns estados, os mais bem colocados na tabela do campeonato, estão automaticamente qualificados para jogar na Copa do Brasil do ano seguinte.

Já os clubes mais bem posicionados de cada estado que não competem no Campeonato Brasileiro Série A, Série B ou Série C se qualificam para a Série D do mesmo ano. 

E as melhores equipes em cada liga estadual também podem se qualificar para copas regionais como a Copa do Nordeste e a Copa Verde.


Troféu do Interior

Um torneio paralelo ao Campeonato Paulista Séria A1. Onde é disputado pelos clubes mais bem colocados do Campeonato Paulista que não estejam nas semifinais. As exceções desse torneio que não podem participar são os clubes da capital e o Santos.

O vencedor desse torneio garante vaga na Copa do Brasil do ano seguinte.


Copa Verde de Futebol

Uma competição disputada apenas entre clubes das Regiões Norte e Centro-Oeste + o estado do Espírito Santo.

O formato de torneio é o "mata-mata" com jogos de ida e volta.

Não há uma quantidade certa do total de clubes por localidade pois há edições em que o estado de Goiás ou do Espírito Santo ficam de fora.

O campeão tem vaga garantida na terceira fase da Copa do Brasil.


Copa do Nordeste de Futebol

Uma competição disputada apenas entre clubes da Região Nordeste.

O torneio é disputado por 16 clubes. Sendo:

- Os campeões estaduais do ano anterior das 9 federações da Região Nordeste.

- Os clubes melhores posicionados no RNC do ano passado pertencentes às três federações melhores ranqueadas no RNF do ano passado (Bahia, Pernambuco e Ceará) limitados a um clube por federação, excluídos os já contemplados do item acima.

- Ter obtido uma das quatro vagas das Eliminatórias da Copa do Nordeste do ano atual.

O vencedor garante vaga na terceira fase da Copa do Brasil do ano seguinte. Se o clube já tiver vaga conquistada na competição então essa vaga passa a ser do vice-campeão e assim sucessivamente.


Campeonato Brasileiro

Um torneio federal, dividido em quatro séries: Séria A, Série B, Série C e Série D.

Cada série é um torneio único, por isso não se enfrentam. Os campeões de cada série sobem uma e os últimos colocados descem uma.

A mais importante é a Série A, é nela e dela que basicamente estão os melhores times e tem as vagas distribuídas para outros torneios.

Na série A 20 clubes disputam entre si. Todos jogam contra todos em dois jogos (uma vez no seu estádio e a outra no estádio do adversário), em um sistema de pontos corridos.

- O campeão disputará o torneio Supercopa (do ano seguinte) contra o campão do torneio Copa do Brasil, em jogo único.

- O campeão está classificado para o Torneio Libertadores do ano seguinte, na Fase de Grupos.

- O segundo, terceiro e quarto colocado estão classificados para o Torneio Libertadores do ano seguinte, na Fase de Grupos.

- O quinto e sexto colocados estão classificado para o Torneio Libertadores do ano seguinte, na Fase Preliminar.

- O sétimo e até mesmo oitavo colocados podem se classificar para o Torneio Libertadores do ano seguinte, caso os seis primeiros times já tenham algum destes requisitos:

Atual Campeão da Libertadores

Atual Campeão da Sul-Americana

Atual Campeão da Copa do Brasil

- Os seis melhores times, após os seis já classificados para a Libertadores, estão classificados para o Torneio Sul-Americana do ano seguinte.

- Os quatro últimos colocados estão rebaixados para a Série B.


Supercopa do Brasil de Futebol

Também chamada de Supertaça do Brasil, é um torneio de apenas dois clubes. Os atuais campeões do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil se enfrentam em jogo único.


Copa do Brasil

É um torneio nacional feito nos moldes de torneios internacionais. Onde 92 clubes jogam em sistema mata-mata.

O sistema de classificação é um pouco complexo mas vamos lá tentar dissecá-lo.

- São 70 vagas para os clubes classificados nas competições estaduais do ano anterior, excluídos os clubes já classificados para CONMEBOL Libertadores do mesmo ano.

A definição seguirá necessariamente a classificação do estadual: Chamada Posição no estadual 

1ª chamada Campeão 

2ª chamada Vice-Campeão 

3ª chamada 3º colocado

4ª chamada 4º colocado

5ª chamada 5º colocado

Obs. 1: Nos estados que tenham direito a 2 vagas, a 2ª vaga poderá ser concedida, a critério da Federação, ao clube vencedor de um torneio seletivo ou equivalente. 

Obs. 2: Nos estados que tenham direito a 3 ou 4 vagas, as 2 últimas vagas poderão ser concedidas, a critério da Federação, aos clubes vencedores de torneios seletivos ou equivalentes. 

Obs. 3: Nos estados que tenham direito a 5 vagas, as 3 últimas vagas poderão ser concedidas, a critério da Federação, aos clubes vencedores de torneios seletivos ou equivalentes.

- São 10 vagas para os clubes classificados via o RNC do mesmo ano, excluídos os clubes já classificados para CONMEBOL Libertadores do mesmo ano e classificados em alguma das 70 vagas acima.

- São 12 vagas para os clubes classificados para CONMEBOL Libertadores e os campeões da Copa do Nordeste, Copa Verde, Campeonato Brasileiro da Série A e B. Estes acessarão a competição na terceira fase.

Obs. 1: Caso o número de clubes disputantes da CONMEBOL Libertadores seja 7:

1º. 7 clubes classificados para CONMEBOL Libertadores (do mesmo ano)

2º. 1 clube campeão da Copa do Nordeste (do ano passado)

3º. 1 clube campeão da Copa Verde (do ano passado)

4º. 1 clube campeão da Série B (do ano passado)

5º. 2 clubes disputantes do Campeonato Brasileiro da Série A , cuja chamada respeitará a ordem de classificação;

Obs. 2: Caso o número de clubes disputantes da CONMEBOL Libertadores seja 8: 

1º. 8 clubes classificados para CONMEBOL Libertadores (do mesmo ano)

2º. 1 clube campeão da Copa do Nordeste (do ano passado)

3º. 1 clube campeão da Copa Verde (do ano passado)

4º. 1 clube campeão da Série B (do ano passado)

5º. 1 clube disputantes do Campeonato Brasileiro da Série A , cuja chamada respeitará a ordem de classificação;

Obs. 3: Caso o número de clubes disputantes da CONMEBOL Libertadores seja 9:

1º. 9 clubes classificados para CONMEBOL Libertadores (do mesmo ano)

2º. 1 clube campeão da Copa do Nordeste (do ano passado)

3º. 1 clube campeão da Copa Verde (do ano passado)

4º. 1 clube campeão da Série B (do ano passado)

O campeão terá vaga no torneio CONMEBOL Libertadores, do ano seguinte, a partir da sua fase de grupos.

Obs. 1: Caso o clube campeão também obtenha vaga para a CONMEBOL Libertadores através do Campeonato Brasileiro, este utilizará a vaga da COPA.

Obs. 2: Caso o clube campeão também obtenha vaga para a CONMEBOL Libertadores por ser o campeão da CONMEBOL Libertadores ou da CONMEBOL SulAmericana, este utilizará a vaga obtida pela conquista continental; assim sendo, a vaga da COPA será repassada a um clube do Campeonato Brasileiro da Série A, respeitando a ordem de classificação.


O modo de disputa é em 7 fases: 

1ª Fase: 80 clubes distribuídos em 40 grupos de 2 clubes cada

2ª Fase: 40 clubes distribuídos em 20 grupos de 2 clubes cada

3ª Fase: 32 clubes distribuídos em 16 grupos de 2 clubes cada

4ª Fase: 16 clubes distribuídos em 8 grupos de 2 clubes cada

5ª Fase: 8 clubes distribuídos em 4 grupos de 2 clubes cada

6ª Fase: 4 clubes distribuídos em 2 grupos de 2 clubes cada

7ª Fase: 2 clubes distribuídos em 1 grupo de 2 clubes

Os confrontos da 1ª e 2ª fases serão em jogo único. A partir da 3ª fase os confrontos serão ida e volta. 


Recopa Sul-Americana

Apenas dois clubes participam. O campeão da Copa Libertadores da América e o campeão da Copa Sul-Americana.

É decidido em jogo de ida e volta.


Copa CONMEBOL Sul-Americana

Inicialmente é uma fase preliminar. Onde as equipes vindas de todas as associações sul-americanas, com exceção de Brasil e Argentina, se enfrentam.

Os confrontos são entre mesmas associações, ida e volta, e daqui apenas 16 times passam para a fase de grupos. É nessa fase que se juntam a competição 6 times do Brasil e 6 da Argentina.

Também é nessa fase que são adicionados 4 times eliminados na terceira fase da Copa Libertadores. Todos divididos em 4 grupos com 4 competidores cada. Em jogos de ida e volta.

Apenas o vencedor de cada grupo avança para as oitavas, onde enfrentam, 

com jogo mata-mata, os terceiros colocados das chaves da Copa Libertadores.

O vencedor do torneio tem vaga garantida na Copa Libertadores e Recopa Sul-Americana, ambos do ano seguinte.


Copa CONMEBOL Libertadores

É disputada em 8 fases, com equipes vindas de todas as associações sul-americanas. Todas as fases, exceto a final, são disputadas com dois jogos, ida e volta.

De um total de 47 equipes classificadas para a competição, 6 ingressam na fase 1, 13 na fase 2 e 28 diretamente na fase de grupos.

Fase 1 - Pré Libertadores

6 clubes disputam esta fase

Fase 2

As 3 equipes classificadas da Fase 1 se juntam a outras 13 que ingressam nessa fase.

Fase 3

As 8 equipes classificadas se enfrentam

Fase de grupos

As 4 equipes classificadas se juntam a outras 28 já classificadas diretamente a fase de grupos.

Daí vem as Oitavas de Final, Quartas de final, Semifinal e Final.

O Vencedor garante vaga para o torneio Copa do Mundo de Clubes Fifa, do mesmo ano.

Também garante vaga para Copa CONMEBOL Sul-Americana do mesmo ano e Recopa Sul-Americana do próximo ano.

Assim como se classifica automaticamente para a fase de grupos da Libertadores do ano que vem.


Copa do Mundo de Clubes Fifa

Um torneio disputado por clubes das seis confederações continentais mais o campeão do campeonato nacional do país sede.

Sendo elas:

CONMEBOL (América do Sul)

CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe)

UEFA (Europa)

CAF (África)

AFC (Ásia)

OFC (Oceania)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Mascotes - Copa do Mundo

Vamos falar de massacotes, digo digo, mascotes. Aproveitando o momento Copa do Mundo trago a vocês todos os que já passaram pelos gramados.


1966: World Cup Willie (Inglaterra)


A mascote da Copa do Mundo foi inventada pelo artista plástico Reg Hoye em 1966, quando o evento foi sediado na Inglaterra. O país adotou a figura de um leão jogando futebol para representá-lo, e fez o maior sucesso. Até uma música foi composta para ele, pelo artista escocês Lonnie Donegan. O leão é um símbolo típico do Reino Unido. Para reforçar o patriotismo, o bichinho veste uma camisa com a bandeira do país.


1970: Juanito Maravilla (México)


Contrariando o modelo inglês, em 1970 o México apresentou ao público a primeira figura humana a ser uma mascote de Copa do Mundo. Juanito Maravilla era um garotinho que vestia roupas com as cores do uniforme da seleção mexicana e usava um chapéu (sombreiro) típico do país. Seu nome, diminutivo de Juan, é muito comum nos países de língua espanhola. Por ter aparecido ao público na primeira Copa do Mundo globalmente televisionada, Juanito fez ainda mais sucesso do que seu antecessor Willie. A inocência infantil estampada no rosto do garoto funcionou como um incentivador do fairplay: durante todo o torneio, nenhum jogador levou cartão vermelho na primeira Copa em que ele foi implementado.


1974: Tip & Tap (Alemanha Ocidental)


Na sua vez de sediar a Copa do Mundo, a Alemanha seguiu o modelo mexicano de usar uma figura humana. Mas, dessa vez, foram escolhidas duas mascotes: O Tip e o Tap são dois garotos felizes, que provavelmente representam o fairplay entre as Alemanhas oriental e ocidental, que, apesar de separadas, participam juntas da competição esportiva. A camisa de um deles estampa a sigla WM, iniciais de Copa do Mundo em alemão; a do outro, o número 74, ano em que foi realizada a competição. A dupla passa a mensagem de união e amizade.


1978: Gauchito (Argentina)


Na Copa da Argentina, a mascote escolhida também foi um garotinho. O nome é uma abreviação do termo “gaucho”, usado para designar o homem do campo nos países latino-americanos de língua espanhola. Não é coincidência: foi essa denominação que deu origem aos gaúchos brasileiros – todas as pessoas nascidas no Rio Grande do Sul. Assim como os nossos, os gauchos argentinos usam um chapéu característico, carregam um facão e exibem um lenço amarrado ao pescoço. A mascote, desenhada por Néstor Córdoba, foi bem aceita pelas crianças argentinas, mas virou alvo de críticas da população adulta, devido à semelhança à mascote mexicana de 1970 (ambos usam chapéus característicos de seus países e pisam em uma bola de futebol). O Gauchito logo ganhou um apelido pejorativo: “Playmobil dos Pampas”.


1982: Naranjito (Espanha)


A Espanha inovou na escolha de sua mascote, obra dos artistas espanhóis María Dolores Salto e José Maria Martín Pacheco. Foi a primeira vez que uma comida – a laranja – foi escolhida para representar o evento. A fruta típica do país usa um uniforme da seleção. O nome é o diminutivo masculino de “naranja”, a palavra espanhola para laranja. Assim como as anteriores mascotes mexicana e argentina, Naranjito carrega uma bola de futebol. A carismática frutinha acabou se tornando uma das mais populares mascotes das Copas do Mundo. Ganhou até o próprio programa de TV, transmitido na Espanha em rede nacional. “Fútbol en Acción” contava com a participação de outros dois personagens animados.


1986: Pique (México)


Na Copa do Mundo seguinte, o México seguiu a onda da Espanha, desvinculando-se totalmente de sua primeira mascote,. Colocou uma comida típica – a pimenta chili jalapeño – para representar o país. Pique veste um uniforme vermelho e branco, que, junto a seu corpo verde, contribui para formar as cores da bandeira do México. Para complementar o look mexicano, a pimenta usa bigode e veste um sombreiro. O nome vem da palavra “picante”, que em espanhol tem o mesmo significado do português.


1990: Ciao (Itália)


A mascote escolhida para representar a Itália, na Copa de 1990, quebrou o padrão “fofinho” usado desde o início da tradição. A figura ficou mais modernosa que suas antecessoras, parecendo um boneco feito de Lego, cuja cabeça era uma bola de futebol, pintado com as três cores da bandeira italiana. O nome Ciao é a palavra italiana usada para dar “oi” e “tchau”. Por seu design simples e marcante, trata-se de uma das mascotes mais icônicas das Copas do Mundo.


1994: Striker (Estados Unidos)


Os Estados Unidos escolheram uma mascote que não abriu margem para polêmicas: um cãozinho sorridente. O animal, que veste roupas com as cores da bandeira norte-americana, foi escolhido por ser o bicho de estimação mais comum no país. O objetivo era atrair um público maior ao esporte, que não é tão popular no país. Não deu certo: o cachorrinho pouco icônico não chamou a atenção da criançada, deixando os souvenires da Copa do Mundo encalhados nas prateleiras. Striker foi desenhado pelos estúdios Warner Brothers.


1998: Footix (França)


A França escolheu um galo, um de seus mais marcantes símbolos nacionais, para representar a Copa que sediou. Seu corpo é predominantemente azul, cor do uniforme francês. O nome é criativo: uma mistura de “football” com “Asterix”, o mais famoso personagem de desenho animado francês. O personagem, criado por Fabrice Pialot, foi o vencedor de um concurso promovido pela Federação Francesa de Futebol.


2002: Kaz, Ato e Nik (Coreia do Sul e Japão)


A Copa de 2002 foi a única da história cuja sede foi dividida entre dois países. Os organizadores inovaram também na mascote: pela primeira vez, foram usados três personagens. As criaturinhas futurísticas representaram a competição, realizada nos maiores polos tecnológicos do mundo, mas não foram bem aceitas pelo público. Isso devido à falta de identidade das mascotes, que não usavam nenhum assessório que as remetessem ao seu país de origem. Os nomes foram escolhidos por meio de uma votação pela internet.


2006: Goleo VI (Alemanha)


Depois do futurístico trio oriental de 2012, a Alemanha voltou às origens ao escolher uma mascote pra lá de tradicional. Assim como os ingleses fizeram em 1966, os alemães elegeram um leão para representar seu país. A diferença é que a mascote alemã é um bicho de pelúcia, não um desenho animado. O nome Goleo vem da junção de “gol” com “leo”, latim para leão. Goleo era acompanhado por uma bola falante, apelidada de “Pille”, palavra coloquial para “bola de futebol” em alemão. O fato de o leão não usar calças desagradou à parcela conservadora da população alemã. Mas, apesar da polêmica, Goleo, desenvolvido pela Companhia Jin Henson, foi eleito a mascote preferida da história das Copas pelos usuários do site oficial da FIFA.


2010: Zakumi (África do Sul)


A mascote da primeira Copa do Mundo realizada em um país africano, desenhada pelo artista sul-africano Andries Odenhaal, foi um leopardo. O personagem tingiu os pelos de verde para se camuflar melhor no campo de futebol. Zakumi nasceu em 16 de junho de 1994, data em que a África do Sul se tornou uma república democrática. Simbolicamente, Zakumi representa a ainda adolescente democracia sul-africana, cheia de energia, mas que ainda tem muito a amadurecer. O nome também não é aleatório: ZA é a sigla oficial para África do Sul e KUMI é a palavra que designa o número 10 (ano em que o evento foi realizado) na maioria das línguas locais do país.


2014: Fuleco (Brasil)


O mascote é inspirado no gênero dos tatus-bola, mais especificamente na espécie conhecida como tatu-bola-da-caatinga, que é natural da região de caatinga do nordeste do Brasil e encontra-se em estado de espécie ameaçada de extinção. A origem etimológica do nome "Fuleco" é a união das palavras "futebol" e "ecologia"..


2018: Zabivaka (Rússia)


Um "lobo que irradia diversão, charme e confiança". Assim a Fifa anunciou Zabivaka, o mascote da Copa do Mundo de 2018. Personagem antropomórfico marrom, que usa óculos laranja e uma camiseta branca com Rússia 2018 escrito em letras garrafais. 

O desenho foi feito pela estudante russa de design Ekaterina Bocharova. Zabikava foi projetado com base em uma pesquisa online aplicada com crianças. Com algumas ideias, estudantes universitários russos enviaram seus projetos do que seria o mascote da Copa do Mundo.

Na língua dos anfitriões, a palavra significa algo como "aquele que marca o gol".



2022: La'eeb (Qatar)


La'eeb se traduz do árabe como jogador super habilidoso.

Éum ghutra antropomórfico, um lenço de cabeça tradicional nas culturas árabes. A cor branca foi escolhida para simbolizar a pureza do personagem.

Ele é descrito como aventureiro, divertido e curioso, sendo seu principal sonho na vida se tornar um mascote da Copa do Mundo. Descobrimos que ele tem poderes específicos, como abrir portais para outras dimensões, mas hesita em usá-los e é responsável com suas habilidades.

A animação apresenta um "metaverso" com outros mascotes da Copa do Mundo.

Controvérsia são:
- Foi mal recebido pelos torcedores de futebol, que consideraram sua aparência fantasmagórica uma crítica aos trabalhadores mortos que construíram os estádios da Copa do Mundo.

- Também houve indignação pelo fato de seu design não representar o futebol como esporte, já que muitos mascotes anteriores ao menos vestiam a camisa da seleção de seu país.

- Ser comparado ao Gaspazirnho, fantasminha camarada. E aqui no Brasil ao fantasma do rebaixamento.



2026: Maple, Zayu e Clutch (Canadá, México e Estados Unidos)


O alce Maple é um "artista apaixonado pelo estilo das ruas, entusiasta de música e um goleiro dedicado", que encontrou seu propósito através de "criatividade, resiliência e individualidade sem ressalvas".

O jaguar Zayu é uma homenagem á "herança rica e espírito vibrante" do México, um atacante que é "um símbolo de celebração cultural e conexão, carregando o coração do México com orgulho", através de elementos culturais como música e dança.

Já Clutch, a águia-careca, joga no meio de campo, "unindo pessoas por onde vai e provando que o verdadeiro vôo é repleto de propósito, paixão e brincadeira".

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Evolução das Bolas nas Copas do Mundo

Cá estamos nós, em 2018, mais uma copa do mundo e mais uma vez xingando a seleção :P . Quem olha hoje, em plena era digital, vê um grande recurso tecnológico. Câmeras em todo canto, chips em toda parte, árbitros de vídeo, replays dos lances dentro do campo, relógio que avisa se foi gol, etc.... Mas nem sempre foi assim, e consequentemente até mesmos as bolas começaram de um modo precário e passaram por várias transformações até chegarem nos dias de hoje. E nesse post vou mostrar a evolução delas.


Copa do Mundo 1930 - Uruguai

Bolas usadas: Tiento e Modelo- T

Tiento - Bola Argentina



Modelo-T - Bola Uruguaia
  

Sim, as duas bolas foram usadas na final Uruguai X Argentina. Isso porque, na época, cada seleção tinha a sua bola e os times disputavam para ver qual delas seria usada no jogo. A melhor forma de resolver era usar o modelo de cada time em cada tempo da partida.

No jogo Uruguai X Argentina, a bola argentina Tiento foi usada no primeiro tempo, enquanto a uruguaia Modelo-T foi usada no segundo. A argentina era um pouco menor e mais leve, mas era difícil perceber a diferença.  


Copa do Mundo de 1934 - Itália

Bola usada: Federale 102


 A bola italiana Federale 102, usada na Copa do Mundo de 34, era de couro e 12 gomos. A curiosidade é que na final, o jogador italiano Orsi marcou o gol da seleção e a bola fez um efeito onda que ficou na memória do mundo todo.

No dia seguinte, após o título italiano, Orsi tentou repetir o lance e não conseguiu fazer de novo.  Segundo os especialistas, a bola poderia ter ficado torta após o jogo da final. 


Copa do Mundo de 1938 - França 

Bola usada: Allen
  

A Allen era uma bola muito parecida com as das outras Copas, com 12 gomos.  A única diferença era a cor, porque o couro francês era mais escuro.


Capa do Mundo de 1950 - Brasil

Bola usada: Super Duplo–T
  

A Duplo-T era uma bola fabricada no Brasil. Também possuía 12 gomos, mas o seu diferencial era uma câmara inflada como as bolas modernas, com válvula para enchimento, dispensando, desta forma, a costura externa.


Copa do Mundo de 1954 - Suíça

Bola usada: Swiss WC Match Ball


A bola Swiss WC Match Ball se diferenciou das primeiras. Tinha 18 gomos e cor alaranjada. Foi a primeira bola a ter o padrão FIFA de qualidade, sendo mais leve, resistente à chuva e com tamanho mais próximo das bolas atuais. Este padrão rolou até 1966.


Copa do Mundo de 1958 - Suécia

Bola usada: Top Star

A Top Star tinha também 18 gomos e uma costura em zigue-zague.


Copa do Mundo de 1962 - Chile

Bola usada: Mr. Crack

A Mr. Crack foi a primeira bola desenvolvida pela Adidas em uma Copa. Foi feita para o clima da América do Sul, mas era péssima para ser usada em dias de chuva, porque a água conseguia entrar e deixava muito pesada.


Copa do Mundo de 1966 - Inglaterra

Bola usada: Slazenger Challenge 4-Star


A bola Slazenger Challenge 4-Star foi fabricada por uma marca inglesa e possuía 24 gomos.


Copa do Mundo de 1970 - México

Bola usada: Telstar
  
A famosa bola Telstar ajudou o Brasil a conquistar o tri. A Telstar possuía 32 gomos e era preta e branca. Após vários sorteios, a Adidas ficou responsável por produzir todas as bolas das Copas de 70 até os dias de hoje.


Copa do Mundo de 1974 - Alemanha

Bola usada: Telstar Durlast

Telstar Durlast foi literalmente a MESMA bola da Copa de 70.


Copa do Mundo de 1978 - Argentina

Bola usada: Tango
  
Com o nome da dança tradicional argentina, a Tango teve uma decoração que se repetiu durante cinco Copas. 


Copa do Mundo de 1982 - Espanha

Bola usada: Tango España
  

Muito parecida com a bola argentina de 78, a bola espanhola era resistente à água, além de ter sido a última bola de couro das Copas.


Copa do Mundo de 1986 - México

Bola usada: Azteca
  

A bola Azteca foi feita com um material sintético e possuía uma decoração típica da civilização asteca. 


Copa do Mundo de 1990 - Itália

Bola usada: Etrusco Unico
  

A bola Etrusco Unico era mais leve e resistente, com uma camada interna de espuma de poliuretano. O modelo era uma Tango da arte “etrusca”. No desenho, são três leões decorando os vinte triângulos típicos da Tango.


Copa do Mundo de 1994 - EUA

Bola usada: Questra


O significado da bola Questra era "a busca para as estrelas". Foram feitas três versões da bola para outros campeonatos: “Campeonato Europeu”; “Jogos Olímpicos” e “Campeonato Espanhol”.  


Copa do Mundo de 1998 - França

Bola usada: Tricolore

A “Tricolore” usada em 1998 foi a primeira bola colorida a ser desenhada para a FIFA World Cup™. Sua tríade incorporando os símbolos da nação anfitriã, a França – um galo, um trem em alta velocidade e uma turbina. A bola era de um material sintético totalmente novo, moldada com ‘espuma sintética’ que afirmavam dar melhor compressão e mais repiques, características de suas antecessoras. A espuma era feita de microcélulas cheias de gás, que distribuem energia igualmente quando a bola é chutada.


Copa do Mundo de 2002 - Coreia/Japão

Bola usada: Fevernova
  

A bola para a FIFA World Cup Korea/Japan™, conhecida como a “Fevernova”, era o resultado de três anos de aperfeiçoamento na “Tricolore” no centro de pesquisa da Adidas em Scheinfeld, no sul da Alemanha. O material consiste em seis camadas ou revestimentos, começando com uma bexiga de látex natural dentro, depois um tecido de malha Raschel com três camadas, a espuma sintática, uma camada de poliuretano, uma impressão protegida com tinta Iriodin e, finalmente, uma camada de poliuretano transparente resistente ao rasgo. O desenho da tríade adidas se tornou, agora, duas tríades simples ampliadas, com as setas para o sentido horário nas cores cinza, vermelha e dourada. O fundo não era mais o branco puro tradicional, mas mais uma cor champanhe. Essa foi a bola do Penta.


Copa do Mundo de 2006 - Alemanha

Bola usada: Teamgeist


“Espírito de equipe” era o significado da bola Teamgeist. Uma redonda literalmente impermeável e leve. Está entre as top 3 das bolas mais bonitas do futebol.


Copa do Mundo de 2010 - África do Sul

Bola usada: Jabulani

 
  
A Jabulani, que significa "comemorar" no idioma zulu. As 11 cores da Jabulani são uma homenagem ao futebol e ao país da primeira Copa do Mundo da FIFA realizada no continente africano.

Ranhuras de aderência: A Jabulani introduziu importantes avanços em termos de tecnologia. As ranhuras de aderência em círculos contornam toda a superfície da bola, possibilitando a aerodinâmica ideal. Além disso, as ranhuras integradas garantem uma trajetória sem igual, fazendo desta a bola adidas mais estável e precisa de todos os tempos.

Costura reduzida, perfeição máxima: Ao contrário dos moldes anteriores das bolas de futebol adidas, constituídas por gomos planos, a Jabulani é formada por oito gomos em 3D unidos termicamente e, pela primeira vez na história, os gomos foram moldados esfericamente para dar à bola um formato perfeitamente cilíndrico, o que garante uma precisão nunca antes alcançada.


Copa do Mundo de 2014 - Brasil

Bola usada: Brazuca


Significa brasileiro, é a bola da adidas mais testada de todos os tempos. Em dois anos e meio, ela passou por mais de 600 jogadores e ex-jogadores de primeira classe, como Iker Casillas, Daniel Alves, Lionel Messi, Bastian Schweinsteiger e Zinedine Zidane, além de 30 equipes em dez países de três continentes. A brazuca também foi usada na Copa do Mundo Sub-20 da FIFA deste ano, ainda que com um design diferente, e em um amistoso entre Suécia e Argentina em fevereiro.

As cores e o design da brazuca simbolizam as tradicionais fitinhas multicoloridas utilizadas no país quando os brasileiros querem que um desejo se realize, além de refletir a vibração e a diversão do futebol pentacampeão do mundo. Ela tem uma inovação estrutural, com uma simetria única de seis painéis idênticos ao lado de uma diferente estrutura de superfície, proporcionando melhor aderência, toque, estabilidade e aerodinâmica no gramado.


 Copa do Mundo de 2018 - Rússia

Bola usada: Telstar 18


A primeira bola interativa das Copas, contendo um chip interno. A tecnologia usada nele é a NFC (Near Field Communication), que permite a comunicação com smartphones e tablets através de um aplicativo.

Em 1962 a Nasa lançou um satélite que seria usado nas transmissões da Copa de 1970. Seu nome era Telstar, abreviação de Television Star (estrela da televisão, em inglês). Deste satélite não nasceu apenas a inspiração para o nome da bola da Copa de 1970, ela foi modelo também para o seu design.

A pintura em preto e branco lembra o modelo de 1970, porém pequenos quadrados na pintura são os pixels que representam a entrada da bola no mundo digital. Isso porque existe um chip instalado nela que permite a interatividade através de um dispositivo.

Materiais modernos compõem as quatro camadas da Telstar 18. A melhoria dos materiais ao longo dos anos aumentou a estabilidade, a proteção e a durabilidade da bola.

Na camada externa os seis gomos de plástico encaixados possuem uma textura que ajuda a dar estabilidade. A selagem dos gomos com calor, que substituiu as costuras nas bolas da Copa desde 2006, a deixa impermeável.

A camada de borracha é feita com uma espuma especial, esta camada é responsável por manter a elasticidade da bola, além de ajudar a proteger as camadas internas.

A camada de tecido de proteção é a mais fina camada interna, ela fica ligada à câmara de ar para aumentar a proteção e durabilidade dos materiais.

A câmara de ar é feita com quatro painéis colados, ela mantém toda a unidade estrutural, podendo ter uma pressão que varia de 0,8 a 1 BAR.




Copa do Mundo de 2022 - Qatar

Bola usada: Al Rihla



Sustentável e de altíssima qualidade. A Al Rihla é a 14ª bola consecutiva criada pela adidas para o Mundial, e ela se desloca pelo ar mais rápido do que qualquer outra na história da competição.

Além disso, ela foi concebida para suportar a máxima velocidade das partidas, abrindo caminho para que os jogadores também alcancem rendimento máximo no Qatar.

Al Rihla significa “a viagem” em árabe e as suas cores vivas e vibrantes são inspiradas na cultura, na arquitetura, nas embarcações tradicionais e na bandeira do país-sede.

Fabricada com colas e tintas à base de água, para ainda maior sustentabilidade. Principais características técnicas:

CRT-CORE — o núcleo da bola proporciona velocidade, precisão e consistência nas jogadas de alta intensidade, conservando ao máximo a forma, a pressão e a previsibilidade dos rebotes;

SPEEDSHELL — cobertura de poliuretano texturizada e novo formato com 20 painéis, o que melhora a precisão da bola, bem como a sua estabilidade e rotação no ar.



Copa do Mundo de 2026 - Canadá, México e Estados Unidos

Bola usada: Trionda




O nome pode ser traduzido do espanhol como "três ondas" e, juntamente com outras características de design exclusivas e inovadoras, celebra o fato de que, pela primeira vez, três países-sede — Canadá, México e Estados Unidos — se unem para sediar a Copa do Mundo da FIFA.

O design vibrante da bola apresenta um esquema de cores em vermelho, verde e azul que presta homenagem aos três países anfitriões, enquanto uma construção inédita de quatro painéis com geometria fluida replica as ondas mencionadas no nome da bola. Esses painéis se conectam para formar um triângulo no centro da bola, em uma alusão à união histórica das três nações anfitriãs.

A bola é adornada com uma iconografia que representa cada país-sede: a folha de bordo para o Canadá, uma águia para o México e uma estrela para os Estados Unidos, enquanto detalhes em dourado homenageiam o Troféu da Copa do Mundo da FIFA™.

Apresenta diversas inovações de desempenho fundamentais. A construção de quatro painéis incorpora costuras intencionalmente profundas, criando uma superfície que produz estabilidade de voo ideal ao garantir um arrasto suficiente e uniformemente distribuído enquanto a bola viaja pelo ar. Além disso, ícones em relevo que só são visíveis de perto aumentam a aderência ao chutar ou driblar a bola em condições molhadas ou úmidas.

A tecnologia de bola conectada está presente mais uma vez na Bola Oficial da Copa do Mundo da FIFA™, com um chip de sensor de movimento de 500Hz de última geração que fornece informações sobre cada elemento do movimento da bola. Essa tecnologia envia dados precisos para o sistema de árbitro assistente de vídeo (VAR) em tempo real, aprimorando a tomada de decisão dos oficiais de arbitragem, inclusive em relação a lances de impedimento.