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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Série - Mortal Kombat A Conquista

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CONTÉM SPOILERS

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Claro foi feito anos 90 e naquela época não tinha tanto critério assim, mas no geral a série é boa. O estilo dos episódios costuma serem parecidos, mas todo episódio tem luta, então te mantém entretido.

A série nos faz refletir sobre qual decisão tomar. Mais especificamente não existe a certa, ou não existe a "sem sacrifício". Kung Lao em sua bondade e honra não matou Shang Tsung.

Aí por conta disso Shang ficou tramando contra Kung Lao, e causou as mortes do seu amigo, sua noiva e entre outros.

Ai vem a questão, essas mortes são culpa de Kung Lao ou não? Ele tinha a chance de impedir, se tivesse matado Shang Tsung.

Ele não o fez, isso faz dele honrado? Ou covarde, por ter medo de fazer mesmo que o criticassem?

Algumas coisas podiam ser melhores, Kung Lao usa uniforme do jogo apenas no primeiro episódio, depois tempo todo com a mesma roupa de camponês. Se usasse seu uniforme algumas vezes seria bem melhor.

As lutas são boas, boa coreografia, mas falta sangue para ser mais real. Lutam com golpes que os arremessam para longe, atravessando portas, quebrando mesas, etc, e nem uma gota de sangue.

Também tem muito personagem aleatório, isso estraga. Siro e Taja são uns. Muito aleatório tem tanta importância ou mais do que alguns personagens do próprio jogo.

E o Kung Lao? Ele é o maior guerreiro da Terra, vencedor do Mortal Kombat. E no começo tratam assim, ele só enfrenta iguais, ou seja, outros personagens do jogo. Depois diminuem ele, ele passa a ser igual a qualquer lutador de artes marciais, sofrendo para ganhar de até lutador bucha que nem o nome é falado.

Um exemplo, ele perdeu das escravas do Quan Chi e no mesmo episódio ganhou do Quan Chi, não tem lógica.

A série trata do Kung Lao original, o antecessor do Liu Kang e Kung Lao do jogo. Por isso entendo tanta coisa diferente e dispersa. Mas muitas coisas ficaram lá jogadas.

Reiko, Rain, Dragão negro, Sub Zero, Noob Saibot, entre outros.

Personagens criados para fazerem analogia a personagens do jogo: 

- Qali = Tanya

- Tomas = Jhonny Cage

- Mestre Cho = Liu Kang

Bom, essa parte são detalhes.

A série em si é legal, ela faz jus ao jogo, que é ter luta. mas, como coisas daquela época fica muita coisa distorcida.

Nós temos ali visual apelativo. Temos lutas sem sangue. O cenário e lugares não sabemos onde fica. Nem em que ano se passa tudo aquilo.

São coisas jogadas ali.

E porque é importante? Porque o final é meio doido e é mais uma coisa sem explicação. Do nada Shao Kahn descobriu quem são todos seus inimigos e mandou matá-los. Engana Rayden, Mata Kung Lao e etc e vence.

Ou seja Shao Kahn vence, invade a Terra, quebra as regras, e ninguém na Terra consegue vencer aqueles sacerdotes. É tipo assim FIM.

Por isso que é importante saber e é um final meio sem noção...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Série - Demolidor: Renascido

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CONTÉM SPOILERS

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"Uma série sem identidade!" Calma, está entre aspas porque vou explicar.

A Marvel resolveu incorporar o universo Netflix portanto essa série é uma quarta temporada do Demolidor, mesmo que tentem negar.

Eles não sabem para que lado irem, e tentam os dois lados. Há momentos que a série puxa para o lado Netflix, mas há momentos que a série puxa para o lado Marvel Disney e isso bagunça a narrativa.

Há diversos personagens mal aproveitados. Tigre Branco. Mercenário. Karen. Entre outros.

O Mercenário você nem lembra que existe, só vai lembrar novamente no fim.

O Justiceiro, pelo amor heim, ele sendo capturado no final daquela maneira? Parecia um brigão de rua, amador, daquele jeito.

A história em si se passa em Nova York e é uma guerra contra os vigilantes. Outro ponto falho, porque se é isso onde estão os demais vigilantes como Homem Aranha, Luka Cage, entre outros?

E no final, que o Demolidor diz para formar um exército contra o Rei do Crime, composto por meia dúzia de pessoas. Entre jornalista, barman, dois policiais...

Esse exército, e essa caça aos vigilantes, cade eles se unindo? Menção a eles, pelo menos, já que o Demolidor apareceu na série da Mulher Hulk, Ecco, entre outras.

A série em si é aquilo de querer viver normal (como pessoa comum e confiar no sistema), entre vestir o uniforme novamente. Essa evolução ok, foi evolução mesmo, dele entender que o sistema é corrupto, de que o sistema nem sempre é justo ou resolve tudo.

A série em si também trata de máscaras. Os dois principais (Demolidor e Rei do Crime) "usam" máscaras para a sociedade.

Fisk usa a máscara de bom cidadão e prefeito preocupado, quando na realidade é criminoso, cruel e tem outros planos.

O Demolidor usa a máscara de homem comum, cego, advogado. Quando seu alter ego clama por ser libertado e é quando ele veste o uniforme que ele se sente livre novamente, inteiro.

Então basicamente o tema central da série foram máscaras. Ambos usando máscaras, escondendo quem realmente são e a caça aos vigilantes.

Talvez seja por isso que a série seja "sem identidade" porque da mesma forma que o tema central ela pode estar usando uma máscara que as vezes a tira, por isso essa mudança em estilos de episódios sendo as vezes Netflix e as vezes Disney.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Série - Wandinha (2ª Temporada)

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CONTÉM SPOILERS

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Mantendo o estilo da primeira temporada, aqui parece que se perderam um pouco.

Aquele humor sádico e irônico da primeira temporada perde fôlego.

Na escola acrescentam toda sua família. E é aí que está o problema. Ok, com a família lá há as questões familiares a serem resolvidas. E isso da mais camadas.

O problema aqui é o seguinte ou a série ´w Wandinha, com foco na personagem ou a série é Família Addams, dando foco em todos. E se perdem nisso.

A Wandinha perde espaço e acaba se tornando comum. Toda aquela estranhesa, que era misteriosa e divertida, perde espaço aqui. Já a família participando não faz nada.

Momentos de busca pelo filho, de investigação, de perigo, eles parecem não se importar. A Wandinha sai no resgate do irmão sozinha e os pais simplesmente sabendo não aparecem.

Nessas coisas que se perderam, não souberam separar, ou juntar.

Por outro lado, juntar a família toda teve seu lado positivo, que foi nos apresentar algumas origens e acontecimentos sobre os personagens.

Existe algumas coisas “deus ex machina” só para a história andar e seguirem a série. Um zumbi preso no sanatório? Por favor né, não faz sentido.

Ainda mais sabendo que é um zumbi, que tem departamento de policia e a escola dos excluídos onde saberiam bem como prendê-lo e cuidar.

E a Wandinha que é a faz tudo, ou seja, investida, corre atras, pensa, ousa, resolve, etc, enquanto os outros “somem” também é a que “não serve para nada”.

Porque? Bom, ela é enfeitiçada, perde duelo, quase morre para ex namorado, não tem um confronto, um duelo, uma luta. Parece uma simples.

Sendo que na temporada anterior ela era muito boa em diversas coisas. Parece que regrediu aqui, só para também dar andamento na trama.

É fato que essa temporada saiu um pouco do infanto-juvenil com todo aquele roteiro de escola de adolescentes, amores, etc e focou mais no núcleo familiar e no desenvolvimento da Wandinha. Onde ela arrogante, achando que não precisa de ninguém, muda bastante.

Ela entende que precisa de companheiros. Que nem tudo consegue resolver sozinha. Recupera seu dom. E cria sentimentos, fazendo promessas, buscando sua amiga, não matando o namorado, etc...

Série - Wandinha (1ª Temporada)

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CONTÉM SPOILERS

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Nunca gostei de Família Addams, não importando a mídia. Mas confesso que a série me fisgou.

Eu gosto do Tim Burton, por isso resolvi dar uma chance. E foi legal do começo ao fim.

É uma série adolescente. Em uma escola, passando pela puberdade. Sendo aluna nova, se sentindo excluída até mesmo entre os excluídos, e fazendo amizade aos poucos. Interesse amoroso. Rivalidade entre mãe e filha, conflito de gerações. Entre outras coisas.

Nós temos aqui um terror leve e um gênero investigativo muito bom. O terror, por se tratar da família Addams, fica alterando entre algo comum e esquisito. E não podemos esquecer do tom de humor.

A protagonista não gosta de tecnologia, proposital, talvez. Para assim ter elementos antigos, antes do celular. Fazendo assim muitos adultos terem nostalgia.

Com o passar da série os personagens vão ganhando camadas e evoluindo. Mistérios na escola, assassinatos misteriosos, tudo isso vai criando a narrativa necessária de evolução mútua.

Wandinha sem perceber entrou na escola isolada e sem interesse em nada e em ninguém. Passou a se preocupar com seus amigos e até a gostar de alguém.

Você vê claramente o contraste com sua colega de quarto. E mesmo mudando muito ela não perde sua origem, sua essência.

Lembrando que a série não tem interesse em ser mirabolante. É a família Addams, criada a sei lá quantas décadas, em tiras. Ou seja é para entreter.

A série é para ser assistida e relaxar. Entreter e curtir. Podemos até dizer que é uma série família.

Série - Coração de Ferro


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CONTÉM SPOILERS

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Não conheço essa personagem nas HQs. Na verdade detesto ela. Foi a fase que abandonei o colecionismo Marvel. Dessa série só conheço Capuz e Mephisto, que deixam a desejar.

Mas enfim, por não conhecer nada da personagem, além do que foi apresentado no filme do Pantera Negra, assisti de boa, esperando para ver se tinha algo bom.

E a idéia inicial, pelo menos foi o que pensei, era até boa. Uma garota mega inteligente, mas ainda sim imatura por causa da idade. Precisando ser ouvida, incentivada e apoiada.

Quantos adolescentes só precisariam de uma oportunidade? Mas não conseguem e acabam abandonando seus sonhos, desanimando e até boas idéias o mundo nunca ve.

Enfim, esse foi a primeira coisa que percebi. A segunda é o estilo do Capuz. Ele era tipo um bandido que roubada dos ricos.

Até aí ok, sem problema. Pensei que poderia ser uma crítica social contra grandes empresas e os milionários. Que pensam só em si mesmos, esmagam os demais. Sem escrúpulos. Etc...

Mas não... Não teve nada. Foi uma série simples e fácil. Utilizando deus ex machina diversas vezes.

A Coração de Ferro, sem saber artes marciais ganhou da gangue toda sozinha, por favor né.

Conseguir equipamentos fáceis para construir uma armadura tecnológica daquela.

E pegar um carro em um dia, desmontar ele e fazer uma armadura. Que simples.

Já os personagens em si são ruins. A Coração de Ferro não passa emoção, não convence como personagem.

Capuz não representa ameaça nenhum. Sua gangue então, pelo amor né, parecem artistas circenses.

É uma série chata. Que não convence. Aparenta ter várias idéias, mas não consegue uni-las com uma boa narrativa.

domingo, 31 de agosto de 2025

Série - Cobra Kai (06 temporadas)

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CONTÉM SPOILERS

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É notável que a série se firmou bastante em nostalgia e em problemas mal resolvidos, sejam de adultos ou crianças. Mostrando as lacunas que precisavam ser preenchidas.

Durante seis temporadas tivemos o retorno de diversos personagens. Questões resolvidas. Evoluções. Conquistas. E conclusões.

A série nos mostra que até mesmo os adultos cometem erros. Aprendem. Evoluem. Melhoram. Até mesmo senseis passam por isso, é um constante aprendizado.

E a série manteve o que ela é, desde os anos 80. Ela não fez questão de mudar para adaptar a atualidade e perder sua origem. Ela se agarrou à sua origem e se dedicou a isso, montou sua história, sua mitologia, em cima disso.

Ao longo das seis temporadas fizeram a conexão entre os antigos e novos personagens, de forma natural, nada forçado. Nos mostraram os dois lados da moeda, com dois senseis bem diferentes. E nos mostrou que apesar das diferenças podem sim coexistir e trabalhar juntos.

A série em si nos entrega tudo, humor, drama, ação, suspense, lições, galhofas, luta, nostalgia.

domingo, 23 de junho de 2024

Filme - Série YuYu Hakusho

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CONTÉM SPOILERS

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Sabe aquela série boa? Boa para não ser assistida...

Sabe porque falam que a série é boa? Porque gostam? Só por causa da memória afetiva.

Você vê a série e automaticamente já lembra do anime e preenche as lacunas.

Porque a série em si, ela por si só, é ruim.

Temos bons atores e caracterização. Mas é uma série que tipo assim você pega um livro e copia uma página, de tão cortada e corrida que a série é.

YuYu é uma obra intercalada: missão - torneio - missão - torneio. E o que fizeram? Tiraram o torneio.

É óbvio que é uma adaptação e muita coisa será mudada. Mas o básico tem que estar ali.

- Koenma criança não tem, o Jorge (parceiro do Koenma) não tem.

- Hiei não usa o olho pra nada, só mostra aquela vez da pérola depois coberto a série toda.

- Não tem a luta com a Genkai.

- Não tem o torneio

O treinamento com a Genkai foi roteiro preguiçoso, tanto para o Yusuke quanto Kuwabara, que não mudava.

Não tem explicação nenhuma do limite de poder e disparos do Yusuke.

Enfim, falta muita coisa.

E como disse, a nostalgia e memória afetiva te ajudam completar a série e a gostar.

Automaticamente você imagina toda a saga da mansão Tarukane e o Torneio das Trevas, que complementa o final da série.

Pra ter uma idéia, aquela cena que Kuwabara está enfrentando o monstro e chuta a Keiko me lembrou a Genkai chutando o Yusuke contra o time Dr. Ichigaki.

Viu como a memória vai completando e automaticamente nos fazendo gostar.

quarta-feira, 13 de março de 2024

Série - What If (1ª e 2ª Temporadas)

 

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CONTÉM SPOILERS

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Um sub selo dentro do selo "série" confesso que nunca gostei muito nos gibis. Mas agora em série tive esperanças.

Por ser um desenho pensei que não haveria limites. Ou seja, podiam fazer grandes histórias, apresentar personagens e mundos. Afinal se tratava do multiverso e o único limite seria a criatividade humana.

Infelizmente a criatividade humana foi o problema.

A primeira temporada ok, foi muito boa. Era de apresentação, apresentou o vigia, o multiverso e o que o título significa.

Cada episódio foi uma história única e no final os principais de cada episódio se uniram. Isso foi sensacional, me surpreendeu.

A segunda temporada fui ver mais empolgado e esse foi meu erro. Que temporada ruim.

Eu esperava mais ousadia. Por ser um desenho e por já ter apresentado tudo o que precisava, iriam arrepiar. Mas fizeram mesmo segmento que a primeira.

Cada episódio único e no final tentou juntar eles, aliás nem foram todos.

Então espera aí foi só mais do mesmo, não acrescentou nada. Não apresentou personagens novos nem histórias novas.

É tudo mesma coisa, personagens básicos do UCM e mesmas histórias, só troca oa personagens.

É sempre Vingadores originais, Capitã Carter, Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia e Homem Formiga.

Podiam colocar outros personagens já criados para diversificar. Os das séries (Mulher Hulk, Demolidor, Miss Marvel, Cavaleiro da Lua, Lobisomem, Monstro do Pântano, entre outros)

E também dos filmes, tanto heróis quanto vilões. Mas são sempre os mesmos.

E as histórias? Filme do Thor Ragnarok, só tirou o Thor e colocou Homem de Ferro.

O capítulo da Hela é o filme do Shang Chi, com uma pitada de Thor 1.

Criatividade zero. Ousadia Zero Absoluto.

Mesmos personagens e mesmas histórias. Cansativo.

Só pra ter uma idéia, temos 5 anos de bleep. 5 anos que não sabemos o que aconteceu. Podiam explorar essa parte, porque a Marvel só menciona o bleep quando é conveniente pra eles.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Série - Eco (1ª Temporada)


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CONTÉM SPOILERS

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Ta aí mais uma série que não serve pra nada.

Ela faz parte do Universo Marvel, mas é uma série que não se sustenta sozinha e também é uma série que não acrescenta nada. Se eliminar ela, não muda nada.

A Marvel está criando divisões no UCM, exatamente iguais aos selos dos gibis. Tudo faz parte do mesmo universo, mas acontecem paralelamente, influenciam um ou outro e as vezes se encontram.

Então no UCM nós temos até o momento

- Filmes

- Séries

- Especiais

- What If

- Spotlight

- Animation

E essa série é a primeira do selo Spotlight. E não faz jus ao selo.

A proposta era fazer uma coisa mais urbana e real, ou seja com sangue e violência, mas o que temos ali é uma coisinha ou outra só e depois a fórmula Disney.

Mas ok, segue a vida.

A personagem é série C nos gibis, mas mesmo assim daria para aproveitar bastante e colocar ali muita crítica ou informação. Ela é mulher, deficiente, indígena.

Vê quanta crítica social da pra colocar na série e nos fazer refletir? Pensar? Só que não tem nada.

A atriz é boa, o roteiro não é. É uma monotonia e ações sem sentido, que ficam perdidas pela série. Tem muita barriga pra chegar aos 5 episódios.

Basicamente é assim: Após a "morte" do Rei do Crime, Eco quer ser a rainha. Ok. Começou bem.

Volta na cidade natal dela, pega carregamento explode um depósito do Fisk e só. Para aí.

Depois ela não voltou mais pra Nova York. Ficou lá, então não tem porque destruir isso e não tem como ser rainha desse jeito.

A série passa 5 meses após a do Gavião Arqueiro. Durante esse tempo, o posto de rei estava vago. Igual nos gibis seria muito melhor explorar isso e ver criminosos guerreando entre si para se tornar o rei. E aí sim a Eco no meio deles.

Todo aquele drama familiar dela, com a avó, é maçante.

Tanto que o que foi esperado na série foram as participações do Demolidor e do Rei do Crime. Eco só em terceiro plano mesmo.

Os poderes dela mal explicados. E aparecem convenientemente no final para salvar o dia. E ela já controlando eles.

Ainda se tivessem explorado o surgimento dos poderes, por isso ter ficado na cidade natal, para entender melhor. Ia ser bem melhor.

Até no final que era pra ter clímax, quando Fisk foi até a cidade com homens fortemente armados e treinados, nada. Não teve tiro, morte, nada. Foram sub-julgados por 5 pessoas. Sendo que 3 nem sabia lutar e 1 era atrapalhado.

Enfim, é um selo e uma série que começam com uma proposta e se perde na narrativa. Como a série do Demolidor fará parte desse selo, provavelmente terá influência, só por isso recomendo assistir.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Série - A Lenda do Tesouro Perdido

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CONTÉM SPOILERS

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Essa série é uma continuação direta da franquia de filmes com mesmo título. Inclusive temos algumas referências.

Porém ela é chata e monótona. Me pareceu um roteiro preguiçoso e amador.

As coisas são muito devagar, a trama principal se arrasta por causa das sub-tramas. Muitas vezes elas são só barriga.

Tentaram fazer crítica social e isso é muito legal. Mas ficar focando mais nisso e esquecer o significado do título, da obra, só atrapalha.

É uma imigrante ilegal, mas cidadã exemplar. Ela é boa pessoa quer ajudar, quer ser reconhecida, quer que vejam alem da casca dela. Pela história mostra que são todos imigrantes ali, afinal era terra dos índios. E blá blá blá

Legal e tal, mas queremos ver mistérios. Caça ao tesouro. Então tem que dosar isso.

O que mais pesa é a conveniência de roteiro, vamos lá, o grupo principal são 5 jovens que nunca foram atrás de tesouro, são pobres, e tem conhecimento padrão dos seus cursos de faculdade.

Aí nós temos o vilão que ocupa alto cargo no FBI e cheio de rescursos, não consegue achar o tesouro por mais de 20 anos.

A vilã, milionária. Cheia de capangas e recursos tecnológicos. Não consegue.

O "aliado do bem" que também tem recursos, conhecimento e procura por mais de duas décadas, não acha.

Daí vem os 5 principais sem nada disso e conseguem achar. Detalhe:

- Não tem conhecimento de história nem do tesouro, passam a ler livros na hora e vão montando as peças.

- Não tem dinheiro e nem equipamentos.

E conseguem tudo. Entrar de bicão em festas, entrar em cofres de segurança máxima, roubar itens extremamente protegidos, invadir prisão e libertar detento.

Toda aquela coisa básica de mexer nos livros para ter uma porta secreta. Pistas escondidas aos olhos de todos (sendo que tem pessoas procurando por décadas).

Esses clichês são legais, mantém uma nostalgia e tal, mas já deu né. É óbvio atrás de óbvio. Parece preguiça de inventar um desenrolar diferente.

E aonde estava o templo do tesouro? Simplesmente no meio do pântano. Era um pântano mal assombrado.

Pelo amor né? Os caçadores de tesouro e até historiadores e outros não iam simplesmente deixar a região lá inexplorada só por causa de uma lenda. Até porque foi local de uma batalha da história.

O templo estava lá intacto, com um pouco de vegetação cobrindo ele. Como ninguém ia achar um templo desse?

Ninguém explorou, pegaram um pedaço do mapa e riscaram de preto igual a parte do rei leão, pra ninguém ir lá, só pode. Ninguém sobrevoou. Ninguém fez porra nenhuma.

Essa série parece mais um programa infantil, chega a ser mesmo nível de sessão da tarde, ou mais baixo ainda.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Série - Anderson Spider Silva

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CONTÉM SPOILERS

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Ta aí uma série legal de ver. Curta, mas objetiva.

Apesar de ser sobre o lutador Anderson Silva a série não é biográfica cronologicamente. Ela é por capítulos.

É como se você assistisse uma novela e ficasse uma semana sem assistir e voltasse. Você vai entender, mas vai perceber que falta partes.

Assim é essa série. Ela pega alguns momentos da vida do lutador e nos conta. Então um capítulo é uma coisa, outro capítulo já é outra.

Mas não se engane, ela não é aleatória. Ela é de fácil entendimento e até introdutória para qualquer pessoa que já conhece o Anderson Silva ou que está começando a conhecer.

A série tem como objetivo mostrar "os bastidores" do Spider. Como ele é quando não está lutando. De onde ele veio. O que passou. Família. Preconceito. Personalidade. Esforço. Lutas. Erros.

Apesar de serem acontecimentos diferentes a base da história permanece em todo episódio. Família. Desde sua mãe, indo morar com os tios, escola, amigos, namorada, esposa, filhos.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Série - Gen V

 

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CONTÉM SPOILERS

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Não é uma série ruim, mas também não é boa.

É uma série que não se sustenta sozinha, ela é tipo uma temporada 3.5 de The Boys. Pois é uma continuação.

Só que é um título novo, personagens novos, então a narrativa é um pouco lenta porque tem que apresentar todos eles.

A história se passa numa faculdade para alunos com poderes. Ou seja, é baseado em X-Men.

A história segue e vai indo ok, vai entregando a proposta. Só que mais pro final tudo começa a cair de qualidade, parece que tem que resolver tudo logo por causa do término da série.

E essa resolução é sem clímax.

No final um grupo de estudantes é libertado vai até a escola e começa a matar humanos. E são humanos aleatórios, que nem os vimos durante a série, não tem peso nenhum.

Aí é aquilo uma meia dúzia de alunos atacando geral, e dezenas, até centena de outros alunos, também com poderes sai correndo.

Eles ali treinando para serem heróis e ninguém se prontificou a enfrentar os atacantes? Só a equipe principal mesmo?

O personagem do Sam é muito sem sal. basicamente a trama começa em torno dele e toda cena que ele aparece é chata.

Vale lembrar que é uma série "The Boys" mas com uma pegada diferente, mais adolescente. Tem em dose menor tudo aquilo de erotismo e violência.

E por ter essa pegada mais adolescente as críticas são voltadas mais para esse lado. Tem toda aquela crítica social do preconceito, sendo que está envolvido negro, orfã, pobre.

Tem também sobre a atualidade, dessa geração, que são as redes sociais, onde a maioria vive grudado no celular, e fazendo de tudo por algumas curtidas. Inclusive sendo falsa e perdendo amizade.

Tem também o discurso nazista que a série sempre aborda. Sendo alguns se classificando como raça superior, perfeita.

Por ser baseado em X-Men a série pega um item muito importante do universo dos mutantes. O Vírus Legado.

Essa criação é muito importante. X-Men representa as minorias e preconceito, que todo mundo já sabe. E o Vírus Legado foi criado baseado na AIDS.

Naquela época quando o mundo ainda estava tomando conhecimento da AIDS, era comum dizerem que era uma doença que só afetava os homossexuais, então dane-se né, não é problema meu. Até que apareceu o primeiro hétero infectado.

O Vírus Legado era um vírus que só afetava os mutantes, então dane-se né, não é problema meu. Até que apareceu o primeiro humano infectado.

Aqui também criam um vírus que só afeta os supers. Claro que isso tem base para ser explorado no futuro, mas foi bem superficial, na verdade ficou em segundo plano.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Série - Cavaleiro da Lua

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CONTÉM SPOILERS

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É uma série meio sei lá...

A série não é ruim. Mas como gosto muito do personagem no gibi e mudaram algumas coisas, então pra mim não ficou uma série boa...

E o problema não é mudar coisas do gibi para o live action, o problema é mudar simplesmente por mudar, jogar tudo ali e não fazer sentido.

Vou explicar meu ponto de vista

A primeira aparição do personagem foi como inimigo do Lobisomem (esse mesmo que ganhou especial de Dia das Bruxas). Daí a primeira coisa do nome, Cavaleiro da Lua, justamente para fazer analogia ao Lobisomem.

Personagem fez sucesso então foi ganhando destaque, plano de fundo, origem, etc...

Então no gibi ele é tipo um Batman. É um personagem rico, mais para o lado porradeiro, que faz seu uniforme, armas e veículos.

Só que uma de suas coisas mais importantes é a relação com a lua. Daí seu nome Cavaleiro da Lua. Seu poder aumenta e diminui de acordo com as fases da lua, na lua cheia seu poder está no máximo, nas outras seu poder diminui,  por aí vai.

Na série mudaram isso. Ele não é rico e não faz armas ou veículos. Ele tem bastante poderes e recursos. Inclusive seu próprio traje é um poder. Até aí, ok.

Só que nada foi relacionado ele com a lua. Ele não aumenta ou diminui seus poderes com as fases dela. Ou seja, não tem relação nenhuma.

Poderia se chamar qualquer coisa, que tanto faz. Essa é uma mudança que falei que fizeram simplesmente por fazer, sem nexo nenhum e jogaram lá e pronto.

Outra coisa que achei ruim foi parecer que a série é uma coisa a parte. Fizeram ela sem conexão com o UCM, então tipo tanto faz também, porque basicamente não teve influência nenhuma e nem influenciou nada.

Faltou conexão do personagem com a lua e faltou conexão da série com o UCM.

Uma coisa boa da série é que ela introduz uma nova mitologia no UCM, novos deuses. Fugindo um pouco de só Asgard, por causa do Thor.

Então é uma nova cultura, nova mitologia, novo cenário.

Outra coisa que achei ótima foi o "rosto" dessa série.

O personagem é esquizofrênico, ou seja, tem múltiplas personalidades. Por isso a série  parece confusa. E nem ele próprio sabe disso.

Só que a série em si alterna a narrativa dos episódios. Um episódio é mais claro, mais leve, mais de um jeito. Daí já no outro episódio é tudo diferente, parece até que nem é continuação.

E isso parece que a série é esquizofrênica. Assim como seu personagem, cada episódio tem uma personalidade e vai alternando. Por isso vemos episódios bem diferentes.

Então esse design, esse rosto, para a série, foi uma boa sacada.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Série - Mulher Hulk

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CONTÉM SPOILERS

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Aquele meme da net: Homem Aranha feliz com a legenda "fãs da Marvel com o fim de She-Hulk"

Poucas coisas são tão reais quanto isso. Puta série ruim. Uma verdadeira porcaria.

A série tinha tudo para fugir dos clichês e do básico de super-heróis e não aproveitou.

Basicamente temos uma personagem que poderiam aproveitar para o lado super herói em lutas. Ou aproveitar para o outro lado, jurídico e conseqüências. O que renderia muita coisa boa.

Mas não foi uma coisa nem outra, foi tudo jogado ali, perdido. Uma série monótona.

Vamos começar falando dos gibis, já que é derivado deles. Lá ela é uma advogada íntegra, que defende a justiça mesmo sendo ameaçada de morte.

E foi assim que ganhou seus poderes, por ir contra um chefão do crime ela foi baleada e foi preciso uma transfusão de sangue do Bruce, aí ela virou Mulher Hulk.

Também no gibi muitos dos seus arcos são como advogada e trabalham muito bem nisso, mostra vários pontos interessantes sobre escolhas, conseqüências, etc, na comunidade super heróica. Muita coisa que te lança os dois lados mas não da uma definição, uma resposta. Gera debates.

E, um "E" bem maiúsculo, é que a maioria dos personagens Marvel não estão lá por estar. Eles representam algo.

A Mulher Hulk tem muita representação. Resumidamente falando ela se achava estranha, esquisita, feia, incapaz, entre outras coisas semelhantes.

Depois ela vai se descobrindo e se aceitando. Ela percebe, aceita e supera. Ela passa a entender e a conquistar coisas.

Ela entende que ela pode ser diferente, mas isso não a define. Como qualquer pessoa ela pode se arrumar, ser linda, ser inteligente, estudar, se formar, trabalhar, conquistar, lutar e vencer. Ela é capacitada como qualquer pessoa.

E isso é uma representatividade. É uma mensagem.

Na série não, não teve nada disso.

A origem dela foi banal. Todo o plano de fundo da personagem de integridade, corajosa e lutadora foi jogado pelo ralo.

Se a série puxasse mais para o lado de lutas, afinal ela é uma Hulk, seria apenas mais do mesmo. Então não fizeram isso.

Poderiam puxar mais para o lado da advocacia, que seria ótimo, e também não fizeram.

Teve dois ou três casinhos de lutinhas apenas. E dois ou três casinhos jurídicos apenas.

Tudo tão simples e jogado lá no meio que tanto faz.

A Titânia é sua arqui-inimiga e foi só jogada ali. Sem personalidade, sem motivação. Do jeito que apareceu sumiu, sem mais nem menos.

A Gangue da Demolição idem.

O Tratado de Sokovia, uma coisa importante no UCM, foi revogado e ninguém sabe o porque. Simplesmente informação jogada lá no meio.

O ápice da série era quando aparecia algum convidado, tipo o Demolidor. Ou até mesmo alguma citação.

Pra ver como a série era fraca, maçante e com humor sem graça.

domingo, 9 de outubro de 2022

Série - The Tick (2017)

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CONTÉM SPOILERS

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Mais uma série de gibi.

Uma série quase indigente, com duas temporadas e depois cancelada. É uma pena. Aliás é uma pena até para o próprio personagem.

Esses gibis não foram publicados aqui. E a falta de propaganda da série resulta em baixo resultado.

O gibi foi criado como uma sátira do gênero super herói. Tem ali humor, bastante humor. Mas também tem tudo aquilo que vemos em boas HQs e personagens. Sobre herói, vilã, anti-herói, organização secreta, etc.

E tudo isso é passado na série.

A série tem boa história, tudo se encaixa, o humor não é forçado, os diálogos são bons, os figurino são bons, a ambientação (normalmente mais clara) passa o tom de leveza que é para obra ter.

Apesar de ser sátira não é uma série boba, conseguiram criar uma trama tão boa que as vezes você até se esquece que é uma paródia. Se envolve. E conseguem adicionar o humor.

Foi uma série gostosa de maratonar e uma pena que não tenha continuação.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Série - Miss Marvel


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CONTÉM SPOILERS

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Pra entender a série, ou melhor, a crítica a série, primeiro preciso falar sobre essa personagem no gibi.

A idéia da criação dessa personagem foi ótima. Não é a primeira personagem muçulmana mas isso não tem problema. Ela foi criada para representar esse povo, mostrar os preconceito que vivem, as dificuldades, bullyng nas escolas, etc.

E isso realmente tem nos gibis.

Porém a personagem em si é uma merda. Digo isso porque ela foi feita de retalhos. Vamos lá:

Ela é fã da Carol Danvers. Isso já mostra que ela é paga pau de uma pessoa de aparência padrão estadunidense. Deveria ser mais voltado para a cultura dela, mas ok, é passável.

O seu codinome é Miss Marvel. É o mesmo codinome da Carol. Pô uma empresa milionário, com uma equipe que ganha bem, não consegue criar um nome original? Sem perdão. Não tem um codinome voltado pra cultura dela, não sabem pensar.

Seu símbolo de raio é o mesmo da Carol na época que usava codinome Warbird. Então também não é original.

Seus poderes, vou citar só os personagens famosos que todos conhecem.

- Aumentar e diminuir de tamanho. Homem Formiga

- Elasticidade. Pode se esticar ou aumentar só partes do seu corpo. Sr. Fantástico

- Mudar de forma. Mística


Ou seja, é uma personagem nada original. Inspiração, nome, símbolo, poderes. Tudo copiado. Não criaram nada.

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Ok, vamos para a série. Uma bosta!

Conseguiram estragar o pouco da representatividade que ela tinha.

Era para a série mostrar isso. Preconceito, bullyng, dificuldades dos muçulmanos. Mostrar a todos.

Mas, não mostraram nada. Não mostrou ela sofrendo bullyng, não mostrou o preconceito e dificuldades que eles passam.

Não mostrou ninguém sofrendo agressão ou preconceito. Não mostrou dificuldade nenhuma de alguém freqüentar a escola ou no trabalho.

No máximo uma citação na mesquita de que são perseguidos e só isso.

Aquela amiga dela decidiu se candidatar lá na mesquita. um momento se decidiu, no outro distribuiu folhetos e no outro ganhou. Não mostrou dificuldade nenhuma da luta dela, de uma mulher muçulmana ter essa conquista.


O clã Adagas Vermelhas que são só duas pessoas. Ah vá né. Ficara com preguiça de contratarem figurantes, é a única explicação.


A vilã e o grupo dela. Mano que gente sem tempero. Uma vilã genérica que está ali só pra estar. Mal tem falas, mal aparecem. Não tem motivação nenhuma.

Passam décadas querendo ir pra casa mas porque? Porque saíram de la? Foram exilados?

Décadas atrás do objetivo. Matando qualquer um no caminho pra isso, matando seus semelhantes, abandonando seu filho. Para no final um minuto de conversa e ela do nada mudar de idéia e se sacrificar. Que preguiça de roteiro.


Era o momento de mostrar sobre a cultura paquistanesa e/ou muçulmana mas nem isso fizeram. Foi só uma cena rápida correndo num mercado a céu aberto.

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Se você tirar tudo que ta ali na série e substituir, fica mesma coisa. Por exemplo, tira a amiga dela se candidatando, tira a mesquita e nada muda na história.

Tira o grupo de vilões e nada muda.

Pega a religião ou nacionalidade dela e muda para outra. Nada muda na série.

Isso porque é uma série rasa. Que não explorou cultura nenhuma, personagem nenhum, crítica social nenhuma.

Eu não tenho nada de bom pra falar dessa série. Foi feita por uma equipe merda.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

The Boys (3ª Temporada)

 

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CONTÉM SPOILERS

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Mano...

A temporada mantém o ótimo padrão da série.

Sou obrigado a fazer uma introdução antes de falar da temporada em si.

A obra é política. Os quadrinhos são dessa temática do começo ao fim, portanto a série segue o mesmo caminho. Claro que durante esse caminho vários temas são abordados.

 Eu que sempre fui leitor e colecionador de quadrinhos, desgostei desse título. No gibi foi uma série repetitiva e não tão aprofundada assim.

No gibi era só violência e putaria. Parecia que a cada página era obrigação ter alguma bizarrice para chocar. A "çuper çuruba" parece que foi feita por um adolescente bobão de 15 anos.

A série não. Ela mantém o padrão +18 mas não exagera. Inclusive muita coisa na série é diferente do gibi e ficou bem melhor assim.

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Essa terceira temporada não teve um tema tão aprofundado, quanto a segunda, pelo menos eu não percebi. Essa temporada tem duas narrativas.

A primeira é que se trata de arcos. Arcos de cada personagem. Nós temos cada um dos rapazes, a Luz Estrela, Kimiko, e os Supers da equipe principal.

Nós podemos saber mais sobre eles. Nós vemos que são arcos diversos, alguns são de aceitação, alguns de escolhas, alguns de ir por um caminho e recomeçarem, alguns de encerramento e paz, alguns de percepção e conscientização, etc.

 

A segunda narrativa é a política, uma campanha eleitoral, uma disputa de candidatos e partidos.

Nós vemos aqui a mídia manipulando, ataque a mídia, fake news, grupos de extremistas, "candidatos" espalhando podre sobre o outro.

Nós vemos aqui como esse meio é sujo e como ninguém se salva nisso, pois ou você dança conforme a música ou é cortado (como foi o caso de uma jornalista lá com o Capitão Pátria).

Nós temos a cena onde o Capitão Pátria passou o tempo todo atacando a Luz Estrela, na mídia, ao invés de realmente discursar sobre aquilo que tinha ido fazer.

E nessa temporada temos o Soldier Boy, que como a Tempesta, foi maravilhosamente trabalhado.

Com Soldier Boy vs Capitão Pátria nós temos aí mais política.

A série nos mostra que somos obrigados a escolher um, o ruim ou o ruim. A expressão "dos males o menor" é o que é utilizado.

Nos mostra que numa eleição somos obrigados a escolher entre dois ruins e o fato de você escolher X ou Y não te torna melhor ou mais inteligente do que a outra pessoa.

São questões de escolhas entre o ruim e o ruim. Como o grupo escolheu atacar o Soldier Boy e a Rainha Maeve escolhe atacar o Pátria.

 

Mostra o extremismo dos candidatos e está tudo bem. Mostra grupos apoiadores e opositores, ambos extremos também.

Eles brigando e matando uns aos outros porque "o meu ruim é melhor do que o seu ruim". Atacando jornalistas.

Tanta coisa foi confessada e mostrada. Tanta crítica, corrupção e mortes e a população se faz de cega. Não conversa entre si. Tem medo de admitir que errou e pode mudar. Tem medo de mudar pensamentos.

 

Nós vemos um opositor extremista tacando uma garrafa no Pátria e acerta a criança. Posteriormente Pátria estoura a cabeça dele na frente da multidão toda.

E todo mundo ovaciona isso. Não tem conseqüência. O Fanatismo cego. Os grupos extremos.

E também mostra que por mais que seja extremo e errado isso conquista novos seguidores, novos apoiadores. O filho do Pátria deixa isso claro quando passa a aceitar e gostar do que vê.

Mostrando claramente que a politicagem influencia a nova geração. E que toda essa podridão também.

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Sobre o futuro da série e realmente fiquei esperançoso. O final do gibi eu detesto, pra mim foi uma merda.

Essa temporada mostrou que pode ser diferente.

Vou torcer muito para o Black Noir ter morrido. E ao que parece o filho dele será o mais forte dos fortes e vão travar uma batalha mortal S2.

quarta-feira, 23 de março de 2022

Série - Pacificador (1ª Temporada)

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CONTÉM SPOILERS

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Olha, gostei bastante.

A série é simples, isto é, os personagens que aparecem não tem grandes poderes, por isso não tem tantos efeitos e nem grandes lutas.

O que conta aqui é o desenvolvimento dos personagens. A história.

A série é uma continuação do filme. Então é recomendável assistir o filme primeiro, para que entenda todo o desenvolvimento e as camadas dos personagens explorados na série.

E é isso o que acontece quando se contrata bom diretor e da liberdade pra ele trabalhar. fica uma coisa ótima.

O diretor conseguiu nos apresentar o personagem no filme e nos fazer ter ranço dele. Dele ser um completo idiota e retardado. Tudo isso para na série nos fazer mudar de opinião.

A série começa com um tom bobo. Com diálogos bobos. Até a abertura é boba. Mas no decorrer nos mostra que tudo isso faz sentido.

"É bobo mas é sério", é tipo isso. Porque tudo isso é uma casca dos personagens que com o passar do tempo vão se abrindo e se moldando. Vamos conhecendo mais eles.

Claro que a série é do Pacificador e por isso ele é o principal, mas até os personagens secundários tiveram bastante destaque, aprofundamento e evolução.

O Pacificador tem todo aquele jeito de brucutu, arrogante, ignorante, afastar as pessoas. Quando na realidade tudo isso é uma casca, um modo dele se esconder.

Na série ele chora, ele quer fazer a coisa certa, ele fala com Deus, ele gosta de pessoas, ele quer a aprovação do pai, ele tem traumas.

Nós vemos a evolução dele quando ele começa a se auto questionar. Começa a não querer simplesmente sair matando. A perceber que foi criado por um pai nazista e tenta se desvincular.

Nós vemos ele se arrependendo.

E nós vemos ele percebendo que a idéia dele de "paz a qualquer custo" é erradissima quando ele passa a enfrentar um inimigo que quer justamente isso que ele defende.

O inimigo também quer o bem do mundo, quer paz a qualquer custo. E aí ele percebe como agiu errado. Percebe que sua a idéia de vida toda estava errada, cai em si.

No filme nos foi passado uma imagem do personagem. Nos fizeram acreditar que ele era assim. E depois na série o diretor conseguiu reverter tudo. Ele construiu, desconstruiu e reconstruiu o personagem.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Análise - Série: Supergirl (6ª Temporada)

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CONTÉM SPOILERS

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Uma série que chega ao fim, infelizmente.

Essa série e essa temporada trataram muito sobre o tema preconceito. Houveram outras questões sim, mas esse foi o principal.

Por ser uma série que aborda alienígenas então eles são os utilizados para mostrar que por serem diferentes são excluídos e julgados.

Com o passar do tempo isso se amplia para pobres e para negros, também. Mostrando a luta por aceitação, por emprego, por moradia, simplesmente para serem vistos e notados pelo país que vivem.

Mostra heróis e heroínas negros, gays, trans, humanos, alienígenas.

Os vilões são ótimos. Não são simples do tipo vou dominar o mundo HIHIHAHAHA.

Eles tem história, eles tiveram motivos para chegarem aonde chegaram. Te faz pensar e debater se o jeito deles não é realmente o jeito certo.

Claro, não na proporção de ter poderes e matar, mas me refiro a idéia. Se desse jeito por séculos não está dando certo, então não é melhor do outro jeito? Por exemplo...

O Lex Luthor é um vilão a parte. O ator foi ótimo. Entregou o melhor Lex que já vi de obras live action

Análise - Série: Batwoman (2ª Temporada)

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CONTÉM SPOILERS

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Muito melhor que a primeira. Gostei muito da temporada.

A série continua tratando de preconceito, mas dessa vez foi muito melhor abordado e muito mais realista.

A primeira era uma mulher branca, rica e lésbica. Não mostrava ela no dia-a-dia. Então qualquer coisa contra ela, ela tinha sua mansão pra descansar. Não deixavam entrar em um lugar? ia lá e montava seu próprio bar...

Enfim, ela fazia o que queria.

Agora não, é uma mulher, negra, pobre, ex condenada. Ou seja, colocaram todo tipo de preconceito numa tacada só e souberam trabalhar isso.

A série teve menção (com todas as letras) sobre Shuri e Wakanda. E é legal ver isso como no filme dos Eternos que cita a DC, etc...

Serem amigas, rivais, mas inimigas não.

A série mostra como pessoas assim não conseguem emprego. Mostra a violência e exagero policial.

Mostra que uma criança branca e rica some, então a própria sociedade faz grupo voluntário pra ir de porta em porta. Mas uma criança negra some e não tem nem noticia no jornal.

A mensagem é bem clara:

-"Batwoman, como você o achou:"

- "Fácil, eu procurei."

O que atrapalhou na temporada e até irritou é que todo capítulo se falava na Kate Kane. Todo santo capítulo.

Não deixaram o público descansar dela e pegar carisma por essa nova atriz. Como vai fazer a transição se ela sempre fica na sombra, se não deixa o pessoal esquecer.

Kate morreu, Kate ta viva. Kate sumiu, Kate acharam. Kate é essa, Kate é aquela. Kate aprova, Kate desaprova... Cansa.

Mas é uma boa e importante série. Passa mensagens muito boas e importantes.