Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de outubro de 2026

Filme - Mortal Kombat II (2026)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Esse é realmente o filme do jogo. O filme é o jogo. Luta do começo ao fim, sem muita enrrolação, explicação, o porque de X vs Y.

Não segue a franquia de jogos exata, desse ser o vilão, aquele o principal, etc... Como é um filme, é uma adaptação e precisam inserir diversas coisas.

E se colocar todo personagem como principal, não haverá principal... Portanto alguns são secundários mesmo.

Esse filme parece ter ouvido os fãs e coisas ruins do primeiro foram retiradas. mas não foi retirada do modo "não fazer sentido" e sim simplesmente deixadas de lado ou usadas para um bem maior. Fizeram isso com maestria sem gasta tempo tentando explicar ou justificar.

O poder arcano já era. Nada mais disso. Ok, não foi retirado, existe lá na história e tal, mas foi deixado de lado.

O Cole também, retirado. Mas não de qualquer maneira, ele teve a participação dele, o conselho dele, a luta dele. E serviu pra apresentar Shao Kahn.

Cole, o principal, aquele que ganhou do mais forte no filme passado, e agora perdeu e morreu? Mostrando toda a força, violência e perigo de Shao Kahn.

E aí nós temos o Jonny Cage inserido. E isso foi muito bom. Porque ele entrou de jeito desconhecido e incrédulo. Ele representa muito as pessoas que foram assistir sem ter contato com Mortal Kombat.

Jonny no filme serve como uma âncora entre o filme e o espectador. É por ele que vem as explicações. Como ele não sabe de nada a galera vai explicando à ele e conseqüentemente explicando aos espectadores.

E fazem isso seguindo a história do torneio, sem precisar criar barriga.

E ele ainda continua representando o público com seu jeito galhofa e de desdém. Aquela pessoa que nunca jogou ou gostou de Mortal Kombat normalmente vai achar o jogo bobo, ou a história do jogo bobo, ou até mesmo ser bobo jogar.

E é isso que ele faz, ele trata assim no começo até realmente imersar no torneio (no caso as pessoas imersarem no game). E depois ve que é sério, vai mudando a forma de ver. Igual as pessoas que vão se interessando pelo game, gostando, jogando.

Os cenários e as lutas são boas. Nós não estamos jogando, mas nos prende a cena. As "mini histórias". E nós temos cenas curtas antes de cada luta, fazendo alusão as cenas curtas de cada luta no jogo.

O final pode haver continuação ou não, só depende deles e do retorno financeiro. Afinal venceram, o torneio acabou. Então fim, acabou o filme, sem continuação e pronto.

Ou pode vir os demais personagens né, e ter continuação. Só depende do retorno.

Enfim, gostei muito desse filme. Pra mim foi nu e cru Mortal Kombat. O jogo em si.

Filme - Gorath (1962)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Rapaz, a vida de nerd não é fácil não.

Como podem ver estou vendo toda a franquia do Godzilla e isso inclui os filmes laterais de outros monstros, que englobam esse universo. Aí estou eu lá assistindo o filme "Godzilla A Guerra Final (2004)" e citam Gorath.

Eu: "O que?" "Mas que budega é essa, que não lembro?" Aí tive que pesquisar e caçar esse filme dos anos 60...

Bem...

Filme chato. Cansativo. Não acontece nada. É só conversa o tempo todo.

A idéia é legal, uma estrela gigante vindo em colisão com a Terra. Mas a ideía de roteiro para resolver isso é bem viajada na maionese.

O filme todo são eles estudando a estrela, fazendo cálculos e construindo uma forma de salva a Terra.

No final constroem turbinas pelo planeta todo, para fazer a Terra sair de órbita, andar um pouco pelo universo.

Aí a estrela passa e eles voltam a Terra em órbita novamente, certinho.

Pelo amor né, fazer a Terra andar pelo espaço. Olha as implicações que ocorreriam no clima, e etc da Terra.

E aí pra ter alguma coisa inseriram um monstro gigante por uns 3 min lá. Não fez nada, não serviu pra nada.

Filme monótono, com uma resolução ruim.

Filme - Atragon (1963)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Mais um filme da franquia Godzilla, ou melhor, da parte expandida. Aqui é apresentado uma civilização sub-aquática, a Mu, e que tem o monstro Manda. Esse monstro aparece mais a frente na franquia Godzilla e a civilização também é citada. Lembrando, é claro, que também existem outras, tanto sub-aquática quanto alienígenas.

Aqui permanece o básico de um filme de invasão e monstro.

Mu quer voltar a governar o planeta e por isso ameaça o mundo e da a opção de rendição. óbvio que isso não acontece e aí começam ataques pelo mundo, combates, investigações.

Uma arma humana é capaz de deter essa invasão, o submarino Atragon e é isso que acontece. Tripulado por uma equipe especial eles conseguem invadir a cidade afundada, deter Manda e destruir geral.

Eu não vi muita coisa de lição de moral. O que percebi, talvez seja só da minha cabeça, por ter bagagem, do Justiceiro, Rambo e Soldado Universal, é o fanatismo da guerra.

Um dos principais aqui, é soldado, alto cargo. Pensa que a declaração de paz é uma fraqueza. Abandona a família. Tudo isso para viver isolado construindo esse submarino para ganhar a guerra. Uma guerra que não existe mais.

Depois sim, vai entendendo, mudando.

Mas isso nos mostra o quanto traumático é uma guerra. Aqueles que voltam, voltam com ferimentos profundos, difíceis de cicatrizarem.

Filme - Shogun's Ninja (2025)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Pensa em um filme de roteiro fraco, pensou? Então, esse é pior ainda.

Esse roteiro é um círculo, termina onde começou. E basicamente não precisava acontecer nada do que aconteceu.

O roteiro é isso:

O senhor feudal lá que manda em tudo é gay e por isso não quer mulher e nem ter filho. Daí o clã que cuida dele, é orgulhoso e respeitado, e as figuras principais são o homem, a mulher dois filhos e uma filha.

Ok, seis pessoas até agora. O Shogun gay é apaixonado por um desses filhos do clã, que é gay também.

A mulher então tem a idéia de pegar duas belas moças da cidade para que o príncipe gay tenha um herdeiro. Afinal tem que seguir a nobreza do clã.

Partem a cidade e pegam duas a força. uma delas é amiga de duas ninjas, as únicas sobreviventes de um clã. Esse clã delas foi exterminado por esse mesmo clã que está no poder.

Esse clã atual agiu de má fé espelhando boatos de que esse clã delas eram ladrões. Mas eles também tiveram o código de honra de não matar as crianças do clã, ou seja, essas duas principais sobreviveram e cresceram.

Aí começa dos dois gays não quererem e fugirem, e levam as duas prisioneiras e encontram essas duas ninjas. O outro clã vem atrás.

Tem uma penca de luta e morte. Ah, as lutas são boas. Bem estilo feudal mesmo, samurais e espadas.

No final, depois que morre um monte de gente, a mulher raptada decide ter um filho do Shogun, para o bem de tudo. O Shogun gay decide ter o herdeiro com ela. E mulher lá do clã que arquitetou tudo sobrevive e continua trabalhando pra eles.

Caramba, se tivessem aceitado desde o começo ninguém teria morrido. Fez uma volta para chegar na idéia inicial.

Filme não tem nada de surpreendente. Não há personagens cativantes. Há somente personagens clichês "tenho um amor que não posso ficar junto" e um "vou me vingar pelo que fizeram".


domingo, 2 de agosto de 2026

Filme – Vingança

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Van Damme, né. Já começo dizendo que o filme não é ruim, mas não é nada grandioso. É do gênero do ator. O filme funciona bem para a noite, uma sessão pipoca, assistir, relaxar e pronto.

Dizer “spoilers” quando o próprio título já nos mostra como é o roteiro né. A história é isso, uma roteiro onde ele busca vingança.

O filme não tem anda d enovo. Isso dele buscar vingança já teve em filmes anteriores a ele. Basicamente os filmes dele ou tem vingança ou tem ele sentindo alguma culpa.

E aí tem tiros, explosões, lutas de artes marciais, mortes. Bem do gênero dele e da época.

Vivi essa época anos 80/90. Acostumei com esses atores e estilo de filmes. Portanto gostei desse. Não é um filme parado, mas é simples, a mesma fórmula dos antecessores da época.

Filme - The King of Fighters: A Batalha Final

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Véiiii na boa, esse filme é tão diferente que nem pode ser chamado de “The King of Fighters”. Não tem anda da essência do jogo nele.

Sério, olha a descrição:

A energia emanada por três tesouros místicos é usada para acessar uma dimensão virtual na qual acontece um torneio para decidir quem será o rei dos lutadores. Essa dimensão alternativa não traz consequência para o mundo real, ou seja, não é possível se ferir ou morrer de verdade nela. Mas, isso muda quando Rugal rouba dois tesouros e toma a dimensão para si, tornando o jogo em um torneio mortal para poder absorver o poder dessa dimensão e da criatura sobrenatural conhecida como Orochi.Eassim fundir as duas dimensões e conquistar tudo. Para detê-lo, a agente da CIA Mai Shiranui precisa reunir os representantes dos três clãs: Kyo Kusanagi, IoriYagami e ChizuruKagura.

Claro que KOF não é um jogo qualquer, ele tem sua história e sua mitologia. Mas não deixa de ser um jogo de torneio de luta.

Era só manter o básico. A mitologia em si, um torneio de luta em uma região remota, promovido por uma figura misteriosa e colocar lutadores lá. Mão precisa ser todos porque e muita gente para um filme. Mas basicamente isso.

E aí claro, trabalhar os personagens, os times e a mitologia. Com boas cenas de ação.

Mas....

O filme tem pouco elenco. Personagens descaracterizados. Rasos. O estilo de luta de todos é semelhante. Nem os visuais mantiveram. Nem as cores dos visuais mantiveram. Não mantiveram nada, incompreensível.

May Shiranui uma agente da CIA infiltrada? Terry Bogardnem sabe lutar, ele é um policial? Rugal com patins? Metralhadora? Kyo é americano?

Ao invés do torneio ser um torneio mesmo eles querem usar uma realidade virtual. Tecnologia. Te teletransporta para lá, você luta, ganha insígnia e volta ao mundo real.

Não há uma narrativa mínima, na verdade. Porque? Simples, Não há uma explicação da lógica desse universo, dessa tecnologia e realidade pararela. O filme por si só não se entende e isso acaba fazendo os personagens terem que explicar a mesma coisa diversas vezes.

Sim, é repetitivo o tanto de vezes que os personagens precisa explicar e explicar e explicar sobre a tecnologia, a outra dimensão, torneio clandestino. E mesmo assim não fica claro.

Diferentemente dos outros filmes de jogos de luta (Street Fighter e Mortal Kombat) aqui tem mais efeitos especiais. Golpes. Isso até pode ser bom, mas acho que piorou...

Sério, os efeitos dos golpes são ruins. E eu exijo que sejam bons simplesmente porque se comprometeram a fazer isso.

Mortal e Street sabiam onde estavam pisando, então poucos efeitos de golpes e mais luta marcial. Aqui quiseram usar tecnologia, realidade paralela onde podia acontecer tudo. Então se prontificaram a ir para um caminho tecnológico, os cenários dos jogos teriam que estar ali. Os golpes de forma correta teriam que estar ali.

Mas é aquilo, não estavam. As coreografias dos golpes nem são iguais aos do jogo. Fizeram os personagens lutarem com uns mendigos, como briga de rua mesmo igual Final Fight por exemplo. E foi sem sentido.

Tudo no filme é sem sentido kkkk

domingo, 12 de julho de 2026

Filme - Godzilla A Guerra Final (2004)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Sou suspeito para falar porque aqui tem tudo o que eu gosto. Nostalgia, monstros, lutas, ação. E por conta disso fiquei estupefato.

Depois de alguns filmes do lagartão, onde ele enfrenta basicamente um inimigo, aqui reúnem todos os monstros já mostrado. Bem, quase todos, mas “tá” valendo.

Rever esses monstros depois de bastante tempo é nostálgico e confuso ao mesmo tempo. Pois como vemos seguindo, a linha de Godzilla mudou, sofreu um reboot.

Então aqui nós temos dois caminhos a pensar. O primeiro é que resolveram incorporar todos os outros filmes de vez. A cronologia fica um pouco bagunçada, mas ainda sim é entendível.

O segundo é que mantém a nova cronologia e esses monstros já existiam na Terra, apenas não haviam aparecido nos filmes anteriores dessa era.

Seja como for, é um encerramento de uma era, a Era Millenium. Portanto o filme também é uma homenagem.

Vale lembrar que até os alienígenas Xillians já haviam aparecido. Só que aqui dão uma camada a mais. Os monstros surgiram em algum momento devido à alta poluição e guerras. Além dos monstros há também humanos mutantes e é daí também que entram os alienígenas. E tem também o Godzilla.

Godzilla enfrenta até o “Zilla”, que é o Godzilla do filme americano de 1998.

Parece uma mistureba, mas tudo é bem descrito.

Fizeram igual ao encerramento da outra era. Os mesmos aliens, diversos monstros, lutas, homenagens...

Só que como citei mais de uma vez, o filme é basicamente uma homenagem. E por conter diversos monstros, as lutas são rápidas. Não da pra ter uma hora de luta com cada monstro, conforme apareciam em filmes anteriores.

Mas isso também é proposital e explicado. É explicado o porque Godzilla é diferente. Superior. E o rei dos monstros.

Esse filme, apesar de ser um encerramento de mais uma era. Uma homenagem. Uma nostalgia. Ele funciona bem sozinho. Se você não viu os filmes anteriores, não tem problema, vai entender esse aqui e aproveitar a sessão pipoca, mas, caso tenha mais bagagem com a franquia irá aproveitar melhor a experiência.

Do gênero, é um dos meus filmes preferidos, mas isso é devido, também, pela nostalgia.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Filme - Mestres do Universo

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Filme ótimo. Perfeito. Maravilhoso.

Sim, já começo assim.

Sou chato pra caramba para as coisas, critico mesmo, não perdôo mesmo. Então se eu estou começando desse jeito é porque realmente me agradou.

É um filme inteligente. Muito inteligente. Conseguiram pegar as Hqs, a série clássica dos anos 80, mais o filme dos anos 80/90, mesclar tudo num único filme e ainda sim ser coeso. Sem perder a essência de He-Man, a essência da franquia.

É um filme respeitador. Ele respeita a franquia, respeita os fãs, e faz tudo isso com a pegada dos anos 80/90 mesclando com a modernidade.

Ele não tenta ser um filme do desenho, ele é uma nova versão. Não muito distante do que já temos de He-Man, mas também não muito próxima. É uma nova versão. Feita para o cinema, para todas as pessoas de todas as idades e para todas as ocasiões.

O filme pode parecer um pastelão, mas não é. Ele tira sarro de si próprio, de propósito. Só para citar algumas coisas:

- Esqueleto rindo aí ele fala já acabou. Isso porque antigamente riam até sabe-se la quando, que cortavam a cena

- Esqueleto descrevendo He-Man (bárbaro de pele morena, musculoso, tanguinha)

- Os nomes dos próprios personagens, que acham bobos

- Aquele compartimento do Mentor, da bebida

- Adam se esconder para se transformar, sendo que todos já sabiam.

- Falar das roupas o que aconteceu se voltam ou se tem que comprar outras toda vez.

Tem o fato do Esqueleto ser apenas mal mesmo. No decorrer das décadas deram camadas ao Esqueleto, aqui não. Ele é apenas mal mesmo. Igual antigamente.

Tudo isso mostrando a leveza e simplicidade de antigamente. As vezes não precisa ser mirabolante em tudo, criar histórias para te fazer ter empatia com o vilão, por exemplo.

As vezes apenas a simplicidade para você curtir, relaxar. E isso não quer dizer que seja bobo ou preguiçoso. Pelo contrário, você também precisa de muito para construir um enredo e uma história coesa.

O filme tem muitas referências, e nada disso está de modo forçado. A vestimenta do Adam, o modo como ele é chamado. Os personagens rindo no final com as mãos na cintura. O Dolph Lundgren. O modo do Adam explicando as coisas. As músicas.

A parte do holograma do Esqueleto e a Maligna indo embora no final, são do filme dos anos 90.

Até a cena em que o Esqueleto ergue a Espada Mágica e ela não funciona, senão me engano tem uma cena assim em algum episódio clássico.

A loja que o Adam vai buscar a espada, é difícil ver tudo o que está lá em apenas meio segundo que mostra. Mas da pra perceber gibi do Super Homem- e X-Men. Os X-Men não sei, mas o Super Homem é da DC e já teve mais de um crossover com ele.

Nessa loja também temos o nome dela "Zona do Medo" com logo de caveira. Zona do medo é a base de Hordak, mestre do Esqueleto e vilão da She-Ra. E o logo já mostra o Esqueleto.

Temos a cena que Adam pega a espada de Torak, a estátua do bárbaro. Isso é respeitar o passado, a origem. Torak foi o protótipo antes do He-Man, depois sim ajustaram e mudaram. E a cena dele pegando a espada faz todo sentido.

Ah o He-Man é bobo? "Pera-lá", jovem. Ele não é bobo, ele está aprendendo. A Feiticeira explicou o porque escolheu ele, os antecessores tinham apenas força bruta, ele não, ele tinha coração, empatia, humanidade.

Ele tem a força mas prefere evitar de usá-la. Prefere tentar um diálogo antes, e isso era o que o He-Man do desenho clássico fazia. Então não tem nada de errado nisso.

Tanto que ele só se transforma em He-Man, de verdade no final, quando escolheu seu nome, aprendeu a usar seus poderes e transformar Pacato em Gato Guerreiro. Então é normal durante o filme ele ser atrapalhado e até desajeitado.

Assim como outros personagens foram adicionados backgrounds e foram crescendo no decorrer do filme.

Os personagens são bem construídos, bem caracterizados. Claro, economizaram no CGI do Gato Guerreiro e do Homem Fera, mas de modo geral os personagens ficaram bons.

Dian é uma personagem rara, ela aparece em tiras de jornal, senão me engano.

Maligna nunca mostra o cabelo e aqui ela tem cabelo branco, isso porque em um ou dois episódios do desenho clássico ela tira seu capacete e seus cabelos são brancos.

As lições que tem no filme, de um He-Man para outro, se preocupe com o atrás, com o passado. Isso é mostrando o respeito de sua trajetória, os fãs, o que representa, tudo.

A lição do Mentor. Que nem tudo se resolve com conversa. Quando a guerra estoura quem te defende é o soldado violento. O musculoso. Não são os poetas.

Filme honesto. Ele quis ser assim. Ele abraçou essa idéia. E sem medo.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Filme - A Lista de Schindler

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Um bom filme. Feito para pensar, refletir, entender.

Aqui nós temos praticamente um documentário sobre a segunda guerra mundial e o holocausto judeu, mas feito maravilhosamente como um filme. Não é chato e nem cansativo, pelo contrário, é interessante.

Oskar Schindler foi um bom homem. Era nazista, mas de forma contrária a eles, ele era bom. Se importava, cuidava. Gastou toda sua fortuna para salvar o máximo de judeus que conseguiu.

Só que é um filme pesado, porque de tão bom te faz se sentir como um dos prisioneiros nazistas, te faz sentir o desespero deles.

O filme começa colorido mostrando um grupo de judeus orando. Daí depois tudo acontece e o filme é em preto e branco, deixando claro o contraste.

E esse preto e branco não é estilo antigo. É muito bem iluminado e desenvolvido. Em diferentes pessoas e lugares o filme muda o tom das cores. Schindler tem o rosto mais claro e brilhante, enquanto os soldados nazistas tem um sombra em seus rostos. Mostrando a diferença de pessoa que são.

Os lugares também deixa claro a diferença, a fábrica de Schindler tem um to mais claro, pois é o santuário deles.

E isso não é apresentado de forma branda não. É mostrado co detalhes, algumas seqüências, inclusive, são demoradas. Enquanto que em Auschwitz, que os prisioneiros chegam de trem, é totalmente mais escuro.

Não há aprofundamento ou desenvolvimento de nenhum personagem judeu, há sim alguns com mais destaques que outros, mas nada além disso. Isso porque o filme não tenta mostrar algum drama pessoal e sim representar toda a trajetória e sofrimento desse povo durante esse período.

É mostrado desde o início quando começa apenas com humilhações depois saqueados e expulsos de seus lares e depois com o trabalho escravo e holocausto.

E sabe qual é a mágica disso tudo? É que o filme te joga naquele contexto. Muitas vezes o estilo da filmagem e enquadramentos. E isso nos faz sentir um prisioneiro nazista, sentir toda aquela dor e drama dos personagens.

Há realismo ali, é chocante, mas é a realidade. A violência dos nazistas, o sadismo deles, o assassinato de crianças. Tudo o que é visto ali transmite realismo, por isso que convence o espectador e o faz se sentir na cena.

O filme tem começo, meio e fim. Tem personagens mais principais onde mergulhamos em suas tramas, mas também há arcos menores de outros personagens, tão bons quanto. Unindo tudo isso o filme se torna bem coeso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Filme - Godzilla - Tokyo S.O.S. (2003)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Continuação direta do filme anterior, aqui sim temos algumas mensagens e resoluções.

Aqui leva em consideração filmes anteriores do Godzilla e filmes Spin-off, claro, na medida que desejam.

Os atores do filme Mothra estão de volta, com o passar da idade já é avô. As fadas aparecem dizendo para devolverem a ossada do Godzilla ao mar.

E a trama se desenrola assim, Godzilla reaparece, Mothra luta contra eles, terminam o conserto do Kiryu para lutar também.

As aparições dos kaijus são boas, as lutas são boas, e a mensagem central é boa também.

O homem não deve brincar de Deus. Primeiro que não pode pensar em criar coisas que destroem tudo, segundo que os mortos devem ficar no seu descanso eterno.

O problema do filme são elementos inseridos e depois pouco trabalhados. Essa mensagem de que devolvam os ossos do Godzilla senão Mothra declarará guerra. Mothra não fez nada, inclusive ajudou eles contra Godzilla.

E aí em contra partida os humanos simplesmente perceberam que o que eles fizeram foi errado e decidiram devolver a ossada. Não houve nada para motivar os chefes de estado para fazerem isso.

E os novos atores, desnecessários. Por ser uma continuação direta e passando em um curto espaço de tempo, os atores do filme anterior iriam suprir bem, até porque no filme anterior eles foram desenvolvidos. Eles aparecem apenas poucas vezes. Já os atores novos, mal foram desenvolvidos.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Filme - Godzilla Contra Mechagodzilla (2002)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

"Outra vez café?" Digo, digo, outra vez contra Mechagodzilla?

Sim sim, pela quarta vez. mas aqui é um pouco diferente, a criação dele é diferente e interessante.

Seguindo a linha de raciocínio da Era Millenium esse é mais um filme que descarta os anteriores. Só que aqui começaram a pensar diferente e começou a ter uma continuação.

Esse filme se baseia bastante no primeiro de 1954, mas também mantém sua cronologia de eras, de maneira sutil.

Esse Mecha é chamado de Kiryu, provavelmente para distinguir de suas versões passadas, já que é um reboot. Ele é criado a partir dos ossos do primeiro Godzilla. utilizaram as células do sistema nervoso para criar um sistema mais eficiente, só que houve um problema, quando o Mecha ouviu o rugido do atual Godzilla, ele se descontrolou e os sistemas pararam de responder, agindo assim igual ao primeiro Godzilla, destruindo tudo.

Um conceito interessante, onde poderia mostrar a força de vontade do Godzilla ou até então um paralelo e uma mensagem sobre vida e morte, sobre tentar controlar isso. Mas isso foi apenas dessa vez e logo corrigiram. Provavelmente um assunto forçado para inserir a trama humana.

E a trama humana ok, é boa. Uma oficial solitária, que ainda carrega a culpa de diversas mortes dos seu batalhão, por um erro seu, encontra uma menina que perdeu a mãe e uma acaba se encontrando na outra. Essa oficial também passa a tratar Kiryu como se fosse amigo, após ele ter se rebelado.

O filme em si não tem muito o que falar sobre mensagem. Por ele ser o primeiro da continuação, muita coisa será abordada no próximo.

Mas ele cumpre o papel, é um filme bem legal.

Filme - Godzilla (O Ataque dos Monstros Gigantes (2001))

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Essa Era Millenium está louca. Mudam algumas coisas, descartam outras, retomam outras, algumas coisas não fazem sentido...

É o terceiro filme dessa era e conseqüentemente o terceiro reboot. Ou seja esse filme ignora tudo o que aconteceu nos filmes anteriores, menos o primeiro de 1954. Aqui Godzilla  é tratado como vilão, como uma força destrutiva e precisa ser combatido e detido.

A diferença desse filme para os anteriores dessa era é que ele é mais pé no chão. Tendo influência da Era Showa não tem tecnologias impossíveis e nem outras dimensões, viagem no tempo, nada. O que tem é o exército combatendo.

Ainda sim é um bom filme. Diferente de muitos outros da franquia temos quatro Kaijus aqui. E a aparição de cada um deles foi muito bem feita, assim como cada luta individual contra Godzilla.

O filme trás umas narrativas interessantes, até pode variar de opinião de pessoa para pessoa. Godzilla desperta depois de tanto tempo para relembrar o país e o mundo do desastre.

Está tudo em paz, conseqüentemente muitos começaram a se esquecer do que aconteceu antes, dos desastres, mortes e etc. E basicamente isso não pode acontecer.

Afinal é óbvio, se é esquecido é fadado a repetir. E Godzilla chega com tudo para deixar a mensagem clara. Aqui vemos ele bem vilão mesmo, destruindo tudo, matando centenas de pessoas.

E qual a solução? Uma profecia de que há três monstros guardiões que lutariam contra Godzilla e venceriam. Foram sendo libertados e apareceram um a um.

O núcleo humano fica em segundo plano, sendo o núcleo Kaiju o ponto principal. Aqui nós temos os humanos temendo e querendo o fim de um monstro, mas ao mesmo tempo torcendo pelo despertar de outros três monstros.

Podemos até pensar que conforme filmes anteriores os inventos podem ser usados tanto para o bem, quanto para o mal. Para o salvamento ou para destruição.

O filme todo tem um ar de urgência e você sente a soberania do Godzilla, o filme te passa todas essas sensações.

O que não gostei aqui foi King Ghidorah. Sempre foi um vilão, um monstro espacial que era preciso união dos monstros terrestres para vencê-lo, e aqui é um monstro do bem e bem mais enfraquecido.

sábado, 29 de novembro de 2025

Filme - Quebrando Regras 1

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Vamos lá, é um filme clichê. Tem aquilo do principal não querer lutar, apanhar do valentão, a namorada do valentão em instantes parar de gostar dele e gostar do principal...

Mas isso não torna o filme ruim. Mesmo você sabendo o que vai acontecer, você quer ver, isso porque “o meio” abre narrativas, motivações e vamos vendo as camadas dos personagens.

Temos um jovem cheio de raiva por um erro que cometeu. Ele não se perdoa.

Temos também um mestre ensinando que lutar é errado, enquanto o aluno ensina que lutar as vezes é o certo.

Temos dois conflitos aqui: fazer algo ou não fazer nada. Enfrentar ou ignorar. Resolver ou aguentar. Enfim, entenderam.

O filme mostra que lutar nem sempre é ruim, na verdade as vezes é necessário. Tem uma HQ dos X-Men que o aluno Míssil da uma lição no Professor X, tem essa mesma dinâmica.

O filme também nos mostra que temos sentimentos, e é normal sentir culpa, raiva, alegria, etc. Só não podemos deixar isso nos controlar. Precisamos canalizar e achar um direcionamento.

O filme é de arte marcial e mostra que tal prática pode ajudar nisso. E é verdade, pois você treina corpo e mente. Mas não precisa ser só isso, pode ser uma atividade física, um hobby como alguma arte, algum passeio, cozinhar, enfim, diversos. Desde que sirva para você se controlar, canalizar. Foi o que ocorreu com a família dele quando começaram a quebrar os pratos.

Também nos mostra o ditado “se quer paz guerreie”, óbvio que não é ao pé da letra de ir para uma guerra com bombas e tal, mas sim de enfrentar seu problema. Se você ficar inerte, tentando ignorá-lo, ele irá te perseguir, porém se você o enfrenta-lo, mesmo que seja difícil, resolve.

Mostra também que até quem é mestre comete erros. Que até o mestre sempre tem algo a aprender. E que até o mestre precisa ouvir, ao invés de só falar.

O filme em si tem muita mensagem boa.

Além dessas aí acima também podemos dizer que ele mostra que devemos achar nosso lugar. Um lugar que nos sentimos bem, em paz.

E que essa jornada pode ser árdua, mas não devemos desistir. Os frutos vem com o tempo, dedicação e esforço.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Filme - Karatê Kid: Lendas

 

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Um filme básico. Na verdade é só mais do mesmo. Um filme seguro, não arriscaram nada, ousaram nada. Ficaram na margem de segurança. Não que seja ruim, até porque a franquia se sustenta nisso, mas né, podia mudar uma coisa ou outra...

O filme é idêntico aos dois primeiros (o primeiro da franquia e o primeiro do Jackie Chan). Mesma história, sem tirar nem por. Portanto é oito ou oitenta, ou você gosta de Karate Kid e assiste ou se você não gosta nem tente.

A história é boa. Ok, é repetitivo, mas é boa, coesa. Nos apresenta os personagens, nos faz nos importarmos com os personagens. Desenvolvem a história.

E o principal, une as duas franquias. A clássica com o reboot. Tornando um universo único. Vale lembrar que isso é bom até para desenvolvimentos futuros, de mais filmes e/ou séries.

A nostalgia. Geralmente sempre falo dessa questão. Aqui está ok. A franquia costuma usar muito isso, é até normal. Mas aqui no filme não tem.

Claro, a nostalgia é do filme ser igual, e portanto é inevitável lembrar. Mas não usa cenas, itens ou recursos nostálgicos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Filme - Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Aqui minha opinião é dividida. Chico Bento é o personagem que mais gosto da Turma da Mônica.

E eu achei que o filme foi bem feito, está ali retratado os personagens caricatos. A inocência do Chico. A história base que é a proteção ambiental e vida no campo.

Mas eu não consegui gostar dos atores. Diferente do filme da Turma da Mônica, eu não vi nenhuma semelhança desses atores com os personagens dos gibis.

Claro, idêntico nunca fica, mas não consegui ver nada. Em todo caso, isso é coisa minha e deixo de lado.

Assistindo o filme você praticamente está lendo uma HQ. Ele é dinâmico, está sempre acontecendo algo. A fotografia é muito boa, mostrando a ligação do Chico com a roça e principalmente a goiabeira.

E apesar de retratar a inocência do Chico também mostra seu amadurecimento. Ele criança e até arteiro, tenta proteger a goiabeira. Só que ele sozinho e do jeito dele não consegue nada.

Aí que ele aprende a olhar ao seu redor e a escutar seus amigos e outras pessoas e ver outras perspectivas. Tomando, assim, a frente e se tornando um líder da resistência.

Vale ressaltar também que há as mensagens, as lições.

Primeiro o progresso. Que se feito de forma desordenada ou gananciosa não é progresso, é regresso. Progresso é sempre bem vindo, desde que seja do jeito certo.

A amizade. As crianças podem até se desentender, mas não desistem umas das outras. Se juntam, planejam, se ouvem e se unem.

A preservação ambiental.

“Jovem nunca é levado a sério” mostrando que os adultos dificilmente escutam o que as crianças tem a dizer, mesmo que seja algo importante. Deveria ouvir mais.

Também mostra a falta de ensino. Retratando o pessoal da roça como inocentes e pouco estudos, são facilmente enrolados por alguém mal intencionado. Mostrando o quão carente pode ser uma região, o quão devastador pode ser um aproveitador. E o quão importante é a cultura e o saber chegar em todos os cantos.

O filme é Turma da Mônica, por isso é um filme família, um filme leve, mas tem suas camadas e suas mensagens. É um filme que vale a pena ser assistido.

Filme - Tico e Teco: Defensores da Lei

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Torci o nariz para o filme. Fui já com pré-conceito achando que seria uma perda de tempo de tão ruim. E olha só, eu curti do início ao fim.

É uma continuação direta da série dos anos 90. E não economizaram em humor e referências. Fazendo a gente ter doses e doses de nostalgia e também brincar procurando elas.

Também conseguiram mesclar mais de um estilo de animação com atores reais. Sem estragar nada.

Vale ressaltar também que há bastante sarcasmos e ironias em debochar de si mesmos. E o filme é isso também, é a Disney debochando dela mesma.

Não deixa de ser uma aventura de investigação, reunindo os dois amigos esquilos. Com roteiro bem amarrado e coeso. A história flui.

E no decorrer da história, em meio a piadas e risadas há as críticas. Há ao abandono dos personagens. Pirataria. A mudança de animação para sobreviver. O vale da estranhesa (como coisas podem dar errado).

Mas também mostra que diversas obras, com animações diferentes, podem coexistir. Se não na mesma obra, na mesma galeria ou época. Tem espaço para todos. E é válido a evolução, mas também o clássico não fica atrás.

É um filme família. Prende atenção de adultos e crianças. Justamente pelo teor investigativo. E claro, o restante também ajuda a te prender.

É aquele filme “bobo” para assistir. Mostrando que as coisas podem ser apenas diversão. É aquele filme que você descansa, relaxa, de tão leve e divertido. Que você brinca de apontar o dedo nas referências. Que você lembra da infância. Que hoje você assiste com seu filho, mesclando as duas épocas. Conectando famílias.

É Tico e Teco. Diversão, piadas. É comédia simplesmente pelo prazer de fazer comédia. De rir de si mesmo. De fazer o expectador rir.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Filme: Superman (2025)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Você procura um filme de super-herói? Procura um filme de ação? Procura um filme com bom roteiro? Procura um filme coeso, consistente e com evolução na história?

Então você vai gostar desse filme.

Isso mesmo. Superman, o primeiro super-herói de todos. O carro chefe da DC, o maior herói de todos. E agora é o escolhido para o ponto inicial do novo DCU.

Não poderiam ter escolhido herói melhor, personagem melhor. Por toda sua história, trajetória e o que representa.

Sim, sabemos que o segundo filme do Esquadrão Suicida, assim como a série do Pacificador (que é uma continuação do filme) estão inseridos nesse nodo DCU. Porém, ainda sim, oficialmente Superman é que de start nessa nova era.

E vou falar, precisava. Depois de tantos filmes e séries ruins das editoras, Superman chega para nos dar fôlego. Nos dar um respiro. E porque não nos dar esperança (já que é isso que ele sempre representou) nas continuações dos universos de adaptações de HQS.

Esse filme é puro Super-Homem. Tudo está ali. Bem representado. Sem nada forçado ou distorcido. Super-Homem clássico. Mostrando que quando é bem feito, bem adaptado há sim espaço para essas questões nos dias atuais.

O que é o Super-Homem? Um estrangeiro. Sim fazendo analogia aos imigrantes da época, que sofriam preconceito. Super mostrou que ele é igual aos outros. Nascendo aqui ou vindo de fora, todos são iguais. Todos tem sentimentos, sonhos, medos, fome, trabalham, tem dúvidas, gostam de bandas, etc...

Mostrando que quem vem de fora não veio aqui nos governar ou tomar nosso lugar. Veio somar. Que sozinho você não consegue resolver tudo. Não importa o quão super você seja, precisará de ajuda.

Super, é claro, é o principal, por isso é o personagem mais desenvolvido. No decorrer do filme vemos suas camadas, muitas vezes nos identificamos com ele. E tudo isso ocorre normalmente, no devido tempo.

Os demais personagens, também são muito bem adaptados. Uns tem mais destaques do que os outros e é normal.

No filme nós temos o Super clássico. Se preocupando com propriedade pública. Salvando animais. Não matando ninguém, não importa o quanto sofra na luta, ou seja não abandona seus princípios.

As críticas sociais inseridas são bem contextualizadas. Não é anda enfiado goela abaixo. Nós temos ali fake News. Temos guerras. Manipulação da mídia.

Mostrando macacos hate, na net. Deixando claro a crítica.

Lex Luthor está ótimo. Toda sua genialidade em pauta. O famoso discurso de músculos vs inteligência. E sua inveja. Uma emoção humana. Mostrando que não importa o quão ele seja inteligente ainda sim é humano, e escravo de sua emoção.

Lex nos mostra que o maior inimigo do homem é o homem. Por causa da inveja ele quase destruiu tudo. Enquanto que o alien, o imigrante, salvou. Mostrando novamente que não difere se é natural da região ou imigrante, são iguais. Ambos podem acertar e ajudar ou errar e atrapalhar.

Até a Eve, que nos passou a mensagem de ser uma crítica a atualidade, de pessoas fúteis que só vivem postando e em redes sociais, surpreende.

Os demais heróis tem seu momento de brilhar, sem ofuscar o principal.

A Lois Lane tem seus momentos, ficamos conhecendo mais camadas dela. Sua evolução, até no final ela dizer que ama. E a química entre o casal ficou bem convincente. Não há anda artificial ali.

Krypto está ali para alívio cômico. Ainda sim é um bom personagem. Ela nos faz ver Clark mais humano. Quem teve ou tem cachorro sabe exatamente que é daquele jeito. A desobediência, a bagunça, as brincadeiras.

No Super nós temos mais seu lado humano do que herói. Nós vemos ele amando, brigando com a namorada. Cometendo equívocos. Se descontrolando sob pressão. Tendo conselho dos pais. Errando. Exatamente igual a um humano.

Nós começamos o filme com Clark achando que seus pais são de Krypton. E no final quando fala para rodar o vídeos de seus pais, são os da Terra. Ele finalmente achou seu lugar, percebeu que seus pais de verdade são os terráqueos. Os acolheram, criaram, educaram, cuidaram.

Mostra ele mais maduro, não agüentou uma entrevista, e depois decidiu dar a entrevista.

Seus pontos chave, quando grita “pessoas iam morrer”, ele agiu sem pensar muito, para proteger e salvar. Isso é Super-Homem puro. Clássico. Raiz.

Esse filme é sim colorido. Leve. Para todas as idades e família. Mas é isso que é o Super-Homem.

É quase um cafona, por usar uniforme colorido. Cueca por cima da calça. Mostrar valores já quase perdidos como bondade, honra, amor, família.

Lembrem-se. A idéia de super-herói é isso. È ser cafona, mas ao mesmo tempo nos passar mensagens. Nos inspirar.

Super-Homem não tentou se provar o mais forte, em momento nenhum. Ele tentou se provar humano. Tentou ser aceito. Não só pela humanidade, mas principalmente por ele mesmo. Se auto-aceitar. Ele tentou se provar digno, bom, honrado. Um verdadeiro herói.

E é isso que o filme resgata. A essência. A criação. O que HQ e heróis são.

Mas o Batman blá blá blá. Não jovem. A DC Comics é assim, os personagens usam cueca por cima da calça. Uniformes coloridos. Nomes com cores (Gladiador Dourado, Gavião Negro, Besouro Azul, Lanterna Verde, etc...). Histórias bobas do tipo enfrentarem dinossauros ou o Papai Noel.

E não tem problema nenhum nisso desde que as histórias sejam boas. E essas histórias mais sem noção, mais bobas, são para divertir mesmo.

Achar que tudo tem que ser sombrio e sem cor igual um anti-herói ou Snyderverso ou Injustice + confronto com Mortal Kombat. É errado.

Você pode ter sua preferência e tudo bem, mas achar que tudo deve ser assim é errado. É não conhecer o personagem, nem a editora, nem as décadas de vida do Super.

Eu falo sem dúvida nenhuma, é um dos melhores filmes que já assisti. 

Filme – O Renascimento de Mothra 3 (1998)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Já aviso que esse é um filme que não gostei porque ele tem viagem no tempo e eu odeio qualquer coisa que tenha essa temática.

Porém, isso é um gosto pessoal e não é válido para a análise. A análise em si é sobre o filme, imparcialmente.

A viagem no tempo aqui é joga sem pé nem cabeça. Simplesmente para tentar dar uma diversificada na trilogia. É o único motivo que consigo imaginar.

Porque não faz sentido. Querer utilizar esse recurso sem pensar na repercussão que poderia ter na história. Simplesmente utilizado de forma banal. E adivinha só, não serviu para nada, voltou ao passado, mudou a história, depois tudo ficou como antes. Ou seja, foi só encheção de linguiça.

Mas vamos lá, é um filme para fechar a trilogia e provavelmente queriam encerrar com chave de ouro, trazendo um monstro poderoso de volta, o King Ghidorah.

E ele faz jus ao título de forte. Da muito trabalho ao Godzilla e agora a Mothra Leo.

Só que... Quiseram colocar tanta coisa que ficou uma salada...

Tem a viagem no tempo. Tem as três irmãs, com suas questões. Tem um núcleo familiar, ou seja, mais humanos e crianças.

Não tem temática ambiental, a mensagem aqui poderia ser sobre núcleo familiar. Primeiro porque as três irmãs resolvem algumas questões. Segundo porque a família principal humana tem a questão do menino que não vai a escola e no decorrer do filme ele desenvolve coragem para as coisas, união de buscar os irmãos, os pais também vão atrás. Então podemos ver tudo isso de fraternidade, apoio familiar, coragem, superação.

E temos King Ghidora fazendo uma redoma onde sequestra crianças, simplesmente sem explicação nenhuma. Seria alimento? Mas apenas crianças? Não faz o menor sentido, está lá só para forçar roteiro.

E o que me incomodou também foi todos viram a redoma e sabiam que as crianças estavam lá. Mas não foi exército, policia, nem nada. Apenas o casal comum, principal. Outra coisa sem nexo.

A batalha de monstros foi legal. Deu dó da Mothra, King realmente faz jus ao monstro que é. Mas só isso não salvou o filme.

Da trilogia esse foi o pior pra mim.

Filme – O Renascimento de Mothra 2 (1997)

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Seguindo a linha da franquia Godzilla, (claro é um filme a parte, mas pode ser considerado dentro do universo), tem a temática batalha de monstros gigantes e conscientização.

No primeiro filme, era em terra (desmatamento, exploração de minérios, erosão, etc.). Aqui é o mar. Esgoto, poluição, lixo, material radiativo, etc...

Não é nenhum filme magnânimo, mas eu gostei bastante dele. Um pouco maçante até chegar no clímax, mas ele nos da elementos interessantes. Legais, na verdade, para simplesmente assistirmos por diversão e curtir.

Dagahra, o monstro da vez é uma criatura adormecida. Ele foi criado por uma civilização antiga justamente para combater a poluição e deixar tudo limpo. Daí com a alta poluição nos dias atuais ele acabou despertando.

E fora de controle!

Aí começa toda a trama. Para variar sempre há crianças ou alguns adultos da vez envolvidos. Dificilmente autoridades.

Surge um templo antigo, bem protegido, que precisa ser explorado.

Mothra não consegue vencer Dagahra e acaba evoluindo. Outras formas e poderes.

Desde o início da franquia de monstros / Godzilla, nos anos 50, já houveram diversas Mothras. Mas essa é de longe a mais poderosa. Digna de título de protetora da Terra. Capaz de enfrentar até mesmo o Rei dos Monstros, se assim quiser.

Toda essa evolução e batalha são no final e foi dinâmico. Prende sua atenção. O problema é que para chegar até aí temos que passar por partes maçantes, como por exemplo, a Mothra debilitada em cima do templo enquanto os adultos bandidos dentro do templo caçam as crianças...

Não são coisas ruins, tudo faz parte do contexto, mostra que eles corruptos iriam causar a desgraça para eles mesmo, enquanto crianças puras conseguiram o que precisava. Afinal era uma espécie de “templo mágico”.

O problema foi que quando assistimos um filme de monstros, queremos sim ver uma boa história, mas mais especificamente queremos ver batalhas de monstros. Essas outras narrativas precisam ter, mas em menor duração.

O filme não me arrependo de ter assistido. Não foi ruim. E tem as mensagens dentro dele.

- Poluição e proteção

- Adultos gananciosos e/ou corruptos, causam a própria desgraça.

- As crianças são o futuro.

- Necessárias medidas urgentes.

- Evoluir e mudar é necessário, principalmente em pensamento e atitude

Filme - Capitão América: Admirável Mundo Novo

------------------------------

CONTÉM SPOILERS

------------------------------

Ross para Sam: “- Você não é Steve Rogers”

Começo com essa citação, porque é justamente isso que o filme nos mostra e quer reverter. Todos sabemos que Sam não é o Steve. E a idéia é justamente essa. A passada de manto.

Isso serve para nós, fãs da Marvel e HQs. Parar de nostalgia. Precisa seguir em frente, evoluir. Steve Rogers é o que é e nunca será esquecido, será honrado. A mudança é necessária.

Logo no começo do filme já temos comentários políticos e raciais, nos mostrando como esse filme será tenso.

E no decorrer de tudo nós ainda temos uma corrida armamentista com o Adamantium, conspiração e espionagem. Tudo isso podendo causar uma guerra, uma grande guerra.

E no meio de tudo isso está Sam, o novo Capitão América. Que não entende porque foi escolhido para ser o sucessor. Onde muitas vezes duvida de si mesmo. Questiona a si mesmo e questiona a decisão de Steve, em escolhê-lo.

Vemos suas camadas, seu personagem sendo desenvolvido e amadurecendo.

Ross também é um ótimo personagem. Toda vez que aparece ele rouba a cena, isso por não sabermos quem ele realmente é. Quem conhece Ross dos quadrinhos sabe que é imprevisível. Ele poderia estar realmente em redenção, arrependido, ou poderia ser um autoritário e dar uma ordem absurda a qualquer momento.

Porém fica claro que o filme deixa essa dualidade nele. Ele ainda é o cara com erros e que ainda comete erros. Mas também é o cara que tenta consertá-los e compensar por eles. Também é uma grande evolução para o personagem.

E nós temos sim personagens ruins, mal aproveitados. O Líder, pelo amor né. A Viúva Negra tanto faz. E a secretária informante mal é lembrada.

E claro o filme tem cenas ruins, como Ross ficando irritado com o fone, era só tirar ele. Aquela Prisão do Líder. Bradley continuar preso mesmo depois de inocentado, entre outras coisas


Esse filme é como um recomeço do Universo Marvel, porque digo isso? Porque ele pega elementos de toda sua história até o momento. Temos alíos filmes Hulk, Guerra Civil, Ultimato, Eternos, Pantera Negra, entre outros, assim como séries Falcão e Soldado Invernal.

Todos esses eventos repercutem aqui e claro o filme da uma nova direção, um norte, com a passada de manto, aprovação e criação dos Novos Vingadores.

Ah, outra coisa que percebi e gostei foi no final, mostrando que nem tudo se resolve com força. As vezes precisa de paciência, ou astúcia, ou amor, ou democracia, ou tudo isso junto. Porque:

Lembrando que O Capitão América enfrentou o Hulk Vermelho. Mas a parte do Sam ou Capitão América enfrentar o presidente Tadeus Ross não era a proposta.

Não era para ter discussões entre os dois, com coisas políticas, raciais e etc. Isso o filme abordou. O objetivo era simplesmente aquele, se entenderam e trabalharem juntos.

A luta final entre eles me agradou muito. Geral fala de CGI e isso não me importou. EU queria ver pancadaria mesmo. Mas ao mesmo tempo coerência.

A luta ali mostrou que você não vence pela força. Você vence por outros meios. Isso pegando com base no que o filme nos quis propor você não vai ganhar dos fãs pela força. Não vai ganhar do racismo pela força. Não vai ganhar da política com força.