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CONTÉM SPOILERS
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Filme ótimo. Perfeito. Maravilhoso.
Sim, já começo assim.
Sou chato pra caramba para as coisas, critico mesmo, não perdôo mesmo. Então se eu estou começando desse jeito é porque realmente me agradou.
É um filme inteligente. Muito inteligente. Conseguiram pegar as Hqs, a série clássica dos anos 80, mais o filme dos anos 80/90, mesclar tudo num único filme e ainda sim ser coeso. Sem perder a essência de He-Man, a essência da franquia.
É um filme respeitador. Ele respeita a franquia, respeita os fãs, e faz tudo isso com a pegada dos anos 80/90 mesclando com a modernidade.
Ele não tenta ser um filme do desenho, ele é uma nova versão. Não muito distante do que já temos de He-Man, mas também não muito próxima. É uma nova versão. Feita para o cinema, para todas as pessoas de todas as idades e para todas as ocasiões.
O filme pode parecer um pastelão, mas não é. Ele tira sarro de si próprio, de propósito. Só para citar algumas coisas:
- Esqueleto rindo aí ele fala já acabou. Isso porque antigamente riam até sabe-se la quando, que cortavam a cena
- Esqueleto descrevendo He-Man (bárbaro de pele morena, musculoso, tanguinha)
- Os nomes dos próprios personagens, que acham bobos
- Aquele compartimento do Mentor, da bebida
- Adam se esconder para se transformar, sendo que todos já sabiam.
Tem o fato do Esqueleto ser apenas mal mesmo. No decorrer das décadas deram camadas ao Esqueleto, aqui não. Ele é apenas mal mesmo. Igual antigamente.
Tudo isso mostrando a leveza e simplicidade de antigamente. As vezes não precisa ser mirabolante em tudo, criar histórias para te fazer ter empatia com o vilão, por exemplo.
As vezes apenas a simplicidade para você curtir, relaxar. E isso não quer dizer que seja bobo ou preguiçoso. Pelo contrário, você também precisa de muito para construir um enredo e uma história coesa.
O filme tem muitas referências, e nada disso está de modo forçado. A vestimenta do Adam, o modo como ele é chamado. Os personagens rindo no final com as mãos na cintura. O Dolph Lundgren. O modo do Adam explicando as coisas. As músicas.
Até a cena em que o Esqueleto ergue a Espada Mágica e ela não funciona, senão me engano tem uma cena assim em algum episódio clássico.
Ah o He-Man é bobo? "Pera-lá", jovem. Ele não é bobo, ele está aprendendo. A Feiticeira explicou o porque escolheu ele, os antecessores tinham apenas força bruta, ele não, ele tinha coração, empatia, humanidade.
Ele tem a força mas prefere evitar de usá-la. Prefere tentar um diálogo antes, e isso era o que o He-Man do desenho clássico fazia. Então não tem nada de errado nisso.
Tanto que ele só se transforma em He-Man, de verdade no final, quando escolheu seu nome, aprendeu a usar seus poderes e transformar Pacato em Gato Guerreiro. Então é normal durante o filme ele ser atrapalhado e até desajeitado.
Assim como outros personagens foram adicionados backgrounds e foram crescendo no decorrer do filme.
Os personagens são bem construídos, bem caracterizados. Claro, economizaram no CGI do Gato Guerreiro e do Homem Fera, mas de modo geral os personagens ficaram bons.
Dian é uma personagem rara, ela aparece em tiras de jornal, senão me engano.
Maligna nunca mostra o cabelo e aqui ela tem cabelo branco, isso porque em um ou dois episódios do desenho clássico ela tira seu capacete e seus cabelos são brancos.
Filme honesto. Ele quis ser assim. Ele abraçou essa idéia. E sem medo.
































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