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CONTÉM SPOILERS
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Um bom filme. Feito para pensar, refletir, entender.
Aqui nós temos praticamente um documentário sobre a segunda guerra mundial e o holocausto judeu, mas feito maravilhosamente como um filme. Não é chato e nem cansativo, pelo contrário, é interessante.
Oskar Schindler foi um bom homem. Era nazista, mas de forma contrária a eles, ele era bom. Se importava, cuidava. Gastou toda sua fortuna para salvar o máximo de judeus que conseguiu.
Só que é um filme pesado, porque de tão bom te faz se sentir como um dos prisioneiros nazistas, te faz sentir o desespero deles.
O filme começa colorido mostrando um grupo de judeus orando. Daí depois tudo acontece e o filme é em preto e branco, deixando claro o contraste.
E esse preto e branco não é estilo antigo. É muito bem iluminado e desenvolvido. Em diferentes pessoas e lugares o filme muda o tom das cores. Schindler tem o rosto mais claro e brilhante, enquanto os soldados nazistas tem um sombra em seus rostos. Mostrando a diferença de pessoa que são.
Os lugares também deixa claro a diferença, a fábrica de Schindler tem um to mais claro, pois é o santuário deles.
E isso não é apresentado de forma branda não. É mostrado co detalhes, algumas seqüências, inclusive, são demoradas. Enquanto que em Auschwitz, que os prisioneiros chegam de trem, é totalmente mais escuro.
Não há aprofundamento ou desenvolvimento de nenhum personagem judeu, há sim alguns com mais destaques que outros, mas nada além disso. Isso porque o filme não tenta mostrar algum drama pessoal e sim representar toda a trajetória e sofrimento desse povo durante esse período.
É mostrado desde o início quando começa apenas com humilhações depois saqueados e expulsos de seus lares e depois com o trabalho escravo e holocausto.
E sabe qual é a mágica disso tudo? É que o filme te joga naquele contexto. Muitas vezes o estilo da filmagem e enquadramentos. E isso nos faz sentir um prisioneiro nazista, sentir toda aquela dor e drama dos personagens.
Há realismo ali, é chocante, mas é a realidade. A violência dos nazistas, o sadismo deles, o assassinato de crianças. Tudo o que é visto ali transmite realismo, por isso que convence o espectador e o faz se sentir na cena.
O filme tem começo, meio e fim. Tem personagens mais principais onde mergulhamos em suas tramas, mas também há arcos menores de outros personagens, tão bons quanto. Unindo tudo isso o filme se torna bem coeso.































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