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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Villinha do Chaves


A idéia foi boa, mas a execução nem tanto

Sinceramente até agora não entendi a idéia central do evento. O objetivo.

Houve idéias, mas faltou organização. Houve vontade, mas faltou cronograma.

Basicamente o evento reuniu um grupo de fãs das séries de Chespirito, com alguns dubladores. E foi isso.

Palma palma não priâmos cânico, vou explicar.

O estabelecimento tem dois ambientes, o térreo e o primeiro andar, mas tudo aconteceu no térreo. Um salão com pouco espaço, ainda bem que não foram todos os fãs.

Passamos a tarde toda lá, em pé, pois haviam apenas meia dúzia de mesas, e o balcão. Não havia nenhuma cadeira.



Os dubladores, e outros convidados, chegaram e ficaram na entrada. Área reservada para eles. Separados. Lá sim havia mesas, cadeiras, comes e bebes.

Ficamos em pé, a tarde toda, separados deles. Alguns fãs de cosplayers, crianças, adultos, famílias. A pessoa estava até com a camisa do Chaves, da corrida. Sim participei também, isso é para mostrar que basicamente somos o mesmo público.








As atrações aconteciam do nada. Iam lá na frente anunciavam agora é o “show tal” e acontecia em poucos minutos e pronto.



A comida estava superfaturada. Havia o cardápio da casa, ok, e o cardápio do evento. Onde um sanduíche de presunto estava R$ 25,00. Olhem a foto, não vale esse valor.


No fim da tarde, os dubladores foram lá no meio do “povão” para tirar fotos. Simplesmente aconteceu, do nada também. Onde todos se amontoaram.

Eles ficaram em pé, na frente e o pessoal se aglomerando. Sem haver uma ordem ou fila. Começou o Nelson nem estava lá. Ou seja não houve um combinado, um horário para isso.

Não houve uma palestra deles. Simplesmente ficaram na área reservada deles conversando entre eles.

O imitador do Nhonho, por exemplo, cara gente boa. Mas quem é ele? Como faz para entrar em contato? Divulgação? Contar um pouco sobre ele, se é oficial o que ele faz e tal.

Faltou ali cadeiras. Um cardápio mais diversificado e justo. E um cronograma. Tal hora é o show X, tal hora é a apresentação Y.

Não simplesmente decidir do nada e não ter organização.

Os convidados estavam em suas mesas, podiam ficar ali sentados, nós entraríamos ali, eles davam o autógrafo e tiravam a foto. Tudo mais organizado e prático do que a montoeira de todos em pé no meio do salão.

As atrações, com horários já definidos. Concurso de imitações. Concurso de cosplayer. Concurso de desenho. E até mesmo ter outros concursos e atrações.

Os dubladores darem uma palestra. Não precisava ser extensa. Assim como fizeram no Chaves In Concert.

Havia uma TV passando episódios aleatórios de Chespirito (sem som) e música ambiente da casa, mas não da temática do evento.

Faltou uma aproximação dos fãs com os convidados. Faltou organização e horários. Faltou Temática também, afinal não estava nada tematizado com o evento. Faltou bate papo, curiosidades.

Pessoal influenciador fãs de Chespirito estavam lá. Não conversaram nada sobre como é manter o que eles fazem. Como foi a criação do evento, desde a idéia, para humanizar isso.

Enfim. Basicamente o evento foi ficar em pé, por horas, para entrar em uma fila bagunçada, para ter contato com o dublador.

Não me arrependo de ter ido. Iria novamente. Mas como disse, não basta ter a idéia, tem que ter o planejamento e a execução.


domingo, 2 de agosto de 2026

Turistando: Beco do Batman

Lugar do povão. Já aviso.

Localizado no bairro da Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo, o espaço é formado por ruas estreitas e vielas onde cada muro se transforma em tela.

O local recebeu esse nome nos anos 80, por conta de um grafite do personagem. Atualmente o desenho já não existe mais no local e a pessoa por trás do grafite segue desconhecida. Em todo caso, o símbolo do herói chamou a atenção de estudantes de Artes Plásticas, que começaram a ocupar o espaço com novas criações inspiradas no cubismo e no psicodelismo.

Agora podemos chamar de uma exposição a céu aberto. Grafites coloridos, traços geométricos e expressões artísticas de diferentes estilos convivem lado a lado. O cenário muda constantemente, já que novos artistas deixam suas marcas e renovam o visual do beco, o que faz de cada visita uma experiência diferente.

A paisagem fotográfica que convida feirantes para se estabelecer no lugar com feiras de artesanato, além de galerias e bares.


Comecei dizendo que é um lugar do povão, mas no bom sentido. Lá é uma arte de rua. Mas uma boa energia. A energia que senti ali foi ótima e renovadora. Ali você desacelera.

Sim, é bom ir com tempo e andar pelas ruas e vielas com calma, na verdade isso provavelmente já vai acontecer, você planejando ou não. A feirinha te convida a parar e olhar. Mesmo que não compre nada, vai parar e olhar. Muita coisa bem feita.

E, claro, os grafites em cada parede, te convidam a parar e olhar, e até mesmo a tirar fotos. A arte é muito chamativa, colorida, expressiva, você acaba gostando de parar e olhar.




Na verdade, podemos até completar a expressão "galeria a céu aberto" para "experiência sensorial".

Ah, mas "pera lá" o lugar é tudo isso mas também é um lugar para ir com amigos ou família. Bom ambiente e boa energia, ok. Mas não vai só andar lá, também tem cafés, hamburguerias artesanais, bares descontraídos, sorveteria, restaurantes criativos. Então também é um bom lugar para comer com a família ou tomar uma cervejinha com amigos.













Em resumo, tire o dia para visitar o lugar. Sem pressa. Curta, sinta a energia, olhe os grafites, as galerias de arte, as lojas, a feirinha, tudo, mas com calma e atenção. Sinta.


Finalizando:

Pra chegar la deve descer na estação de metrô Fradique Coutinho (Linha Amarela) e andar por volta de 20 à 30 min, depende do seu "pace" :P

A feira só acontece aos fins de semana. E também tem música ao vivo. Então fim de semana é mais cheio, mais difícil tirar fotos dos grafites.

Lá é cheio, movimentado, turistas do mundo todo. Mas não se esqueça que está na rua, no Brasil, portanto tome cuidado. Pode ocorrer assalto e/ou furto. Senão no local lá, podem te seguir quando se afastar. Bandido é bandido.







Exposição Chaves – A Turma da Vila Mais Querida

Aconteceu no Shopping Light – 2º Piso, situado na Rua Coronel Xavier de Toledo, 23 – Centro, São Paulo – SP, no período de 2 de outubro até 6 de novembro de 2025.

De forma gratuita.

Podem até pensar que não é nenhum evento astronômico, ainda sim é de suma importância. O objetivo da mostra é resgatar memórias e emoções.

A mostra nos deixa claro que as obras de Chespirito estão vivas em nosso cotidiano. Podendo nos proporcionar mais atrações e lançamentos no futuro. Bom pra nós, fãs :)

Oito artistas urbanos, cada um com seu estilo, se reuniram e grafitaram os personagens da vila do Chaves. Tornando a exposição mais eclética e diversificada. É uma exposição cheia de personalidade, tornando-a especial.

Essas telas foram produzidas no Santos Festival Geek e algumas foram criadas ao vivo, diante do público, junto com a participação de Édgar Vivar (Senhor Barriga / Nhonho).

Imagens retiradas da internet