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quarta-feira, 7 de abril de 2021

FIC: Os Rejeitados

Capítulo 06: Decepção

Geist finalmente conclui seu trajeto chegando ao castelo. Logo em sua base ela o olha de cima a baixo procurando por entradas e até mesmo armadilhas.

Não consegue deixar de notar a imponência que a construção transmite. Por um instante ela imagina o castelo na época de sua conservação, uma verdadeira fortaleza, com seus muros altos feitos de pedras espessas que até mesmo um cavaleiro teria dificuldades para transpassá-las.

Hoje essa fortaleza é uma casca do que representava. Castigado pelo tempo os muros agora contém diversas rachaduras e buracos, provavelmente devido a batalhas.

As janelas estão quebradas, expondo salões tomados pela escuridão, que somente alguém mais treinado conseguira enxergar se há movimentação.

Suas poucas, mas estratégicas, torres, que outrora foram palco para canhões, estão quebradas, cheias de destroços. Contrastando com os telhados perfurados.

Após breve análise a amazona caminha a passos mais lentos pelo caminho de terra. Sua armadura vai rompendo os espinhos ao redor e quanto mais avança em direção a entrada ela percebe que a porta está aberta.

É apenas uma fresta mas suficiente para que consiga entrar.

- Obrigada por deixar a porta aberta, seria um desperdício ter que destruí-la. - Geist se expressa debochadamente.

E na verdade seria mesmo, de todo o castelo a porta era o único item em bom estado. Com uma entrada ampla, e portões que abrem em duas partes, de madeira maciça reforçada, já desbotada pelo tempo.

Imóvel próximo a porta, Geist mais uma vez analisa ao seu redor.

A antessala espelha o exterior do castelo. Um espaço considerável, provavelmente era onde pelejavam nos tempos de guerra, mas hoje com conotação sombria.

Sua paredes também desgastadas pelo tempo, com rachaduras, candelabros vazios e com teias de aranha.

Do teto apenas luz do luar pelos diversos buracos no telhado. Lustres quebrados balançando sinistramente devido ao vento.

No chão há um tapete da entrada até o salão principal, todo rasgado e desbotado. É o único caminho desobstruído. Pois as suas laterais há diversos móveis quebrados e alguns esqueletos em outras partes do salão.

Geist, guiada pela iluminação de tochas, cruza a antessala chegando ao salão principal.

- Olá Geist, estávamos te esperando, porque demorou tanto?

O anfitrião diz cordialmente sentado confortavelmente em um trono, ao fim do salão, segurando um cálice de vinho.

A amazona mantém sua guarda alta e tenta analisar a pessoa à sua frente, sem muito sucesso devido ao mesmo estar com um sobretudo de capuz, todo negro.

Antes de qualquer outra coisa Geist percebe um esqueleto caído aos pés de trono. Pela posição do esqueleto parece que a pessoa foi feria e caminhou agonizando até, escorou no trono, e caiu indo a óbito.

Porém não é qualquer esqueleto, as vestimentas que o cobrem se assemelham muito a de uma companheira de treino.

Geist tem flashs de memória e em um ato imprudente ataca a figura ao trono.

Recobrando a consciência Geist percebe que está caída e não conseguiu concluir o ataque e sua máscara contém sangue expelido pela sua boca.

A amazona cometeu um erro que não deveria ser cometido, um erro de principiante, um erro imperdoável para sua patente.

Ela gira a cabeça e percebe outro inimigo, em pé, ao lado do trono. Seu atacante. Trajando uma armadura negra.

Sua estatura é de aproximadamente 1,93 metros, pele branca, cabelos loiros e curtos, olhos castanhos. Sua aparência demonstra que ele é um pouco mais maduro que os demais. Há uma cicatriz na bochecha esquerda, fazendo contraste com seu cavanhaque de tom loiro.

- Ora, ora, ora, mas que descuido foi esse? Não perca a cabeça logo cedo. - Debocha a figura no trono.

- Você parece me conhecer bem demais, quem é você? - Geist indaga.

- Acalme-se, se você derrotar meu subordinado terá suas respostas, que tal? - Diz a a pessoa no trono.

- Vai se arrepender, diz Geist firmemente enquanto se levanta.

- Esplêndido, que comece o espetáculo! - Ordena a figura sentada ao trono.

O cavaleiro negro salta para perto de Geist e se curva, cumprimentando.

- Eu sou Houtman, o cavaleiro negro de Peixe Espada. - Se apresenta calmamente.

Imagem ilustrativa Armadura Negra de Peixe Espada

Geist sem perder tempo ataca o oponente com suas garras mas Houtman se move rapidamente conseguindo evitar todos os ataques.

- Não vai escapar, GARRAS DE TROVÃO. - Geist ataca ferozmente

Geist ergue seu braço direito e de sua mão sai eletricidade, uma voltagem altíssima.

Houtman acaba sendo atingido ao ataque a curta distância e é arremessado para trás.

- Você é mais forte do que eu suspeitava. - Diz Houtman.

- Vou encerrar logo esse combate senão poderei ter problemas. Houtman pensa

- Experimente a NUVEM DE MAGALHÃES.

Houtman abre seus braços e no meio deles surge uma nuvem de cor avermelhada que avança até Geist, envolvendo-a.

A inimiga desaparece dentro da nuvem, pode-se ouvir Geist gritando enquanto a nuvem a bombardeia com vários objetos celestes juntamente com alguns raios.

Quando a nuvem cessa Geist está em pé imóvel muito machucada.

- Ainda em pé? Merece os parabéns por esse feito. - Diz Houtman em tom de surpresa.

- Vou acabar com você de uma vez, MORRA.

O Cavaleiro Negro de Peixe Espada dispara correndo em direção a Geist e a atravessa o coração com sua espada, localizada no braço direito.

Escorre sangue por baixo da máscara da amazona.

- Venci. Quando chegar ao outro mundo não se sinta envergonhada, você foi uma oponente digna. - Diz Houtman satisfeito.

- Argh. O peito de Houtman é transpassado por uma rajada de cosmo.

- GARRAS DO INFERNO. Diz Geist com solenidade.

- Não entendo.... Houtman cospe sangue.

O já ajoelhado Cavaleiro Negro olha a imagem à sua frente se desfazer e com satisfeito sorriso cai inerte.

- Parabéns, é digna de aplausos (plat plat plat) - Ironiza o inimigo sentado ao trono

- Deixe esse teatro de lado e responda minhas perguntas agora mesmo. - Geist lança um raio de cosmo enquanto corre em direção ao oponente.

- Tsc tsc. Você foi muito habilidosa vencendo meu subordinado mas parece que a nuvem a feriu não é?

- Mas como? Geist indaga-se quando percebe que o inimigo se movimentou tão rápido a ponto de surpreende-la pelas costas.

Ambos sabem que chegou a hora da batalha decisiva. E com tranqüilidade o inimigo começa a tirar seu sobretudo.

Ao jogá-lo no chão o inimigo que se revela uma guerreira não pode deixar de notar que mesmo abaixo da máscara Geist tem um olhar de surpresa e descrença.

- O que foi, não está me reconhecendo?

Indaga a guerreira de estatura similar a amazona de Bronze de Serpente Menor.

Diferentemente do salão anterior este está bem mais conservado. Com o chão limpo ainda que o tapete seja o mesmo, todo desbotado. Há ótimas tapeçarias penduradas pelas paredes contrastando com alguns quadros.

Com boa iluminação, fruto de um majestoso lustre, Geist pode perceber não só estes detalhes mas não há como negar que a sua frente, a guerreira de pele clara, com cabelos até os ombros, lisos e castanhos, e seus olhos esverdeados é sua companheira desaparecida.

Só que diferentemente da última vez que se viram onde seus olhos eram cheios de alegria, agora só há ódio.

- Não é possível, pensei que você estivesse morta. Geist diz gesticulando com uma mistura de sentimentos.

- Não sou um fantasma.

- Mas naquela ocasião, quando ainda éramos crianças, nossa mestra nos levou para um treino especial no mar da Sicília, nós fomos atacadas por cavaleiros negros e sobrevivemos por pouco, mas você....

- Isso mesmo, diga! DIGA. A amazona grita de ódio.

- Vocês me largaram lá para morrer! - A guerreira cerra seus punhos enquanto se recorda.

- Não é verdade, nossa mestra lutou corajosamente contra os cavaleiros negros para nos proteger, mas eram muitos, quando eles nos atacaram te acertaram e você caiu do penhasco, no mar.

- Não havia nada que pudéssemos fazer naquele momento.

Geist tenta explicar.

- Mentira, vocês nem se preocuparam em irem me procurar, quando os reforços do Santuário chegaram vocês foram as escolhidas e eu fiquei a beira da morte presa a um rochedo, vi vocês me darem as costas e me largarem lá.

- Nós não sabíamos, nosso grupo estava muito ferido, precisávamos de cuidados urgentemente e pesávamos que tivesse morrido, ninguém sobreviveria a uma queda daquelas.

- Pois bem, eu sobrevivi, fui encontrada por um cavaleiro negro sobrevivente e ele me salvou, me treinou.

- Agora estou aqui, diante dos seus olhos, eu, Tiamat de Baleia Negra.

Imagem ilustrativa Armadura Negra de Baleia


FIM DO CAPÍTULO

segunda-feira, 3 de junho de 2019

FIC: Os Rejeitados

Capítulo 05: Rastejante e Mortal


A dupla cessa seus passos ao se depararem com mais um cenário divergente ao restante do caminho, e dessa vez, diferente dos seus antecessores, o inimigo está em pé no centro do local.

Como um soldado montando guarda, ele está obstruindo o caminho. Com seu olhar sério e atento complementando com sua intimidadora e firme postura de braços cruzados.

Sua estatura é de aproximadamente 1,87 metros, pele bronzeada escura, cabelos castanhos, curtos e olhos esverdeados.

Geist, com sua guarda protegida, avança um passo, ameaçando atacar.

- Pelo jeito você também não nos deixará passar, estou certa? - Geist indaga.

- Hunf. Pelo contrário. Diferente daqueles idiotas eu obedeço as ordens à risca. - O inimigo responde.

- Você (apontando para Geist) pode passar - Afirma o inimigo.

Os Cavaleiros Atenienses se olham rapidamente demonstrando surpresa e desconfiança, porém decidem partir.

Logo quando começam a caminhar são novamente interrompidos pelo Cavaleiro Negro à sua frente

- Esperem. Eu disse que apenas Geist pode passar. - Diz o Cavaleiro Negro, imóvel.

- O que isso significa? O que está tramando? - Serpente Marinha questiona.

- São ordens do meu mestre. Permitir a passagem de Geist e matar qualquer outro intruso. - Explica o inimigo.

- Sinto muito mas as ordens do mestre devem ser cumpridas de imediato e portanto este lugar será seu túmulo. - Diz apontando para Serpente Marinha.

- Ora seu... - Serpente Marinha retruca.

- Vê se não me envergonha - Diz Geist, já se preparando para partir.

- Pode deixar comigo, mestra. Estou precisando me exercitar mesmo. - Serpente Marinha esnoba.

- Ok. - Geist parte.

A amazona de Serpente Menor continua seu caminho passando ao lado do Cavaleiro Negro, cujo o qual não esboça sequer um movimento.

Restam apenas os dois cavaleiros no local. Ambos imóveis se encarando. Alguns instantes passam e Serpente Marinha passa a analisar melhor o lugar.

Ele finalmente percebe um número enorme de colunas no local. Colunas bem altas, degradas com o tempo. Muitas delas gastas, danificadas ou quebradas.

- Então, já terminou? Podemos começar a nossa luta? - Pergunta o inimigo.

- Claro! - Responde Serpente Marinha, com um leve sorriso.

- Eu sou Coió, o Cavaleiro Negro de Peixe Voador. - O inimigo se apresenta, mudando sua postura para ofensiva.

Sem nem se importar com as palavras do inimigo, Serpente Marinha sai correndo e ataca com socos e chutes, porém todos inúteis, eles foram tranqüilamentes bloqueados e evitados.

- Maldito. Se pensa que vai ser assim tão fácil está muito enganado. - Serpente Marinha retruca já meio irritado.

Novamente o Cavaleiro de Bronze parte ao encontro do inimigo e distribui outra chuva de golpes, porém, novamente todos evitados.

- Droga... - Serpente Marinha serra os dentes.

- Já cansou? - Ironiza, Coió.

Serpente Marinha cerra os punhos e começa a lançar raios de cosmo, novamente os ataques são evitados. Coió abre as asas de sua armadura começa a flutuar de um lado para o outro, escondendo atrás das colunas.

- Maldito, só fica fugindo, covarde - Serpente Marinha tenta provocar o adversário.

- Hunf, pelo jeito você não percebeu nada não é? - Coió ironiza, mais uma vez.

- Ok, dessa vez ficarei parado, venha me acertar! - Coió desafia.

- Como é? Não vai desviar? Bem se é isso que quer então tome! - Serpente Marinha retruca, confiante.

O Cavaleiro de Bronze corre em direção ao adversário, que permanece imóvel. Quando chega perto de golpear, Ascano cai.

- Hungh, mas o que é isso? Meu corpo está pesado não consigo me mexer... - Ascano sussurra, sem entender o que acontece.

- Viu só, eu nem precisei me mexer. - Diz, Coió

- O motivo de você não ter me acertado nenhum golpe é que eu tornei seu corpo mais pesado e com isso eles ficaram mais lentos, mas você nem percebeu isso, e ainda se chama de cavaleiro... - Coió ironiza.

- Pronto, está liberado. - Diz Coió em tom de zombaria.

O Cavaleiro de Bronze se levanta com rapidez já pronto para acertar um soco e novamente desaba antes de acertar o adversário.

- Argh! - Murmura Serpente Marinha.

- Isso já perdeu a graça, vou cortar sua cabeça logo. - Diz Coió.

O Cavaleiro Negro se aproxima e fica na posição de que irá decapitar, quando desfere o golpe, milagrosamente Serpente Marinha se esquiva.

- Ah, então você não me decepcionou! - Exclama, Coió.

- Essa é uma de minhas técnicas, a METAMORFOSE. Eu posso me transformar em animal marinho e anular seu poder.  - Explica, Ascano.

- É o que veremos. - Retruca, Coió.

Ascano utiliza sua técnica e novamente se transforma em uma gigante serpente marinha. Seu adversário percebendo a manobra de ataque tenta inutilizá-lo com sua habilidade de controle da gravidade.

Por um micro instante o Cavaleiro Negro não é atingido. Ele ficou tão confiante de que sua técnica não iria falhar que quando notou a aproximação do Cavaleiro de Bronze tudo o que pôde fazer foi inclinar sua cabeça um pouco para o lado fazendo o mesmo passar por ele.

- Admito que me surpreendeu, mas enquanto eu estiver aqui jamais poderá me alcançar. - Diz Coió.

Novamente o Cavaleiro Negro passa a flutuar entre as colunas, anulando a gravidade ao seu redor.

- Hehehe. - Ascano ri.

- METAMORFOSE! - Grita, Serpente Marinha.

O Cavaleiro, agora transformado em uma serpente, se arrasta pelas colunas, rapidamente subindo-as, e surpreende Coió lhe acertando um soco no rosto.

- Então, o que achou? - Dessa vez é Serpente Marinha que ironiza.

- Seu maldito! - Coió, irritado.

- Prepare-se para receber a minha mais poderosa técnica, GRAVIDADE! - Grita Coió.

O Cavaleiro Negro estende seus dois braços à frente, abre a palma das mãos, e delas saem raios ondulados preenchendo o espaço em direção ao inimigo.

Ascano mesmo em sua forma de serpente, que outrora foi capaz de anular os ataques anteriores, se vê pesado sem conseguir sair do chão.

- Esta é aminha verdadeira técnica. Aquilo de antes foi apenas uma fração do meu grande poder. - Coió fala, confiante da vitória.

- GRAVIDADE! - Grita novamente, o Cavaleiro Negro.

A posição do golpe se repete, mas dessa vez o que muda são as funções de cada mão. Com uma delas ele aumenta a gravidade em parte do corpo do seu adversário, e com a outra ele a diminui em outros pontos, fazendo com que Ascano sofra grandes ferimentos e cuspa sangue.

- Eu poderia explodir sua cabeça agora mesmo, sabia? Hahhahaha - Coió, ri.

O Cavaleiro Negro se aproxima lentamente. Ascano percebendo que pode ser seu fim caso a distancia fique curta demais se esforça muito para esticar seu braço à frente de sua cabeça. Olhando fixamente para Peixe Voador caminhando tranqüilamente em sua direção, dispara um raio de cosmo.

Foi um movimento totalmente imprevisível e por isso acaba acertando o rosto de Coió, que recua com o ataque, sem esconder sua surpresa.

- Mas como....? Isso deveria ser impossível... Bem, não importa, daqui jamais poderá me acertar. - Coió, bem surpreso.

Peixe Voador novamente flutua até o alto da coluna. E ainda um pouco desnorteado com o ataque anterior acaba não percebendo que Ascano já havia se libertado da influencia de sua técnica e subia em perseguição a uma velocidade considerável.

Coió, por reflexo, lança novamente seu ataque fazendo com que o Cavaleiro de Bronze cesse sua subida e caia violentamente no chão.

O Cavaleiro Negro fica tagarelando sobre sua superioridade enquanto olha para seu inimigo caído ao chão, mas novamente comete um erro em não perceber que o corpo estendido está apenas com a metade inferior transformada em serpente.

- O que é esse olhar? Já enlouqueceu ante minha superioridade? Tome isso. - Diz Coió, lançando socos de gravidade em Serpente Marinha.

Ascano havia se erguido mas não se mexia mais, apenas atacava com o olhar. Em contra partida Coió estava bombardeando o Cavaleiro de Bronze com diversos socos gravitacionais.

O cavaleiro ateniense cambaleava e cuspia sangue diante a chuva de socos mas em nenhum momento desviava o olhar do inimigo até que subitamente o ataque é cessado, dando lugar a um sorriso do ferido cavaleiro.

Peixe Voador se encontra rosnando e enrolado a cauda de Serpente Marinha.

- Como...? - Diz Coío, com dificuldade e sem entender.

- Foi o que imaginei, enquanto você estava preocupado em se vangloriar nem percebeu que minha cauda foi se esticando até acertá-lo pelas costas. - Explica, Ascano.

- Sua técnica é boa, mas tem um ponto fraco, ela só acerta quem está a sua frente, debaixo da terra eu posso me mover livremente. - Ascano continua.

O Cavaleiro Negro fica ainda mais irritado e começa a emanar um cosmo poderosíssimo.

- GRAVIDADE! - Grita Coió, mesmo estando preso.

Raios ondulados emanam de todo seu corpo e se espalham por todo local. Toda a região começa a desmoronar, as colunas desabam se entrelaçando e estraçalhando, o próprio chão começa a ruir.

Com tamanha onda Ascano não consegue manter-se firme e acaba libertando o oponente, sendo soterrado logo em seguida.

- Seu lixo. Teve o fim que merecia. - Diz Coió, suado e ofegante.

- Hehehe. Pelo contrário, é você que encontrará o fim - Diz Ascano.

Serpente Marinha sai rastejando dos destroços enquanto fala e quando se ergue, recompondo-se, rapidamente ataca.

- CONSTRITOR! - Serpente Marinha, ataca

Ascano estica seu braço direito e com a palma da mão aberta e os dedos um pouco dobrados lança raios de cosmo de cada um deles, como se fossem fios ondulados. Esses raios não atacam diretamente mas sim envolvem o oponente e logo em seguida se ajustando e apertando, esmagando.

O inimigo já ofegante, e mais uma vez surpreso, é pego pelo ataque, sem dificuldades.

- Ahhhhhhhhhhh - Grita, Coió.

- Mas... como... - Coió sussurra e sucumbe.

O ataque cessa e o corpo do Cavaleiro Negro cai violentamente no chão fazendo com que o redor fique todo coberto de sangue.

Serpente Marinha verifica o corpo e parte seguindo sua mestra.



Imagem ilustrativa Armadura Negra de Peixe Voador




FIM DO CAPÍTULO

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

FIC: Os Rejeitados

Capítulo 04: A Corrente Nebulosa


A tríade que continua correndo, seguindo o caminho, novamente interrompe sua jornada.

- Que lugar sinistro - Comenta, Serpente Marinha

- O caminho mudou exatamente como no caso do Golfinho, o que significa que teremos outro inimigo. - Geist comenta.

 - Apareça! - Geist eleva sua voz com autoritarismo.

O local apesar de ser um campo aberto se assemelha a uma prisão, um calabouço. Há várias paredes em estado lamentável, nelas há grilhões e muitas correntes, há esqueletos presos em alguns.

- Hahaha, vejo que aquele incompetente do Golfinho não conseguiu deter vocês. É o que se espera de alguém que fala muito e gosta de brincar. - O Inimigo debocha.

Bruscamente todos olham para a direita, local de onde veio a voz e lá está o inimigo, sentado em uma das paredes com uma perna dobrada e a outra esticada.

- Bem, eu sou diferente, não gosto de nada disso, pelo contrário, eu tenho pressa. Pressa em derrotar vocês e depois torturá-los até a morte. Seus gritos serão um ótimo acompanhamento para minha refeição. - De maneira séria e tensa o inimigo fala.

- O que disse maldito? Retruca, Cabeça de Medusa

- Você é Geist não é? Já ouvi falar muito de você, é um prazer conhecê-la e espero que grite bastante, hahaha - Aponta para a amazona ao centro da tríade.

- O que disse? Como me conhece? Quem é você? - Pergunta, Geist. Sem alterar sua postura.

- Eu sou Semiramis, o cavaleiro negro de Peixe Austral. - Fala o inimigo.

Sua estatura é mediana, pele bronzeada, seus cabelos são moicanos de cor negra, seus olhos também são negros.


- Então, quem quer ser o primeiro a experimentar minhas correntes? Que tal você? - O Cavaleiro Negro fala com empolgação.

Semiramis lança sua corrente em direção a Geist, mas no meio do caminho o ataque é interceptado pelos tentáculos de seu pupilo, o Cavaleiro de Cabeça Medusa. Surpreendendo a ambos.

- Hun?! - Semiramis dirige o olhar ao seu interceptador.

- Não vou deixar que ataque nossa mestra - Diz Acrísio.

- Interessante, então o recurso da sua armadura é semelhante ao da minha. - Semiramis murmura.

O Cavaleiro Negro resolve aceitar o desafio e salta da parede se posicionando à frente de Acrísio e conseqüentemente de costas para os outros dois.

 - Não nos de as costas! Nos menosprezar é o maior dos erros - Grita Serpente Marinha já com o punho cerrado preparado para o ataque.

- O que? Porque Mestra? - Ascano pergunta, confuso.

- Não é que ele esteja nos menosprezando ele simplesmente decidiu lutar contra Acrísio. - Explica, Geist.

- Vão embora, eu me contento em lutar apenas com ele, vai ser delicioso fazê-lo gritar. - Diz, Semiramis. Sem olhar para os outros dois, se mantendo firme em sua postura.

- Como é? Acha que pode nos dar ordens? - Novamente serpente Marinha indaga, indignado.

- Serpente, venha, vamos logo - Ordena, Geist. Já se preparando para correr.

- Mas mestra.. - Ascano resiste.

- Acrísio é capaz de se cuidar, temos trabalho a fazer - Ordena Geist, partindo.

- Entendido - Serpente Marinha a segue

Os que ficam se mantém imóveis até que os dois que partiram desapareçam na vegetação.

- Agora que já foram vamos ver qual é o mais forte, minhas correntes ou seus tentáculos. - Diz o Cavaleiro Negro.

Semiramis ataca com o punho esquerdo, a corrente avança até o oponente se multiplicando. Em contrapartida Cabeça de Medusa faz a mesma coisa com seus tentáculos que também se multiplicam.

O barulho de ambos se movendo rapidamente em diversas direções é engolido pelo barulho de suas armas se chocando constantemente pelo ar. Ambos bloqueando e atacando transformando a disputa em perfeito equilíbrio.

Percebendo  que nesse ritmo não haveria fim o Cavaleiro Negro salta para trás.

- Interessante - Diz, Semiramis.

- Você ainda não viu nada - Afobadamente, diz, Acrísio.

- ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS - Grita o Cavaleiro de Bronze.

Os tentáculos avançam, se enrolando nas correntes, e deles saem uma grande descarga elétrica.

O ataque é disparado constantemente parecendo não surtir efeito. Semiramis está imóvel, tranqüilo. Permanecendo assim até o cessar da técnica.

- Impossível! Você acabou de receber meu golpe e continua de pé. - Acrísio diz em tom bem surpeso.

- Esse é o seu melhor golpe? Estou decepcionado. - O Cavaleiro Negro debocha.

- Eu não entendo. - Diz, Acrísio, confuso.

- O golpe mais forte deveria ser como esse aqui. CORRENTE NEBULOSA - Grita, Semiramis.

O Cavaleiro Negro faz a posição de dar um soco mas quem ataca é sua corrente da mão esquerda, se multiplicando e com ferocidade acerta seu adversário em vários pontos.

- Aaaaaahhhhhhhhh - O Cavaleiro de Bronze grita.

- Já morreu? Nem me deu o prazer de ouvir seus gritos. É, não se faz mais cavaleiros como antes. - O Cavaleiro Negro debocha, virando as costas.

Cabeça de Medusa começa a se levantar com dificuldade. Ofegante.

- Ah, ótimo, receba meu ataque mais uma vez e grite pra mim. CORRENTE NEBULOSA. - Semiramis se vira novamente para o adversário e lança seu golpe.

Novamente as correntes avançam, com uma ferocidade inarrável. A luta já parecia decidida até que a expressão do Cavaleiro Negro se altera de satisfação para frustração.

As correntes tiveram sua trajetória interrompida por uma muralha de eletricidade.

- BARREIRA. - Diz, Acrísio.

Cabeça de Medusa estica ambos os braços à sua frente e cria uma barreira defendendo o ataque inimigo.

- Minha barreira é impenetrável, esse seu ataque jamais conseguirá transpassá-la. - Diz, o Cavaleiro de bronze.

- Hun - O Cavaleiro negro se alegra.

- CORRENTE VAMPIRA. - Grita, Semiramis.

Novamente faz a posição de desferir um soco mas quem ataca é sua corrente do braço direito.

A corrente avança até o oponente. Abre suas presas e ataca a barreira, e em instantes a mesma se desfaz.

- Mas como...? - Acrísio novamente se surpreende.

- Hahahaha. - Semiramis, gargalha.

- A corrente da mão direita suga o cosmo do inimigo, por isso que sua barreira se desfez e é por isso que não senti seu primeiro golpe. A corrente da mão esquerda ataca ferozmente, matando o inimigo instantaneamente. - Explica, o Cavaleiro Negro.

- Pode entrar em desespero se quiser hahaha. CORRENTE NEBULOSA - Novamente Semiramis ataca.

- Ahhhhhhhhhhh - Grita, Acrísio.

O ataque foi tão violento que fez Cabeça de Medusa ser arremessado para trás, tendo partes de sua armadura quebradas e machucados pelo corpo.

- ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. - Novamente Acrísio ataca.

- CORRENTE VAMPIRA. - Semiramis contra ataca, anulando o golpe.

- Você não entendeu o que eu disse? - Pergunta o Cavaleiro Negro de Peixe Austral.

- ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. - Novamente Acrísio ataca.

 - CORRENTE VAMPIRA. - Semiramis contra ataca, anulando o golpe.

 - ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. - Novamente Acrísio ataca.

 - CORRENTE VAMPIRA. - Semiramis contra ataca, anulando o golpe.

- ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. - Novamente Acrísio ataca.

- CORRENTE VAMPIRA. - Semiramis contra ataca, anulando o golpe.

- ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. - Novamente Acrísio ataca.

- CORRENTE VAMPIRA. - Semiramis contra ataca, anulando o golpe.

O cenário permaneceu o mesmo, todos os ataques foram anulados.

- Você ficou louco ou é burro mesmo? Porque insiste em algo que não funciona? Só está se cansando. - Comenta, o Cavaleiro Negro.

Sem dizer nada Acrísio ataca novamente

- ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS.

E novamente Peixe Austral Negro lança seu ataque, anulando-o.

- CORRENTE VAMPIRA.

- Argh! - Semiramis sente o ataque.

- O que? Impossível, eu senti uma parte do ataque. - Diz confuso, o Cavaleiro Negro.

Cabeça de Medusa apenas sorri.

- ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. - Novamente Acrísio ataca.

- CORRENTE VAMPIRA. - Semiramis contra ataca

- Ahhhhhhhhhhhh - O Cavaleiro Negro grita

Semiramis sente o ataque total e se ajoelha. Ofegante.

- Não entendo, isso nunca aconteceu. - Diz confuso e ofegante.

- Depois de receber seus ataques eu percebi uma coisa, sua armadura suga a energia do adversário e depois a libera no próximo ataque. Seu segundo ataque foi mais poderoso do que o primeiro, isso porque sugou minha energia. - Comenta, Acrísio.

- Foi então que percebi, o que aconteceria se ela se sobrecarregasse? Por isso lancei meus golpes repetidamente sem dar tempo de contra ataque. E o resultado foi esse, sua armadura não suporta mais sugar, está transbordando e o seu corpo sofre todos os danos. - Conclui, Acrísio.

- Seu erro foi confiar demais em sua armadura, principalmente nessa cópia fajuta. - Diz Acrísio, com confiança restabelecida.

- Hun, então é só eu atacar e pronto. - Diz Semiramis, se restabelecendo.

- O que? A armadura não me obedece. - Novamente é pego surpreso, o cavaleiro Negro.

- Sua armadura está pesada, digamos que ela comeu além da conta. - Diz Acrísio, com um leve sorriso

- Agora é hora de terminarmos isso. Receba o meu golpe mais poderoso. TORNADO ELÉTRICO. - Grita Acrísio.

Cabeça de Medusa cerra seu punho direito e da um soco mirando o céu, lançando seu golpe. Semiramis é envolvido e sugado por um tornado elétrico.

Por alguns instantes só se ouve os gritos do Cavaleiro Negro. Quando o ataque cessa há um buraco no solo e do céu o inimigo cai, chocando-se no fundo da pequena cratera com força e velocidade avassaladoras.

O Cavaleiro Negro está inerte, morto. Coberto por pedaços da própria armadura e seu próprio sangue.

- Hun, pelo visto foi você quem gritou. - Ironiza, Acrísio.

Após a batalha o Cavaleiro de Bronze deita, seu corpo também está sobrecarregado devido a tantos ataques consecutivos.



Imagem ilustrativa Armadura Negra de Peixe Austral




FIM DO CAPÍTULO!

FIC: Os Rejeitados

Capítulo 03: Passado vs Presente


- Eu sou Borto, o cavaleiro negro de Golfinho – Diz o inimigo em tom imponente.

Sua estatura é mediana, pele branca, cabelos longos de tom azul claro  , combinando com seus olhos também azuis.

- Cavaleiros Negros? Mas isso é impossível, vocês estão selados. – Diz Serpente Marinha em tom surpreso.

- Hahaha vocês não sabem de nada. – Retruca, Borto, debochando.

- Porque está destruindo o mar? Qual o objetivo nisso? – Pergunta Geist, com tom de voz firme.

- Cale-se, mulher. – Responde Borto com a mesma firmeza. Alterando sua expressão de deboche para seriedade.

- Eu não vim aqui para perder tempo falando com vocês, vim para matá-los. No entanto faz tempo que ninguém vem nos visitar, seria falta de educação de minha parte se eu fosse um mau anfitrião. – Novamente Borto fala em tom sério e convencido.

O Cavaleiro Negro ergue seu braço direito apontando para cima, desviando por um instante a atenção dos protetores de Atena.

- No fim deste caminho há um castelo, é nele que nosso mestre se encontra. Se querem respostas basta perguntar a ele, mas para isso terão que passar por mim, é claro. – Explica Borto.

- Você acha mesmo que pode conosco sozinho? – Cabeça de Medusa indaga.

Borto apenas fica imóvel, sorrindo e encarando seus oponentes.

- Vou te matar – Diz Cabeça de Medusa.

Em uma velocidade fora do normal o Cavaleiro de Cabeça de Medusa corre poucos passos a frente de seus companheiros disparando um raio de cosmo de seu punho direito na direção ao inimigo.

Com tranquilidade, Borto da um salto para trás fazendo com que o raio apenas atinja o solo.

- CÂNTICO. – Borto grita.

O Cavaleiro Negro cruza os braços como se fosse um “X”, e de sua boca saem ondas sonoras. As ondas atingem os quatro cavaleiros paralisando-os.

- Mas o que é isso? Não consigo me mexer – Diz Cabeça de Medusa com dificuldade.

- Agora vocês são meus bichinhos adestrados, me obedecerão em tudo. – Diz Borto, novamente debochando.

- Maldito, jamais iremos obedecê-lo – Retruca, Serpente Marinha, se esforçando para se mexer.

- Ah é? Que tal isso? – Ironiza, Borto.

Cabeça de Medusa cospe sangue. A expressão de Ascano é de total surpresa afinal acabara de acertar um soco em seu amigo.

- Desgraçado – Diz Ascano, logo após voltar a realidade e entender o que ocorreu.

- Viram só? Hahaha – Borto ri, menosprezando seus inimigos.

- Hunf, então essa é sua grande técnica? Estava esperando acontecer algo mas até agora nada. – Diz Golfinho em tom sarcástico.

- O que disse seu maldito? Porque você não foi afetado? – Desta vez é Borto que indaga de forma surpresa.

- Eu sou o Cavaleiro de Bronze de Golfinho, é natural que eu seja imune a uma técnica tão baixa como esta. – O cavaleiro explica em tom de deboche.

- Então esta é a forma da armadura de golfinho antes de ser restaurada para a de agora? Confesso que já tive curiosidade em saber como era, mas a minha é muito mais bonita, não acha? – Arionte ironiza.

- Então você está confiante só porque se livrou do meu cântico? Logo vai se arrepender. – Borto retruca do mesmo modo irônico.

Com um gesto de mão Borto faz com que Cabeça de Medusa e Serpente Marinha assumam posição ofensiva contra seu companheiro liberto. Posição esta que ficam estáticos pois seu controlador atenta-se a amazona que está em pé ao lado deles não obedecendo ao comando.

- Droga Golfinho, você estragou meu plano. – Diz Geist, se mexendo.

- Como é? Você também pode se mexer? Mas você não é da constelação de Golfinho. – Borto eleva seu tom de voz com bastante surpresa.

- Sou muito mais habilidosa do que você, é natural que eu consiga quebrar sua técnica. Apenas me fingi de paralisada para ver se com essa sua boca grande nos desse mais alguma informação. Visto que meu plano não deu certo sou obrigada a matá-lo. – Diz Geist em tom firme e convicto.

O Cavaleiro Negro serra os dentes demonstrando raiva.

- Mestra, não se preocupe, eu me encarrego dele, pode ir ao castelo. – Diz Golfinho, confiante.

- Você é quem sabe. – Diz Geist após encarar seu pupilo.

Geist vira-se e lança um raio de cosmo nos seus outros dois discípulos, libertando-os, para logo depois seguirem caminho à dentro.

- Ei, esperem! – Grita Borto, correndo até eles.

- Eu sou o seu adversário. – Diz Golfinho interrompendo a perseguição do cavaleiro negro.

- Já que faz tanta questão assim de ser o primeiro a morrer, farei sua vontade. Mas não pense que você os ajudou, eles logo encontrarão a morte nas mãos dos meus companheiros hahaha – Diz, Borto de forma convencida se posicionando para investida.

O Cavaleiro Negro dispara em corrida até Golfinho e começa a golpeá-lo com socos, porém, todos inúteis.

- Não entendo – Diz Borto confuso.

- Sou um ser da água, é natural que golpes físicos escorreguem em minha armadura, essa é uma de suas propriedades. – Explica Golfinho.

- Não pode me controlar e nem me acertar, pelo jeito essa luta já está decidida, porque não se rende logo?! – Novamente Golfinho ironiza o inimigo.

Borto se afasta, esboça um leve sorriso e envolve suas mãos com cosmo e novamente parte em direção ao cavaleiro.

- O que? – Espanta-se Golfinho.

Desta vez é o protetor de Atena que acaba expelindo sangue pela boca ao levar um soco em seu abdômen.

- Tudo o que preciso fazer é envolver minhas mãos com meu cosmo semelhante à água e os golpes surtirão efeito. – Diz Borto em tom de tranquilidade.

- Entendi, bem esperto – Golfinho retruca de forma orgulhosa.

Os olhares se fintam e ambos saem correndo ao mesmo tempo em direções opostas. Quando se aproximam começam a trocação, alguns socos e chutes são esquivados, outros acertam seu alvo.

Percebendo que nesse ritmo a batalha não haverá conclusão Arionte se afasta com um salto para uma nova investida.

- Chega! Colocarei um ponto final nisso. CHUTE GIRATÓRIO DO GOLFINHO! – Grita o cavaleiro.

Golfinho salta a uma grande altura e desce de forma diagonal em uma velocidade surpreendente, rodopiando, acertando seu inimigo, jogando-o bem para trás.

O Cavaleiro Negro choca-se com o chão e devido a tamanha violência do impacto cospe sangue.

- Pronto. Devo alcançar minha mestra o mais rápido possível – Diz Golfinho em tom de satisfação, virando as costas.

- Aonde vai? - Grita Borto, ainda na mesma posição estática da queda.

- Como? – Surpreende-se Golfinho.

- Você não achou que seria simples assim né? - Novamente Borto fala com tranquilidade.

O Cavaleiro Negro se levanta, cruza os braços como se fosse um “X”, e de sua boca saem ondas sonoras.

- CÂNTICO. – Grita, Borto.

Ao que tudo indica será o mesmo golpe e portanto Golfinho se prepara para contra-atacar.

Quando percebe que o golpe não foi disparado em sua direção, mas sim na dos cristais, já é tarde demais.

- Argh! Mas como? – Arionte fica confuso.

Pela primeira vez Golfinho olha ao seu redor e percebe a gigantesca quantidade de cristais. Cristais de diversos tamanhos fincados no solo e paredes, outros até mesmo pendurados em ruínas e na vegetação.

Só agora o cavaleiro percebe o erro que cometera ao negligenciar seu entorno e envergonhado abaixa a cabeça.

- Como se sente paralisado? – Borto se vangloria.

- Aqui é minha casa. Os cristais amplificam o meu golpe, paralisando qualquer um. – Explica o Cavaleiro Negro.

- Que tal brincarmos mais um pouco? – Ironiza, Borto.

Golfinho começa a socar seu próprio rosto, depois faz posições estranhas se mexendo desengonçadamente como se estivesse dançando.

- Agora entendo o porque de você mandar seus amigos partirem, foi para não matá-los de vergonha ao te verem assim, não é mesmo? – Gargalha, Borto.

- Não precisa se preocupar, logo darei o golpe final em você. Visto sua patética situação até será um ato de misericórdia hahha – Novamente Borto gargalha.

- Vou te contar uma coisa para você ir ao outro mundo em paz. Depois que terminar com você vou atrás dos seus amigos fracotes. Assim poderão se reunir no pós morte, sou ou não sou piedoso? Hahaha – Borto continua a gargalhar.

Em um movimento de mãos, Golfinho fica estático e cai no chão com tanta potência a ponto de afundar o solo.

- Maldição, eu não posso perder aqui e de forma tão humilhante, o que a mestra pensaria de mim? – Pensa, Golfinho.

- Mal... di...to... – Fala Golfinho ao se levantar com dificuldades.

- O que? De onde vem todo esse cosmo? Não consigo mais controlá-lo – Espanta-se, Borto.

Golfinho se ergue, corrigindo sua postura, ao mesmo tempo que seu cosmo se eleva mais e mais. Em um gesto de abrir os dois braços, semelhante a uma cruz, rompe o encantamento.

- ANÉIS MALABÁRICOS – Grita, Golfinho.

Golfinho na mesma posição de cruz concentra o cosmo nas extremidades dos seus braços formando dois anéis parecidos com uma serra.

Em um movimento de braços a frente os anéis são lançados e durante a trajetória se multiplicam atacando todo o ambiente. Destruindo várias colunas, paredes, árvores e os cristais.

O cavaleiro Negro apenas observa a tudo, paralisado e surpreso.

- Mas... mas... que técnica é essa? – Borto pergunta, sem reação

- Vou lhe mostrar. – Responde, Golfinho.

- ANÉIS MALABÁRICOS – Grita, Golfinho.

Novamente anéis se formam nas extremidades de seus braços e são lançados diretamente ao seu oponente.

Em um instante o que eram dois anéis acaba virando centenas, acertando o Cavaleiro Negro em diversas direções, despedaçando sua armadura, cortando seu corpo.

- AAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH – Borto grita.

Quando o ataque cessa o único som que corta o espaço é o do corpo do Cavaleiro Negro se chocando contra o chão, inerte e ensanguentado.

Golfinho caminha até o corpo, verifica se o mesmo está de fato morto. Respira fundo. Da uma última olhada no cadáver, vira-se e segue em direção aos seus amigos, sem dizer mais nada.


Imagem ilustrativa Armadura de Golfinho Negro:




FIM DO CAPÍTULO!

FIC: Os Rejeitados

Capítulo 02: Batalha pelos Mares


Três anos antes do torneio Galáctico

Salão do Grande Mestre – Santuário - Grécia

O Grande Mestre, autoridade máxima do Santuário, respondendo apenas a sua superior, a deusa Atena, está sentado em seu trono como de costume; sua posição é firme. Veste uma túnica negra com adornos dourados no centro, fazendo uma linha vertical de início ao fim. Seu elmo dourado com um emblema de um pássaro no topo, também dourado, faz contraste com seus longos cabelos esverdeados, e com o colar feito de pedras preciosas com formas ornamentais e cores diversas

O salão possui iluminação feita apenas por tochas ao redor, é repleto de colunas tão grossas e fortificadas que chegam a ser majestosas e no chão há estendido um imenso e aveludado tapete vermelho com adornos dourados nas laterais, fazendo contraste com todo o ambiente acinzentado.

À sua frente há uma amazona ajoelhada de forma a fazer reverência. Sua armadura de tom claro quase se mescla ao vermelho do tapete. Em sua frente há apenas uma pequena sombra dançante por causa dos movimentos da tocha.

- Tudo bem, como é um pedido pessoal seu eu vou incumbi-la dessa missão. Pode levar um grupo com você. – Disse o Grande Mestre, tranqüilamente.

- Descubra quem é e o porquê de estarem poluindo as águas. Esta é a sua missão, Geist de Serpente Menor. – Desse o Grande Mestre, firmemente.

- Sim, senhor! – Disse Geist, com firmeza na voz - Obrigada. – Diz Geist novamente, dessa vez em tom mais baixo e suave.

A amazona se ergue e caminha para fora do salão. Seu caminhar é calmo, digno de uma protetora de Atena, profissional, sem se deixar levar pelas emoções, mas por debaixo de sua máscara intimidadora, onde ninguém pode ver, ela se permite ter uma expressão de satisfação e um leve sorriso.

Amanhecer do dia seguinte.

Em uma praia sem nome, isolada em algum ponto entre os mares de Creta e Egeu, encontra-se uma embarcação ancorada sendo abastecida por alguns soldados rasos trajando suas vestimentas de couro enquanto alguns poucos outros portam lanças e outras diversas armas, fazendo a segurança.

O Sol brilhava, mas ainda não estava em seu ápice. A areia de cor amarela, toda nivelada, refletir o astro rei, cena essa que foi substituída por uma areia bagunçada de pegadas. O silêncio da praia, que só era quebrado pelo som dos ventos e ondas calmas, agora dá lugar ao som de gritos e ranger de armaduras.

Um pouco distante de toda essa manifestação estavam quatro cavaleiros protetores de Atena, novamente a amazona de armadura arroxeada estava ajoelhada, mas desta vez com os dois joelhos na areia. A água bate suavemente em seus joelhos e na palma de suas mãos está um peixe, inerte.

Ela o olha fixamente sem proferir som algum, enquanto que atrás dela, em pé, estão outros três cavaleiros, um trajando uma armadura esverdeada com detalhes arroxeados e amarelados pelo corpo todo, outro trajando uma armadura negra e branca com detalhes amarelados na cintura e o último trajando uma armadura rosada com detalhes arroxeados e amarelados pelo corpo. Os três com expressões de raiva, punhos e lábios cerrados.

Novamente Geist se ergue, com o peixe ainda entre as mãos, olhando fixamente para o mar. Os outros três cavaleiros apenas a acompanham, olhando ao horizonte, e ela novamente demonstra profissionalismo se mantendo calma e não deixando transparecer sentimentos. Porém, novamente por debaixo de sua intimidadora máscara sua expressão acompanha a dos seus três seguidores, com lábios cerrados e olhar de ódio.

- Então esse desastre já se alastrou até aqui... – diz Geist em tom sério, apenas isso, sem deixar transbordar algum sentimento.

A visão do quarteto é terrível, desde seus pés até onde os olhos não conseguem mais ver há uma grande mancha de óleo e sob ela, boiando, uma grande quantidade de criaturas marinhas, mortas, exatamente como o peixe em suas mãos.

- Malditos! Juro que vou encontrar e matar todos eles. – disse Serpente Marinha com os punhos e os lábios cerrados.

- Como se atrevem a fazer uma barbaridade dessas? – disse Golfinho com expressão de tristeza.

- Mestra, agradeço por nos ter trazido com a senhora. Vou ficar muito satisfeito em vingar nossos irmãos. – disse Cabeça de Medusa com o punho direito fechado na altura do próprio rosto.

Geist sem dizer nada se vira e caminha em direção a sua embarcação. Os demais olham entre si e a seguem.

A embarcação, apesar de ter a bandeira de Atena hasteada, se assemelha muito a uma embarcação pirata de pequeno porte. Pesando por volta de 220 toneladas e com 33 metros de comprimento por 8 metros de largura, com sua capacidade para 415 tripulantes preenchida apenas por 117. Sua coloração escura faz parecer que a mesma está bem envelhecida, porém ao vê-la em alto mar percebe-se o quanto isso está equivocado. Com seus 40 canhões, 20 de cada lado, ela rasga as águas como se fosse o vento.

Já em alto mar, com o sol mais brilhante, o navio segue em águas calmas porém negras, devido à gigantesca mancha de óleo. A tripulação, refrescada pela brisa marítima, olha abismada para toda a destruição, chegando a ficar sem palavras, apenas aguardando algum comando de sua capitã.

A embarcação ancora em alto mar e todos são pegos de surpresa quando aquela âncora de tamanho gigante, com partes enferrujadas, é lançada ao mar por uma corrente imensa, feita de elos tão grossos que alguns cogitam que a mesma fosse capaz de aprisionar um deus.

Geist larga o leme, vira-se para sua tripulação, e autoritariamente convoca seus seguidores:

- Ascano de Serpente Marinha!
- Arionte de Golfinho!
- Acrísio de Cabeça de Medusa!

- AQUI, SENHORA! – Gritam os três, se ajoelhando à sua frente.

- Espalhem-se e encontrem quem fez isso!

- SIM, SENHORA! – Gritam os três, se erguendo.

Os três correm, cada um para uma extremidade do navio e mergulham. Sua mestra permanece em pé, com os braços cruzados, imponente, em frente ao leme. Os soldados rasos interrompem seus afazeres por um instante enquanto observavam toda essa cena. Segundos de descanso interrompidos quando uma ordem da capitã Geist, ainda de costas para eles, é emitida:

- Voltem ao trabalho!

Anoitece, o navio ainda está ancorado no mesmo lugar. Acompanhando a inércia da embarcação está sua capitã, ainda parada com os braços cruzados, no mesmo local, sem se mover. Já há algumas tochas acesas para iluminação do navio, porém a grande parte da mesma é feita pela luz do luar.

O vento sopra mais forte e gélido. Vento este que trouxe consigo sons de tiros, gritos e explosões, percebidos apenas pela amazona.

- Hum, então voltaram... – disse Geist em tom de satisfeita.

- Relatório!

- Senhora, encontramos alguns barcos poluidores. Alguns estavam sendo comandados por piratas, outros por oficiais da própria marinha. – Disse Serpente Marinha ajoelhado à sua frente juntamente com os outros dois.

- Nós os interrogamos, mas se recusaram a cooperar. Ofereceram resistência, mas nós os massacramos facilmente. – Continuou Ascano.

- No final torturamos os sobreviventes até nos contarem tudo o que sabiam e a única pista que nos deram foi “brilho negro” e “triângulo das bermudas”. – Concluiu Ascano

- Entendo. Bom trabalho. Então o que estamos esperando? Vamos para lá imediatamente! – Disse Geist estendendo o braço direito.

O som cortante dos ventos é quebrado novamente, desta vez por uma palavra unânime.

- SIM!

Após ordenado, a âncora é recolhida fazendo um estardalhaço ao bater as correntes, as velas são hasteadas novamente e o barco começa a se locomover pelas águas escuras.

Sem percorrer grande distância de onde estavam ancorados, a embarcação iluminada pela lua cheia e brilhante no céu começa a ser coberta por uma sombra. Chuviscos começam a cair, o navio que estava envolto de águas calmas começa a balançar bruscamente, expressões são alteradas para desespero ou incredibilidade ou até mesmo um amalgama de ambas.

Todos olham para a esquerda do navio, arregalam os olhos, abrem a boca, mas não conseguem emitir palavreado algum. Diante deles está a fúria da natureza personificada, uma onda gigantesca, tão alta que é capaz de encobrir o navio por inteiro e tampar a lua.

- SEGUREM-SE! – Grita Geist, girando o leme para o outro lado.

Porém, antes mesmo de qualquer reação a onda se choca contra a embarcação, engolindo-a e destroçando-a.

- Estão todos bem? – Disse Geist flutuando entre os destroços.

Olhando ao redor tudo o que a capitã consegue ver é uma mancha de destroços em meio ao oceano. Seus três discípulos também estão flutuando em meio a outros soldados rasos, alguns dos quais agarrados a destroços devido a ferimentos e debilitação.

Geist apenas cerra os punhos que estão submersos, escondidos, se sentindo humilhada por ser uma capitã que falhou com sua tripulação, até que toda essa tensão é interrompida por uma indagação:

- De onde surgiu isso? – Pergunta Arionte

- Sinto um rastro de cosmo... – Sussurra Geist, mas não ao ponto de ser inaudível.

- Vamos seguir? – Pergunta Serpente Marinha

- Não, por hora vamos voltar ao santuário. – Ordena Geist, mais uma vez mascarando seus sentimentos.


Salão do Grande Mestre – Santuário - Grécia

- E por fim veio uma onda gigante, destruiu nossa embarcação e tivemos algumas baixas entre os soldados rasos. - Geist termina o relatório.

Mais uma vez ela se encontra em posição de reverência à frente do Grande Mestre sentado em seu trono.

- Entendo. – O Grande Mestre diz suavemente.

- Quem fez isso não nos quer por perto, por isso, senhor, peço novamente outra embarcação para ir ao Triângulo das Bermudas.

- Eles serão detidos sim, mas infelizmente não posso delegar essa tarefa a você

- Mas porquê? – Diz Geist com a voz entonando um pouco de desespero.

- Geist, você matou pessoas comuns. Nós não agimos assim, só lutamos contra iguais. Eu admito que o erro foi meu por mandá-la em uma missão tão pessoal, seu amor pelas águas é enorme. Mas agora não cometerei mais esse erro. Você está dispensada por enquanto.

- Mas... mas, senhor....

- Chega, Geist, eu já disse minhas palavras finais. Pode se retirar e cuide dos seus ferimentos.

- Si... sim, senhor.

Geist caminha para fora do salão, seu andar é tranquilo, apesar de seus punhos cerrados.


Santuário, fora dos limites das 12 casas.

Geist está reunida com seus três seguidores, explicando todo o ocorrido.

- Droga, então nós nunca poderemos recuperar nossa honra. – Diz Acrísio inconformado.

- Mas será que o Grande Mestre não consegue entender o que isso significa para nós? – Indaga Ascano.

- Esta missão é nossa, portanto vamos terminar! – Diz Geist com determinação.

Na manhã seguinte, ensolarada, novamente na mesma praia sem nome, há outra embarcação pronta para zarpar, há soldados rasos vigiando o local, aguardando os novos cavaleiros da missão chegarem, quando de repente são atacados por inúmeros piratas.

Os soldados ficam confusos, muitos se questionam de onde eles surgiram e como surgiram tantos se até um minuto atrás eles não estavam vendo nada. Mesmo assim os enfrentam com bravura, os atravessam com lanças, chicotes, espadas, mas nada acontece, parecem projeções.

De repente todos somem do mesmo jeito que apareceram, em um instante, os soldados olham uns para os outros sem entender nada e quando percebem o navio já está em alto mar. Este navio é bem semelhante ao anterior, com exceção de seu tamanho, que é consideravelmente menor e, portanto, mais fácil de ser controlado. Sua coloração é mais puxada para marrom avermelhado e há apenas 7 canhões de cada lado.

- Só a senhora mesmo, mestra, para criar uma ilusão dessas e nos camuflar, é mesmo um grande poder. – Enaltece, Golfinho

Geist, sem retrucar, se agacha em frente ao leme, colocando o joelho esquerdo no chão e a perna direita dobrada, abrindo os dois braços para as laterais, eleva seu cosmo e cria um pássaro gigante, de penas avermelhadas, bicos amarelados, olhos negros e duas cabeças, que imediatamente sai voando batendo suas gigantescas asas.

Os três apenas observam de boca aberta.

- Vamos segui-lo. Este pássaro nos levará até a fonte da emanação do cosmo. – Diz Geist.

- É fantástico. A senhora fez uma ilusão que tem o poder de rastrear outros cosmos. – Enaltece Cabeça de Medusa

Depois de horas de navegação em águas calmas, ao começo do anoitecer, os cavaleiros chegam ao Triângulo das Bermudas, atracando em uma praia nas Bahamas.

Esta praia é bem diferente da praia de que partiram. Há uma atmosfera pesada, densa, o vento traz o cheiro de carne podre.

Eles olham ao redor, e só enxergam destroços, embarcações se decompondo, esqueletos jogados por toda parte, crânios fincados em pontas de lança.

- Onde será que estamos? Esta parte não consta em nenhum mapa. – Diz Serpente Marinha

- Este lugar é isolado de tudo no mundo, eu mesma só ouvi lendas sobre aqui. É um lugar amaldiçoado, onde só os demônios freqüentam, até a vegetação e o relevo são pavorosos. – Diz Geist

Seguindo a trilha de crânios nas lanças, Geist percebe um caminho, quase fechado devido à alta e densa vegetação.

Geist simplesmente aponta para a trilha e começa a andar, os demais passam a segui-la.

Ao adentrarem imaginam que encontrarão um caminho de difícil acesso, todo fechado pela mata nativa, mas se surpreendem ao perceberem que após cruzarem a entrada há pouca vegetação e muito concreto, construções em ruínas, muitos cristais espalhados.

- Mas que lugar é esse? – Pergunta Acrísio.

- Tenham cuidado, o inimigo já sabe de nossa chegada. – Diz Geist, em alerta

- Hahaha, você é bem esperta. – Escuta-se uma voz ecoando

- Quem é? Está se escondendo covarde! – Esbraveja Ascano

Uma sombra mais densa se concentra na outra extremidade do caminho e logo começa a tomar forma.

- Eu jamais me escondo, muito menos contra débeis como vocês. – Novamente a voz desconhecida

- Essa armadura.... – Diz Geist surpresa


Imagem ilustrativa Grande Mestre (Shion):



Imagem ilustrativa Geist de Serpente Menor:



Imagem ilustrativa Ascano de Serpente Marinha:



Imagem ilustrativa Arionte de Golfinho:



Imagem ilustrativa Acrísio de Cabeça de Medusa:



FIM DO CAPÍTULO!

FIC: Os Rejeitados

Capítulo 01: Introdução


Sinopse


Enquanto Atena lutava em guerra santa após guerra santa um inimigo observava por trás das cortinas, nutrindo seu ódio, aumentando seu poder e tramando sua vingança. Agora chegou a hora desse “rejeitado” agir. Só nos resta saber se Saori Kido, atual Atena, e seus fiéis protetores estarão prontos para a maior e mais difícil batalha que já travaram.




Objetivo / Descrição

A história possui base na obra Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya), e como todos sabem, é uma produção sem fins lucrativos, pois todos os direitos desse nome são de Masami Kurumada.

A Fic é uma história dentro da história, ou seja, enquanto ocorre a história clássica que conhecemos, esta acontece simultaneamente até o cruzamento das mesmas.

A obra não possui linguajar de baixo calão, com exceção de uma ou outra palavra de acordo com o personagem, mas esta exceção não é algo pesado. Também não possui erotismo.

O objetivo da mesma é mostrar o rico universo de Saint Seiya (cavaleiros, personagens, constelações, etc). Os nomes, armaduras, técnicas, batalhas, tudo estará relacionado, portanto mais que uma leitura, serve como pesquisa e até brincadeira “do porquê disso”, exatamente como a obra do tio Kuru. ^^

No decorrer da mesma haverá imagens como forma de ilustração, e desde já adianto que os créditos das mesmas (mesmo quando for montagem feita por mim) são de autoria do próprio autor. Personagens já conhecidos terão pouca descrição, justamente para suprir com a imagem.

A história engloba todas as obras de CDZ, podendo em algum momento se colidirem com a fic em questão.

A obra se passa dentro do Universo do Anime Clássico, levando m consideração o Multiverso CDZ.

A periodicidade ainda não está definida, tentarei postar um capítulo o mais rápido possível.

Agradeço a todos que a lerem e por favor comentem, é com base nos comentários que sabemos onde temos que melhorar.

Boa leitura a todos!  \o/