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terça-feira, 16 de junho de 2026

Filme - Mestres do Universo

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CONTÉM SPOILERS

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Filme ótimo. Perfeito. Maravilhoso.

Sim, já começo assim.

Sou chato pra caramba para as coisas, critico mesmo, não perdôo mesmo. Então se eu estou começando desse jeito é porque realmente me agradou.

É um filme inteligente. Muito inteligente. Conseguiram pegar as Hqs, a série clássica dos anos 80, mais o filme dos anos 80/90, mesclar tudo num único filme e ainda sim ser coeso. Sem perder a essência de He-Man, a essência da franquia.

É um filme respeitador. Ele respeita a franquia, respeita os fãs, e faz tudo isso com a pegada dos anos 80/90 mesclando com a modernidade.

Ele não tenta ser um filme do desenho, ele é uma nova versão. Não muito distante do que já temos de He-Man, mas também não muito próxima. É uma nova versão. Feita para o cinema, para todas as pessoas de todas as idades e para todas as ocasiões.

O filme pode parecer um pastelão, mas não é. Ele tira sarro de si próprio, de propósito. Só para citar algumas coisas:

- Esqueleto rindo aí ele fala já acabou. Isso porque antigamente riam até sabe-se la quando, que cortavam a cena

- Esqueleto descrevendo He-Man (bárbaro de pele morena, musculoso, tanguinha)

- Os nomes dos próprios personagens, que acham bobos

- Aquele compartimento do Mentor, da bebida

- Adam se esconder para se transformar, sendo que todos já sabiam.

Tem o fato do Esqueleto ser apenas mal mesmo. No decorrer das décadas deram camadas ao Esqueleto, aqui não. Ele é apenas mal mesmo. Igual antigamente.

Tudo isso mostrando a leveza e simplicidade de antigamente. As vezes não precisa ser mirabolante em tudo, criar histórias para te fazer ter empatia com o vilão, por exemplo.

As vezes apenas a simplicidade para você curtir, relaxar. E isso não quer dizer que seja bobo ou preguiçoso. Pelo contrário, você também precisa de muito para construir um enredo e uma história coesa.

O filme tem muitas referências, e nada disso está de modo forçado. A vestimenta do Adam, o modo como ele é chamado. Os personagens rindo no final com as mãos na cintura. O Dolph Lundgren. O modo do Adam explicando as coisas. As músicas.

Até a cena em que o Esqueleto ergue a Espada Mágica e ela não funciona, senão me engano tem uma cena assim em algum episódio clássico.

Ah o He-Man é bobo? "Pera-lá", jovem. Ele não é bobo, ele está aprendendo. A Feiticeira explicou o porque escolheu ele, os antecessores tinham apenas força bruta, ele não, ele tinha coração, empatia, humanidade.

Ele tem a força mas prefere evitar de usá-la. Prefere tentar um diálogo antes, e isso era o que o He-Man do desenho clássico fazia. Então não tem nada de errado nisso.

Tanto que ele só se transforma em He-Man, de verdade no final, quando escolheu seu nome, aprendeu a usar seus poderes e transformar Pacato em Gato Guerreiro. Então é normal durante o filme ele ser atrapalhado e até desajeitado.

Assim como outros personagens foram adicionados backgrounds e foram crescendo no decorrer do filme.

Os personagens são bem construídos, bem caracterizados. Claro, economizaram no CGI do Gato Guerreiro e do Homem Fera, mas de modo geral os personagens ficaram bons.

Dian é uma personagem rara, ela aparece em tiras de jornal, senão me engano.

Maligna nunca mostra o cabelo e aqui ela tem cabelo branco, isso porque em um ou dois episódios do desenho clássico ela tira seu capacete e seus cabelos são brancos.

Filme honesto. Ele quis ser assim. Ele abraçou essa idéia. E sem medo.