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domingo, 2 de agosto de 2026

Filme – Vingança

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CONTÉM SPOILERS

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Van Damme, né. Já começo dizendo que o filme não é ruim, mas não é nada grandioso. É do gênero do ator. O filme funciona bem para a noite, uma sessão pipoca, assistir, relaxar e pronto.

Dizer “spoilers” quando o próprio título já nos mostra como é o roteiro né. A história é isso, uma roteiro onde ele busca vingança.

O filme não tem anda d enovo. Isso dele buscar vingança já teve em filmes anteriores a ele. Basicamente os filmes dele ou tem vingança ou tem ele sentindo alguma culpa.

E aí tem tiros, explosões, lutas de artes marciais, mortes. Bem do gênero dele e da época.

Vivi essa época anos 80/90. Acostumei com esses atores e estilo de filmes. Portanto gostei desse. Não é um filme parado, mas é simples, a mesma fórmula dos antecessores da época.

Filme - The King of Fighters: A Batalha Final

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CONTÉM SPOILERS

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Véiiii na boa, esse filme é tão diferente que nem pode ser chamado de “The King of Fighters”. Não tem anda da essência do jogo nele.

Sério, olha a descrição:

A energia emanada por três tesouros místicos é usada para acessar uma dimensão virtual na qual acontece um torneio para decidir quem será o rei dos lutadores. Essa dimensão alternativa não traz consequência para o mundo real, ou seja, não é possível se ferir ou morrer de verdade nela. Mas, isso muda quando Rugal rouba dois tesouros e toma a dimensão para si, tornando o jogo em um torneio mortal para poder absorver o poder dessa dimensão e da criatura sobrenatural conhecida como Orochi.Eassim fundir as duas dimensões e conquistar tudo. Para detê-lo, a agente da CIA Mai Shiranui precisa reunir os representantes dos três clãs: Kyo Kusanagi, IoriYagami e ChizuruKagura.

Claro que KOF não é um jogo qualquer, ele tem sua história e sua mitologia. Mas não deixa de ser um jogo de torneio de luta.

Era só manter o básico. A mitologia em si, um torneio de luta em uma região remota, promovido por uma figura misteriosa e colocar lutadores lá. Mão precisa ser todos porque e muita gente para um filme. Mas basicamente isso.

E aí claro, trabalhar os personagens, os times e a mitologia. Com boas cenas de ação.

Mas....

O filme tem pouco elenco. Personagens descaracterizados. Rasos. O estilo de luta de todos é semelhante. Nem os visuais mantiveram. Nem as cores dos visuais mantiveram. Não mantiveram nada, incompreensível.

May Shiranui uma agente da CIA infiltrada? Terry Bogardnem sabe lutar, ele é um policial? Rugal com patins? Metralhadora? Kyo é americano?

Ao invés do torneio ser um torneio mesmo eles querem usar uma realidade virtual. Tecnologia. Te teletransporta para lá, você luta, ganha insígnia e volta ao mundo real.

Não há uma narrativa mínima, na verdade. Porque? Simples, Não há uma explicação da lógica desse universo, dessa tecnologia e realidade pararela. O filme por si só não se entende e isso acaba fazendo os personagens terem que explicar a mesma coisa diversas vezes.

Sim, é repetitivo o tanto de vezes que os personagens precisa explicar e explicar e explicar sobre a tecnologia, a outra dimensão, torneio clandestino. E mesmo assim não fica claro.

Diferentemente dos outros filmes de jogos de luta (Street Fighter e Mortal Kombat) aqui tem mais efeitos especiais. Golpes. Isso até pode ser bom, mas acho que piorou...

Sério, os efeitos dos golpes são ruins. E eu exijo que sejam bons simplesmente porque se comprometeram a fazer isso.

Mortal e Street sabiam onde estavam pisando, então poucos efeitos de golpes e mais luta marcial. Aqui quiseram usar tecnologia, realidade paralela onde podia acontecer tudo. Então se prontificaram a ir para um caminho tecnológico, os cenários dos jogos teriam que estar ali. Os golpes de forma correta teriam que estar ali.

Mas é aquilo, não estavam. As coreografias dos golpes nem são iguais aos do jogo. Fizeram os personagens lutarem com uns mendigos, como briga de rua mesmo igual Final Fight por exemplo. E foi sem sentido.

Tudo no filme é sem sentido kkkk

domingo, 12 de julho de 2026

HQ - Brado Retumbante

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CONTÉM SPOILERS

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Uma HQ brasileira, que eu não dava nada, fiquei até com receio de comprar. Mas, pra mim foi uma obra prima. A construção como um todo.

Baseado na época da ditadura militar ela é pesada, tensa. Você lê e lembra que tudo aquilo, e até pior, são verdades. Aconteceu.

As mentiras, as torturas, as mortes, os questionamentos.

Essa HQ vale de lembrança para todos. Esse período vai ficando cada vez mais no passado e conseqüentemente mais esquecido. E é aquilo, quando você esquece do erro está fadado a repeti-lo.

E eu vi isso de perto em algumas manifestações que compareci, onde pessoas gritavam pela volta da ditadura. Sendo que se houvesse ditadura nem manifestação poderiam estar fazendo.

Quem pede a volta desse período não sabe o peso dessa realidade. Ou são aqueles que sabem e se beneficiariam com isso.

Enfim, HQ tem duas citações importantes:

"Esta é uma obra de ficção inspirada em fatos reais, quaisquer semelhanças com nomes, pessoas e fatos da vida real, não é mera coincidência."

E logo depois vem a censura do soldado, riscando alguns pontos e tornando a mensagem diferente. Mostrando claramente como era na época.

E a outra "E se nem mesmo a morte pudesse calar a voz de alguém?"

Apesar da história ter aspectos ficcionais, foi baseado em alguns jornais da época e relatos da Comissão da Verdade, mas principalmente no livro documentário de Marcelo Godoy, chamado “A Casa da Vovó”.

A obra traz uma biografia minuciosa do DOI-CODI no período da Ditadura Civil Militar no Brasil, seja pelo olhar de soldados ou de guerrilheiros. 

A história dos personagens centrais são recortes de inúmeras histórias reais. Assim como a alegoria que envolve os ‘vilões’. Também foram colocados fatores que constituíam o imaginário da sociedade naquele período.

Há algumas páginas no meio da HQ com relatos na íntegra de soldados e ex-guerrilheiros.

E vale lembrar que, durante a hq, tem dicas e pistas documentais espalhadas para os leitores encontrarem. Então você ainda pode "brincar" enquanto lê.


Filme - Godzilla A Guerra Final (2004)

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CONTÉM SPOILERS

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Sou suspeito para falar porque aqui tem tudo o que eu gosto. Nostalgia, monstros, lutas, ação. E por conta disso fiquei estupefato.

Depois de alguns filmes do lagartão, onde ele enfrenta basicamente um inimigo, aqui reúnem todos os monstros já mostrado. Bem, quase todos, mas “tá” valendo.

Rever esses monstros depois de bastante tempo é nostálgico e confuso ao mesmo tempo. Pois como vemos seguindo, a linha de Godzilla mudou, sofreu um reboot.

Então aqui nós temos dois caminhos a pensar. O primeiro é que resolveram incorporar todos os outros filmes de vez. A cronologia fica um pouco bagunçada, mas ainda sim é entendível.

O segundo é que mantém a nova cronologia e esses monstros já existiam na Terra, apenas não haviam aparecido nos filmes anteriores dessa era.

Seja como for, é um encerramento de uma era, a Era Millenium. Portanto o filme também é uma homenagem.

Vale lembrar que até os alienígenas Xillians já haviam aparecido. Só que aqui dão uma camada a mais. Os monstros surgiram em algum momento devido à alta poluição e guerras. Além dos monstros há também humanos mutantes e é daí também que entram os alienígenas. E tem também o Godzilla.

Godzilla enfrenta até o “Zilla”, que é o Godzilla do filme americano de 1998.

Parece uma mistureba, mas tudo é bem descrito.

Fizeram igual ao encerramento da outra era. Os mesmos aliens, diversos monstros, lutas, homenagens...

Só que como citei mais de uma vez, o filme é basicamente uma homenagem. E por conter diversos monstros, as lutas são rápidas. Não da pra ter uma hora de luta com cada monstro, conforme apareciam em filmes anteriores.

Mas isso também é proposital e explicado. É explicado o porque Godzilla é diferente. Superior. E o rei dos monstros.

Esse filme, apesar de ser um encerramento de mais uma era. Uma homenagem. Uma nostalgia. Ele funciona bem sozinho. Se você não viu os filmes anteriores, não tem problema, vai entender esse aqui e aproveitar a sessão pipoca, mas, caso tenha mais bagagem com a franquia irá aproveitar melhor a experiência.

Do gênero, é um dos meus filmes preferidos, mas isso é devido, também, pela nostalgia.

domingo, 21 de junho de 2026

Desenho - Dinosaucers

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CONTÉM SPOILERS

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Esse desenho é um quase esquecido no Brasil, mas sempre tive memória afetiva dele. Lembro que na época de criança eu gostava muito e a abertura eu fiz download faz tempo, então mantinha isso vivo.

É difícil achar dublado, mesmo assim procurei na net e baixei alguns episódios. Ok, não me matei pra procurar mais...

Pensava que era um desenho de "luta" igual He-Man, Thundercats, Transformers, etc... Igual a época, um desenho sem final, onde ninguém morria, mas que teria ação e bons episódios para entretenimento.

Mas "blééé" é ruim demais. Até mesmo para a época. A idéia de "infantil" é levado a sério porque é cheio de furos no roteiro dos episódios e sem luta.

Com a temática espacial da época, um planeta está em guerra ai alguns integrantes em à Terra, claro forma a equipe do bem e do mau.

E a idéia era os Dinosaurces (bem) combaterem os Tyranos (mau), basicamente querem prender eles e voltarem para seu planeta Reptilon. Até aí ok.

Só que diversos episódios os Tiranos estão vencidos e os Dinosaurces simplesmente os deixam ir embora, ou seja, nada  a ver. E isso é só um exemplo que estou citando.

No desenho, os Dinosaucers eram guerreiros do planeta Reptilon. Lá, eles estão em guerra contra os Tyrannos, um grupo de dinossauros renegados que planeja derrubar o governo e assumir o poder. Após anos de lutas, os Tyrannos pegam suas naves espaciais e partem em busca de algo que possa lhes dar uma vantagem na guerra. Um pequeno grupo de Dinosaucers decide segui-los. Evidentemente, ambos os grupos vêm parar aqui na Terra, onde ficam encalhados por diversas razões, e continuam brigando como se jamais tivessem deixado Reptilon.

Quando chegaram à Terra, os Dinosaucers fizeram amizade com um grupo de adolescentes humanos, aos quais deram anéis mágicos capazes de ampliar suas habilidades atléticas - força, velocidade e agilidade - durante um curto período de tempo. Atuando como membros honorários dos Dinosaucers, esses adolescentes ficaram conhecidos como Batedores Secretos, e é neles que a maior parte dos episódios é centrada. Também foram presenteados pelos Dinosaucers com quatro motos voadoras.

E é aí o principal erro que achei e que estragou tudo. Na época estava em alta coisas espaciais e dinossauros. E foram fazer o que, focar em quatro adolescentes. E ficou forçado demais, parecem super heróis. Até pilotam motos voadoras.

Enfim, foram poucos episódios que vi e ainda sim foi um tortura. Por mais que seja algo feito para criança deixou a desejar.

Ainda sim vou aproveitar o tópico para citar algumas curiosidades:


No episódio 06 (Um Verdadeiro Herói), temos uma homenagem ao Super-Homem.





No episódio 11 (Dorme, Dorme), temos uma homenagem ao Godzilla



Também é nesse episódio que aparece um monstro de verdade, que vive na Terra. Um filhote, na verdade





terça-feira, 16 de junho de 2026

Filme - Mestres do Universo

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CONTÉM SPOILERS

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Filme ótimo. Perfeito. Maravilhoso.

Sim, já começo assim.

Sou chato pra caramba para as coisas, critico mesmo, não perdôo mesmo. Então se eu estou começando desse jeito é porque realmente me agradou.

É um filme inteligente. Muito inteligente. Conseguiram pegar as Hqs, a série clássica dos anos 80, mais o filme dos anos 80/90, mesclar tudo num único filme e ainda sim ser coeso. Sem perder a essência de He-Man, a essência da franquia.

É um filme respeitador. Ele respeita a franquia, respeita os fãs, e faz tudo isso com a pegada dos anos 80/90 mesclando com a modernidade.

Ele não tenta ser um filme do desenho, ele é uma nova versão. Não muito distante do que já temos de He-Man, mas também não muito próxima. É uma nova versão. Feita para o cinema, para todas as pessoas de todas as idades e para todas as ocasiões.

O filme pode parecer um pastelão, mas não é. Ele tira sarro de si próprio, de propósito. Só para citar algumas coisas:

- Esqueleto rindo aí ele fala já acabou. Isso porque antigamente riam até sabe-se la quando, que cortavam a cena

- Esqueleto descrevendo He-Man (bárbaro de pele morena, musculoso, tanguinha)

- Os nomes dos próprios personagens, que acham bobos

- Aquele compartimento do Mentor, da bebida

- Adam se esconder para se transformar, sendo que todos já sabiam.

- Falar das roupas o que aconteceu se voltam ou se tem que comprar outras toda vez.

Tem o fato do Esqueleto ser apenas mal mesmo. No decorrer das décadas deram camadas ao Esqueleto, aqui não. Ele é apenas mal mesmo. Igual antigamente.

Tudo isso mostrando a leveza e simplicidade de antigamente. As vezes não precisa ser mirabolante em tudo, criar histórias para te fazer ter empatia com o vilão, por exemplo.

As vezes apenas a simplicidade para você curtir, relaxar. E isso não quer dizer que seja bobo ou preguiçoso. Pelo contrário, você também precisa de muito para construir um enredo e uma história coesa.

O filme tem muitas referências, e nada disso está de modo forçado. A vestimenta do Adam, o modo como ele é chamado. Os personagens rindo no final com as mãos na cintura. O Dolph Lundgren. O modo do Adam explicando as coisas. As músicas.

A parte do holograma do Esqueleto e a Maligna indo embora no final, são do filme dos anos 90.

Até a cena em que o Esqueleto ergue a Espada Mágica e ela não funciona, senão me engano tem uma cena assim em algum episódio clássico.

A loja que o Adam vai buscar a espada, é difícil ver tudo o que está lá em apenas meio segundo que mostra. Mas da pra perceber gibi do Super Homem- e X-Men. Os X-Men não sei, mas o Super Homem é da DC e já teve mais de um crossover com ele.

Nessa loja também temos o nome dela "Zona do Medo" com logo de caveira. Zona do medo é a base de Hordak, mestre do Esqueleto e vilão da She-Ra. E o logo já mostra o Esqueleto.

Temos a cena que Adam pega a espada de Torak, a estátua do bárbaro. Isso é respeitar o passado, a origem. Torak foi o protótipo antes do He-Man, depois sim ajustaram e mudaram. E a cena dele pegando a espada faz todo sentido.

Ah o He-Man é bobo? "Pera-lá", jovem. Ele não é bobo, ele está aprendendo. A Feiticeira explicou o porque escolheu ele, os antecessores tinham apenas força bruta, ele não, ele tinha coração, empatia, humanidade.

Ele tem a força mas prefere evitar de usá-la. Prefere tentar um diálogo antes, e isso era o que o He-Man do desenho clássico fazia. Então não tem nada de errado nisso.

Tanto que ele só se transforma em He-Man, de verdade no final, quando escolheu seu nome, aprendeu a usar seus poderes e transformar Pacato em Gato Guerreiro. Então é normal durante o filme ele ser atrapalhado e até desajeitado.

Assim como outros personagens foram adicionados backgrounds e foram crescendo no decorrer do filme.

Os personagens são bem construídos, bem caracterizados. Claro, economizaram no CGI do Gato Guerreiro e do Homem Fera, mas de modo geral os personagens ficaram bons.

Dian é uma personagem rara, ela aparece em tiras de jornal, senão me engano.

Maligna nunca mostra o cabelo e aqui ela tem cabelo branco, isso porque em um ou dois episódios do desenho clássico ela tira seu capacete e seus cabelos são brancos.

As lições que tem no filme, de um He-Man para outro, se preocupe com o atrás, com o passado. Isso é mostrando o respeito de sua trajetória, os fãs, o que representa, tudo.

A lição do Mentor. Que nem tudo se resolve com conversa. Quando a guerra estoura quem te defende é o soldado violento. O musculoso. Não são os poetas.

Filme honesto. Ele quis ser assim. Ele abraçou essa idéia. E sem medo.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Filme - A Lista de Schindler

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CONTÉM SPOILERS

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Um bom filme. Feito para pensar, refletir, entender.

Aqui nós temos praticamente um documentário sobre a segunda guerra mundial e o holocausto judeu, mas feito maravilhosamente como um filme. Não é chato e nem cansativo, pelo contrário, é interessante.

Oskar Schindler foi um bom homem. Era nazista, mas de forma contrária a eles, ele era bom. Se importava, cuidava. Gastou toda sua fortuna para salvar o máximo de judeus que conseguiu.

Só que é um filme pesado, porque de tão bom te faz se sentir como um dos prisioneiros nazistas, te faz sentir o desespero deles.

O filme começa colorido mostrando um grupo de judeus orando. Daí depois tudo acontece e o filme é em preto e branco, deixando claro o contraste.

E esse preto e branco não é estilo antigo. É muito bem iluminado e desenvolvido. Em diferentes pessoas e lugares o filme muda o tom das cores. Schindler tem o rosto mais claro e brilhante, enquanto os soldados nazistas tem um sombra em seus rostos. Mostrando a diferença de pessoa que são.

Os lugares também deixa claro a diferença, a fábrica de Schindler tem um to mais claro, pois é o santuário deles.

E isso não é apresentado de forma branda não. É mostrado co detalhes, algumas seqüências, inclusive, são demoradas. Enquanto que em Auschwitz, que os prisioneiros chegam de trem, é totalmente mais escuro.

Não há aprofundamento ou desenvolvimento de nenhum personagem judeu, há sim alguns com mais destaques que outros, mas nada além disso. Isso porque o filme não tenta mostrar algum drama pessoal e sim representar toda a trajetória e sofrimento desse povo durante esse período.

É mostrado desde o início quando começa apenas com humilhações depois saqueados e expulsos de seus lares e depois com o trabalho escravo e holocausto.

E sabe qual é a mágica disso tudo? É que o filme te joga naquele contexto. Muitas vezes o estilo da filmagem e enquadramentos. E isso nos faz sentir um prisioneiro nazista, sentir toda aquela dor e drama dos personagens.

Há realismo ali, é chocante, mas é a realidade. A violência dos nazistas, o sadismo deles, o assassinato de crianças. Tudo o que é visto ali transmite realismo, por isso que convence o espectador e o faz se sentir na cena.

O filme tem começo, meio e fim. Tem personagens mais principais onde mergulhamos em suas tramas, mas também há arcos menores de outros personagens, tão bons quanto. Unindo tudo isso o filme se torna bem coeso.